13.10.07

Coluna Poética -N°6 (Os três olhares)

As três retinas da alma

Passado

Algo além dum peão

Eu vivia tão leve,
que cada problema era terrivel.
Acordava inerente ao incorreto,
era pequeno, gracioso.
Tão sozinho que dava pena,
meu espelho me amava.

Uma célula vagarosa,
um fator renegado,
aos estados inebriantes,
o amor e o pecado.
Meu pivô era o choro,
derrapante, soluçado.

Cada curva era a descoberta,
do abismo terrivel que era aumentar.
Perdia horas entre meus bonecos,
sem imaginar, que os idolos eram de isopor.
Mais um centrimetro me aproximava,
cada vez mais sóbrio, pouco menos ágil.

Ai, entendi o que era amar.
Arranjei uma viola, e fiz dela minha amante.
Dedilhava as dissonantes com carinho,
eu era um deus, tão popular entre os esquisitos.

A primeira rebateu minhas ofensas e se foi,
a próxima nem avisou que ia.
A terceira era cheia de filósofos na mente,
seu coração uma loucura. Nenhuma dor sentiu e sente.

Minha alma se reteve,
numa dor incompreenssivel.
Amargurei doze meses,
apreciando o impossivel.

Papeava com os tolos,
o cigarro e o esgoto.
Conheci os tiroteios.
Fui libertário e mensageiro.

Os tolos se foram e seguiram suas estrelas.
Outras delas caminharam e partiram pelas teias.
Perdi tanta coisa que a inocência era meu ditado.
Outrora desvirginado, falta dela tenho inteira.

Hoje toda minha corpulência,
de nada adiantou.
Minha insensatez foi me aclamar imperador,
do nada que tinha e nada que sou.
Todo trauma cicatrizou e o escudo é vasto.
Sou um devaneio da falta que me fizeram teus abraços...

Culpa de alguém?
Da esperança que tive.
De querer imitar os filmes.
Adeus mesquinharias.

Um disparo inoportuno,
um erro avisado.
Uma lacuna aberta,
um tropeiro assustado.
Um vulcão de ódios,
uma panela de retratos.
Não derrotado ou de vitória.
Sou um homem e seus pecados...


Presente

Emoções (palavras que resumem um coração)

Acordo, durmo, sonho.
Amo, odeio e mando.
Murmuro, grito em prantos.
Coração de metal e pano.

Estável nunca fui,
o perigo me fez amigo do passado.
Levanto desorientado,
será o futuro um relicário?

Encabulado, afastado, incompreenssivel.
Lotado de idéias, ódios, insensivel.
Sonhante assumido,
derrotado invencivel.

Prazer, sim já tive.
A vida se mostrou um deslize.
Em que se escala de trás para o alto,
e que nem um avanço ocorre sem percausos.

Se cada manhã fosse um retrato,
poucos sorrisos apreciariamos; de fato.
Outrora o sol agredia, num corredor de noites em claro.

Nenhum soneto resumirá minhas dores,
muitas vitórias também consegui.
Sorte, batalha e valores...

Teus olhos vão e vêm por meses,
óculos, barbas se incluem no velho rosto.
Dezoito anos se fizeram tão dispostos...


Futuro

Horizonte

O horizonte incompleto,
é o amante desta vida.
Fúnebre e funesto,
enclausurado de alegria.
Deturpado, amargo,
meu coração anuncia.
Quem nem sua cegueira,
trará a esperança da harmonia.

Minh'alma e retina,
compartilham dessa distorção,
não enxergam o além em perfeição.
Tudo imperfeito, tento ser o indigesto.

Resumiria a vida na relva amarelada,
que com o inverno congela, alvoroçando a manada.
Matilha armada e procriada pela ilusão gerada.
Em totalidade corriam ao paralelo, por entre o céu e o inferno...
Outrora bem servido, me alimento do vazio.
a inocência adocicava a emergência da falida.
O director cortou a cena,
entre a mesma menina que condena...

È já são inúmeras as que foram,
inutilizadas pelo estorvo,
que era meu peito inseguro.
Consegui ajuntar...

Limpo as lentes e observo,
que estes nunca serão,
nada além dum protesto.
Dum horizonte embebido em dialectos...

Marcus Mavi

Coluna Poética -N°6 (Os três olhares)

3° parte

Emoções (palavras que resumem um coração)


Acordo, durmo, sonho.
Amo, odeio e mando.
Murmuro, grito em prantos.
Coração de metal e pano.

Estável nunca fui,
o perigo me fez amigo do passado.
Levanto desorientado,
será o futuro um relicário?

Encabulado, afastado, incompreenssivel.
Lotado de idéias, ódios, insensivel.
Sonhante assumido,
derrotado invencivel.

Prazer, sim já tive.
A vida se mostrou um deslize.
Em que se escala de trás para o alto,
e que nem um avanço ocorre sem percausos.

Se cada manhã fosse um retrato,
poucos sorrisos apreciariamos; de fato.
Outrora o sol agredia, num corredor de noites em claro.

Nenhum soneto resumirá minhas dores,
muitas vitórias também consegui.
Sorte, batalha e valores...

Teus olhos vão e vêm por meses,
óculos, barbas se incluem no velho rosto.
Dezoito anos se fizeram tão dispostos...


Texto: Marcus Mavi

Diário de um combatente -N°3

As vezes, uma canção diz tudo...

O velho e o moço-Los Hermanos

Deixo tudo assim
Não me importo em ver
a idade em mim,
ouço o que convém.
Eu gosto é do gasto.

Sei do incômodo
e ela tem razão
quando vem dizer
que eu preciso sim
de todo o cuidado.

E se eu fosse
o primeiro a voltar
pra mudar o que eu fiz,
quem então agora eu seria?
Tanto faz
que o que não foi não é
Eu sei que ainda vou voltar...
mas eu quem será?

Deixo tudo assim,
não me acanho em ver
vaidade em mim
Eu digo o que condiz
Eu gosto é do estrago.

Sei do escândalo
e eles têm razão
quando vem dizer
que eu não sei medir
nem tempo e nem medo.

E seu eu for
o primeiro a prever
e poder desistir
do que for dar errado?
Ora, se não sou eu quem mais
vai decidir o que é bom pra mim?
Dispenso a previsão!

Ah, se o que eu sou é também
o que eu escolhi ser
aceito a condição.

Vou levando assim
que o acaso é amigo
do meu coração
quando fala comigo
quando eu sei ouvir...

Salve Los

12.10.07

Coluna Poética -N°5 (Os três olhares)

2°parte

Algo além dum peão

Eu vivia tão leve,
que cada problema era terrivel.
Acordava inerente ao incorreto,
era pequeno, gracioso.
Tão sozinho que dava pena,
meu espelho me amava.

Uma célula vagarosa,
um fator renegado,
aos estados inebriantes,
o amor e o pecado.
Meu pivô era o choro,
derrapante, soluçado.

Cada curva era a descoberta,
do abismo terrivel que era aumentar.
Perdia horas entre meus bonecos,
sem imaginar, que os idolos eram de isopor.
Mais um centrimetro me aproximava,
cada vez mais sóbrio, pouco menos ágil.

Ai, entendi o que era amar.
Arranjei uma viola, e fiz dela minha amante.
Dedilhava as dissonantes com carinho,
eu era um deus, tão popular entre os esquisitos.

A primeira rebateu minhas ofensas e se foi,
a próxima nem avisou que ia.
A terceira era cheia de filósofos na mente,
seu coração uma loucura. Nenhuma dor sentiu e sente.

Minha alma se reteve,
numa dor incompreenssivel.
Amargurei doze meses,
apreciando o impossivel.

Papeava com os tolos,
o cigarro e o esgoto.
Conheci os tiroteios.
Fui libertário e mensageiro.

Os tolos se foram e seguiram suas estrelas.
Outras delas caminharam e partiram pelas teias.
Perdi tanta coisa que a inocência era meu ditado.
Outrora desvirginado, falta dela tenho inteira.

Hoje toda minha corpulência,
de nada adiantou.
Minha insensatez foi me aclamar imperador,
do nada que tinha e nada que sou.
Todo trauma cicatrizou e o escudo é vasto.
Sou um devaneio da falta que me fizeram teus abraços...

Culpa de alguém?
Da esperança que tive.
De querer imitar os filmes.
Adeus mesquinharias.

Um disparo inoportuno,
um erro avisado.
Uma lacuna aberta,
um tropeiro assustado.
Um vulcão de ódios,
uma panela de retratos.
Não derrotado ou de vitória.
Sou um homem e seus pecados...


Texto: Marcus Mavi

9.10.07

Diário de um combatente -N°2

Futuros

Um dos assuntos mais complexos da história de qualquer pessoa é seu futuro. O que virá pela frente? Existe algo tão forte nesse desejo descabido pelo amanhã e, quanto mais desejamos-o, mais afastado e incompleto ele se torna.
Modular esse fator essencial para nossa existência é parcialmente eficaz. Os sonhos caem facilmente, aos poucos, a vida se mostra tão direta e interesseira que, as filosofias aprendidas apenas povoam nossa memória. Nessa hora, a infância se vai...

Viver entre tantos processos, tantas pressões nos afasta uns dos outros. Quantas famílias e vidas são destruídas por dinheiro? Mas, este, realmente, é essencial para viver.
Aos quinze anos você se rebela e entre em guerra com a vida. A primeira, segunda, terceira e centésima batalhas são perdidas. Descobre que és um grão no mar do mundo.
Hoje me vejo tão ganancioso quanto aqueles pelos quais vestia a camisa anarquizada. Notei o que os faz tão esperançosos, o algo a perder...
Já pensei em tantas soluções para meus acasos, tantas injúrias suporto vindas do ventre que me serviu por meses. A ovelha negra é tosquiada, se torna cada dia mais cascada, impenetrável. De grão em grão seu poderoso escudo se fortalece e, igualmente, agimos como os que odiamos...

Cada vez mais, o menino inteligente se torna falso. Aos poucos vai se entregando aos pequenos sonhos, passo a passo, construindo o pequeno sub-mundo ainda dominado, por gente amargurada que não o deixa voar. Nunca nessa vida desejei tanto a liberdade, estou cansado de sofrer por teus defeitos. Meu coração quer perder tua cabeça, minha cabeça perder teu juízo. Tua força bruta é em palavras, perdoa mãe, nunca fiz nada para estar aqui.
Avistar ao longe seus amigos, indo e caminhando com brilho a felicidade que você nunca encontrou. Tenta desamarrar a corda á força e percebe, maioridade é só pra documento. Você depende dela, isso é um tormento...

Porque sofro por teus erros?
Não vedes que tua insensatez só me abate, como achas que seremos amigos, se teus olhos só me trazem desgraça. E ficas achando que essas prestações irão comprar todos os dias que me negastes o afago materno. Agora retribuo com uma geleza, perdoa mãe, é a vida.
Se o remo estivesse aos meus braços, mudaria o curso e correria para o que quero. Paz, família e sossego, longe daqui e de teus devaneios. Compreendo tua infelicidade adquirida, essa vida é doida e curtíssima. Porém, nada fiz para merecer tua raiva. Apenas tentei deixar-te longe, isso é prática.
Mãe, porque agora que não rio mas com tanta frequência, nem angelical é meu rosto. Porque não se curvas á alguma benevolência. Chega de guerras, preciso de socorro. Nem em Deus acredito firmemente, tua lembrança é tão dolorida que chego a pensar. Se tu fosses mãe, prematuramente, qual momento bom que me ofereceste ia guardar?
Infelizmente, contigo não posso mais falar abertamente, tuas criticas me atrapalharariam como sempre. Já tentei tantas vezes mostrar teus erros. Tua carcaça é forte como tua cabeça. Vejo-me distante de ti para ser feliz. Se o futuro me guarda algo além disso, talvez eu escolha abraçar tua fronte e dizer : Eu te amo. Frase que nunca ouvi de tua boca. Me perdoa mãe, sou um espelho. De anos e anos de indiferença. Nem comida, nem roupa e despesas. Me faltou algum afeto e um pouco de consciência...

Coluna Poética -N°4 (Os três olhares)

1° parte

Horizonte

O horizonte incompleto,
é o amante desta vida.
Fúnebre e funesto,
enclausurado de alegria.
Deturpado, amargo,
meu coração anuncia.
Quem nem sua cegueira,
trará a esperança da harmonia.

Minh'alma e retina,
compartilham dessa distorção,
não enxergam o além em perfeição.
Tudo imperfeito, tento ser o indigesto.

Resumiria a vida na relva amarelada,
que com o inverno congela, alvoroçando a manada.
Matilha armada e procriada pela ilusão gerada.
Em totalidade corriam ao paralelo, por entre o céu e o inferno...
Outrora bem servido, me alimento do vazio.
a inocência adocicava a emergência da falida.
O director cortou a cena,
entre a mesma menina que condena...

È já são inúmeras as que foram,
inutilizadas pelo estorvo,
que era meu peito inseguro.
Consegui ajuntar...

Limpo as lentes e observo,
que estes nunca serão,
nada além dum protesto.
Dum horizonte embebido em dialectos...

Marcus Mavi

7.10.07

Coluna Poética -N°3

Uma deusa do nada

Fazia pouco e você era deus,
suas frases tampadas da inutilidade que tua vida mostrava.
E vivia amargurada, derrubada,
julgava o certo pelo incerto e o moderno era teu juizo.

Por quantas vezes me fez escravo te tua razão,
me enumerou, embalou em caixa de derrotas.
Tu me dizias: Sempre em frente,
e você ficou pra trás.

Lembra dele,
o garoto que quase morreu por seus olhos?
Hoje em dia ele te ignora e absorve.

Recordas dum imaturo,
que tu julgavas mal crescido?
Hoje é tua lágrima que escorre, ele já está vencido...

Achas mesmo que perdão resolve as coisas?
Teus erros te fizeram incompleta.
Apaziguaste bastante tuas horas infelizes,
deitada, apertando o rosto na almofada.

Bem vinda ao mundo,
tua infância foi criada pela dedicação que me fez perder a minha,
Agora você mesmo que escolheu me abduzir.
E me debelou por quase nada.

Teu amor é só passado,
outro bem melhor me afaga.
Talvez o meu seja boa lembrança,

Você terminou, o guarde na memória.
Porque essa história é só mais uma,
que o perdão não assume...

Ao passado...

Coluna Poética -N°2

Essa noite eu resolvi caminhar,
como eu fazia naqueles dias,
em que seu rosto era indeciso, fraco em minha parda memória.
E lembrei de nossas alegrias,
um mundo de incertezas,
o qual murmuravámos em sintonia, revivi nossas histórias.

Percebi que cada curva traz seu nome, seu assunto.
Me sinto inútil longe de teu braços,
tuas lembranças, aquele retrato.
Que resolvi queimar pra esquecer-te, vitória do acaso.

Quem foi mesmo que disse adeus,
sim fui eu, marquei ali minha incompleta.
De certo modo até estava correto,
teus braços já eram amargos e homéricos.
Aquele romance não tinha futuro,
e o escuro assaltava minha alma, agora sou um clérigo.

Ver-te é um sinal de minha decadência,
minha felicidade são teus dentes.
Amarelados pelos cigarros que fumaste ao me perder.
Acomodados pelo nada que tinha á dizer.

Um final refugiado,
no que chamamos de acaso,
uma vida atordoada,
no que dizemos "vai passar".

mas um prato a ser lavado,
mais um dia sem horários.
Mais um dor que vai andar,
e espaldar nessa inocência...

6.10.07

Coluna Poética -N°1

Estragos

Tudo é tão misero,
que fico sorrindo
por um espaço de tempo infiél.
Eu sou oportuno,
a dor engasgada,
nesse nó retrátil por dias ao léu.

Se existissem pernoites que me levassem a melhorar,
eu não veria o sol conforme as escrituras,
essa estrela me condena a saber que o dia vai voltar.
E nele saberei que teu sonho é tão distante quanto nossas ruas,
outrora era completo meu mundo de ternuras.
A natureza absorve as medusas...

Agora, tudo tenho e nada quero,
teu nome é um processo,
vômito dum descaso,
eu só precisava dum olhar.

Humano e insincero,
mal dotado e ignóbil,
o porco que se alimenta,
do estragado caju do ócio.

Quantos anos completo,
desde que teu ventre deixou de ser fortaleza?
Por muitos ainda chorarei o dia que tu negastes minha nobreza.
Agora, a vida cuidou de defender essa cidadela,
que não ataquei mas, os muros me limitam a ela.
È uma pena e apenas, mais um estrago em forma de poema.


Texto: Marcus Mavi

2.10.07

Coluna Mundo -N°2

Noticias Comentadas desse começo de semana

Com o Renan mais enrolado que rabo de porco, agora é o Ciro Gomes, que concorreu a presidência da repúlbica,que tá enfiando o pé na jaca...
http://revistaepoca.globo.com/EditoraGlobo/Artigo/exibir.ssp?artigoId=79359&secaoId=6009&edicao=489. Bem-vindos ao Brasil...

Numa das minhas caminhadas pelos sites de noticia, encontrei no G1 um excelente site. No tal, vi uma reportagem sobre as Lan Houses. Isso merece um comentário!

Um Império Digital em ascensão.

Há cerca de dois anos, havia apenas uma modesta Lan lá perto de casa, a Lan do Tigrão (figura). Tdo dia e deixava meus R$ 2, 3, 4, 5 ... por dia. Jogava muito e entrava no nosso maravilhoso Orkut e Msn. Era um iniciado na era digital. Passando alguns meses, comecei a perceber a quantidade de gente que ia na LAN, inclusive garotinhos e homens feitos que não saiam dela. Eu podia aparecer as 12, 14, 22 horas e eles tavam la,jogando um MRPG on-line ou simplesmente de bobeira. Me perguntava se as tais pessoas não estudavam, não tinham mãe, namorada e etc...
Eu presenciei cenas em que o dono da LAN EXPULSAVA clientes por bobeira, batia nos garotinhos e tal, e os tais voltavam no dia seguinte, pasmem, perguntando se podiam voltar a ficar ali. Entendi que aquilo estava se tornando algo além do comércio, os garotinhos estavam completamentes viciados. Algumas vezes os vi com camisas do Santa Mônica, São Bento e outros ótimos colégios pagos.
A medida que o tempo passava, eu me viciei também. Havia periodos que eu ia duas vezes na Lan House por dia. Graças ao bom Deus, nunca permiti abusos comigo, pois, sempre fui bem informado. Os esporros e brigas eram hilários, o cliente (uma garoto de dez ou doze anos) ia e PEDIA pra usar o computador, o dono da casa o enrolava e passava vários outros usuários á frente dele na fila; a maioria meninas bonitinhas.
Em meu colégio, as quatro Lan´s próximas ficam lotadas de estudantes uniformizados em horário de aula. Por vezes passei e avistei diversas meninas (algumas lindas) bebendo e fumando com os donos e funcionários da Lan House, uns playboys, playssons e outras raças de idiotas com dinheiro que existem nessa cidade. Grande parte da culpa por eu ter repetido ano passado era dessas minhas saidas para usar os computadores coletivos.
Numa hora, tomei nojo daquela situação, cada vez mais fui me libertando do vicio até que aconteceu uma coisa que, aqui em meu bairro, agente chama de FILHA DA PUTAGEM: Um funcionário da Lan House desligou todas as máquinas sem avisar,cerca de vinte minutos antes do horário normal de fechamento do estabelecimento, eu estava enviando um curriculo! Na hora, fiquei muito revoltado e tirei satisfações com o cara, que me respondeu:
-Ué, eu sou o que tá tomando conta, eu fecho quando eu quiser.
Eu xingei o cara de tudo qn é nome e fui embora sob promessa de nunca mais voltar ali.
Nessa época começou um processo de massificação dessas lojinhas no meu bairro, agora já tem umas dez Lan Houses numa área de, no máximo, trinta minutos de caminhada. Todas lotadas e com sistemas iguais aquela que eu ia.

Conclusão:
Eu não sou contra as Lan Houses, acho uma solução barata e acessivel para a galera que não tem PC em casa mas, uma quantidade de abusos imensos são cometidos lá dentro e, muitos muleques de 15 anos se perdem nessa palhaçada. O adolescente ainda é meio criança e diversão pra ele nessa fase é prioridade, o problema é, essas casas de jogos dominam a mente de alguns, ou melhor, de muitos deles. Eu tenho amigos que repetem direto no colégio por causa do novo Call of Dutty, dum campeonato de CS, Warcraft. Sei que isso tudo é legal e tal, mas, essa babozeira tá sendo muito exaltada. As Lan´s estão integrando os jovens na digitalização e tirando-os da vida real. Nossa policia está sendo falha em não fiscalizar essas casas e nosso prefeito em não impor regras mais pesadas para elas.

Aqui estão dois links do portal G1 sobre as Lan´s, aconselho a ler:
http://g1.globo.com/Noticias/Rio/0,,MUL110264-5606-11582,00.html
http://g1.globo.com/Noticias/Brasil/0,,MUL138999-5598,00.html

Comentem suas opiniões e não se esqueçam da Enquete ai embaixo da página. Abraços...

30.9.07

Coluna Mundo- N°1 (Myanmar)




O mundo de olhos vendados

Passando por entre as noticias nos corriqueiros jornais das oito, nove e dez horas. Percebi uma pasma existência sobre os conflitos num pequeno país lá pelas bandas do vietnã... O que nos vêem através dos meios de comunicação é o fato de estarem acontecendo grandes passeatas no tal país, e nestas, causando muitas mortes entre os protestantes. Resolvi pesquisar...

Myanmar, antiga Birmãnia, foi colônia da Grã-Bretanha até a Segunda Guerra Mundial, quando foi ocupado pelos Japoneses. Depois do tal, o país se tornou independente sob um governo civil. No ano de 1962, um golpe militar passou as rédeas da nação para os militares. Submergindo a nação numa dolorosa ditadura militar. Em 88, uma onda de protestos cobertos de muitos tiros e sangue derruba o exército e assume, tendo no mesmo ano, os soldados reassumido o poder em outro golpe ditatorial. Tudo isso sob os olhos Russos, Americanos, Chineses. Todos inertes as matanças... Desde então, o pequeno povo se isolou e fragilizou pela dura mão dos militares e estritou relações comerciais predatórias com a China e a Russia. Um barril de pólvora sendo preenchido dia após dia, imposto após imposto. Lembro-vos, tudo sob os olhos do EUA, União Européia e China. Os dois primeiros precoupados com os cálices Saddam e Osama Bin Laden. Este ano, uma série de protestos pacificos foram feitos pelos populares de Myanmar contra os preços abusivos de seus alimentos, combustiveis e demais. A gota d'agua foi a subida do preço dos energéticos em geral. Como todo país budista, os monges exerceram sua função de segunda maior autoridade popular e foram as ruas. Ai entrou as nossas Tv´s Ocidentais... Na primeira grande passeata cerca de duzentas pessoas foram MORTAS pelos militares, muitas delas monges. Agora, um estado de guerra civil foi gerado, e centenas de civis e religiosos INOCENTES E DESARMADOS estão sendo chacinados pelas tropas governamentais.

Análise:
Americanos e Europeus se dizem incapazes de resolver a situação com seu fantoche chamado ONU. Chineses, Russos e Indianos se colocam quase neutros ante ao conflito sangrento. Imaginem o motivo? Isso mesmo amigos, um motivo econômico. Myanmar é uma das grandes bacias para depositar dinheiro e abarrotar de produtos para os tais paises. Sanções mais pesadas da ONU estão sendo vetadas pela China. Mais uma vez, a vida humana é inferior ao dinheiro... Se fosse num dos países do EIXO DO MAL, já haveria dez porta-aviões Americanos e Britânicos na costa de Myanmar. Ou melhor, se os protestos envolvessem: os poços de petróleo do Oriente Médio, o Aiatolá Atômico do Irã, Israel, Venezuela e outros; Myanmar já estaria isolada e pacificada além de lotada de repórteres da CNN. Uma realidade triste e velha de nosso planetinha globalizado, quando o rico morre em torres gêmeas, dez árabes pagam com a vida. Quando o pobre falece, dez ocidentais lucram com a exploração.... Pensem nisso.... Nossa midia é comprada... No 11/09 houve milhões de reportagens especiais. Agora, algumas manchestes e meia-página de jornal...



29.9.07

Diário de um combatente -N°1

Todos nós que temos uma vida agitada sabem so que não existe nada melhor nessas existências desonestas que passar diversos dias em sua casa sem fazer nada...
Meu amado colégio ¬¬, me deu uma semaninha inteira de bobeira com sua feirinha de ciências patética...
Passei os dias numa calmaria até chata, quem vive muito sabe o saco que é ficar dias sem fazer nada...
O mais engraçado é que agente amaldiçoa e abençoa dias como esses...
Com a namorada trabalhando no Leblon, resolvi ir buscá-la, foi uma aventura á parte. Nos vimos bastante apesar da distânica temporal e fisica entre nós... Até brigamos bem feinho... A namorada é uma menina fantástica apesar de seus defeitos...
Nosso relacionamento é bem peculiar, nos viamos todos os dias, agora umas duas ou três vezes na semana, e isto, não nos fez esmorecer...
Também conversei bastante com o amigo John, um cara fora do comum de tão foda...
A academia, até parece que sou marombeiro, foi minha válvula de escape. eu e o rapaz citado acima iamos e conversavamos mais que malhavamos mas... Foi show...
Fui na casa do amigo Paulista, o cara das fotos deste site, e também falamos bastante da vida...

Resumo da história:
A partir de segunda, vou enfrentar a fase mais barra desse ano, tenho notas para melhorar e dois meses para isso, a prova da ESsa também está vindo...
Desejem-me sorte...

Novas formas de expressão...

Diante da fase, de mais ou menos cinco meses, poética deste site....
Resolvi investir em outras formas de texto...
Agora o blog terá Cinco Colunas....
1°- Poesias do Mavi
2° - Criticas, noticias e etc...
3°- Histórias da Familia
4° -O diário do combatente
5° -Narrativas, estórias e contos autorais

Outra coisa...
A primeira parte da minha trilogia está em andamento...
Logo postarei partes para os interessados...
Quem quiser, depois eu mando...


Mais uma coisa....
Comentem tá, agora ficou bem mais fácil, é só clikar e falar...
Preciso de seus coments para temperar a página...
blz?
Abraços...

27.9.07

A ponta do cigarro...




Tantas histórias que nunca precisei saber,
desse caos em chamas que são teus olhos,
pra que serviu tanta nobreza e paciência?
Se você se foi sem ao menos dizer adeus.

Chegava bela, na minha vida amargurada,
porque tanta pomposidade e dissidência?
Das demais, sua voz me fazia acariciar.
Desse futuro que eu amava sem mesmo ter tocado.

Obrigado pelos teus poemas recheados,
de elogios e declarações,
essa fogueira precisa de alimento,
suas fotos, seus cabelos a sustentam.

O quanto aguentei de tuas cirandisses?
por quanto sofri e nunca serei pago?
Dessa tua visão deturpada do acaso,
desse desatino que tu denominas futuro.

Me perdoe,
por não ter te abandonado,
a invalidez me fez sonhar,
com uma casa, alguns filhos e um punhado,
de moralidade que agora vão queimar.

Esse vento gerado pelas asas,
angelicais nas quais pousastes,
agora vas, sem ao menos pezar pelo estrago.
O gole mais limpido do cálice amargo.

Na minha vida tu fostes mais uma história,
para meu peito, uma ilusão a menos.
Em minha memória teu beijo será esquecido.
De meu navio, apenas mais um cais.

Uma página somada em meu diário,
uma usura guardada em meu orgulho.
Um pedaço estragado de alguma afronta.
Desse cigarro, apenas a ponta...


Ao amigo thiago....
Força irmão!

Texto: Marcus Mavi
Foto: Thiago Britto

25.9.07

A rosa



O inverno abriga cada compromisso com a imprudência,
se tua foto não fosse agressiva entre minha retina,
eu até deixaria de usar a minha decência.
E ferveria a emoção nos porões da surdina.

Cada lágrima sua derrota esse meu coração mercenário,
em estágio de decomposição violenta,
nem a primavera me faria gelado,
me sinto morto, ferido, escalpelado.

Você foi a amélia que floresceu nesse jardim funébre,
do cemitério abarrotado de emoções,
nessa cova úmida e podre,
que chamo coração.

Por favor, não faça dessa dor um farol,
e não grite para as estrelas num anzol,
apenas deite e sonhe mais uma vez em esperança.

Teus espinhos me feriram,
teu vento me abalou,
adeus, agora eu digo, eis aqui mais um amigo....

Marcus Mavi

22.9.07

O relógio que define o fim

Essa cruz que abate cada dia de minha vida,
é um remorso eterno das dores não feridas.
O descaso alienado da plenitude mal querida,
talvez o inferno seja mais breve que o desamor...

Eu faria, adquiria, qualquer complexo em teoria,
deste relicário apaziguado pela pouca alegria,
faria de meu eu, um destrutivo consenso de histeria.
Sou um dinossauro a falecer em teu meteoro...

Se teu complexo de adjacências não fosse tão reto,
de certo, estaríamos amantes e não decrépitos,
seriamos um dissonante nessa patifaria do completo.
O esmero da intolerância nos fez regojizar.

Agora vá, curta, amargure e chore tua insensatez,
viva teu repleto mundinho mergulhado em prazer.
Ficarei aqui provando do fogo do flanco ruim deste amor,
sinceramente, sem você, até sei quem mais eu não sou...

Tu me obrigas a sonetar todos os meus afazeres,
teu retrato composto em palavras ofendidas e soletradas,
sou um compositor em dias agourados,
sou o relógio que define o fim deste ocaso....

texto: Marcus Mavi


19.9.07

O corrimão

Sou o corrimão do braço da vida,
que vive, mora e falece em minhas incertezas.
Sou o tempo que absorve a ida,
sou a dor, o extremo, a surpresa.

Não vivo entre doces, festas e poesia.
È tudo falsidade de quem já viu num dia,
o que é a dor de ser um número.
Sou o zero á direita da harmonia.

O jornal que anuncia a hipocrisia,
odeio indiretas, amo todo dia.
Acordo nesse abcesso de simetria,
nessa alvorada invocada por magia.

Estou a volver as estrelas,
a fim de num dia,
tentar ser algo além do que um sonho.
Estou tão longe que até anunciaria...

Que esse coração está a venda,
que essa alma já foi para o abate.
Não apenas mais um sonho por encomenda,
agora tudo é tão real quanto as desavenças.

Bem-vindo, eu mesmo, ao show da guerra,
que é alvorecer nessa cidade de merda.
Que é responder pelos crimes dos fracos,
e dizer pra si mesmo, não dá mais...

Adeus, infância imunda e incompleta,
diga tchau aos biscoitos de maizena.
Agora, seu amor foge com as pernas,
e, tu mesmo, berrará "Volte atrás!".

texto: marcus mavi

Aos dias que passam....

15.9.07

O uniforme

O uniforme verde-escuro,
me cairia tão bem.
Se não fossem as inconstâncias,
os segredos, o além.
Muitos nos prometem um bom deus,
e vivemos progredindo insensatos.
Nessa morte amargurada que é,
o viver sem o marasmo.

A maré fina nos convence,
de que alguém está olhando.
uns livros até dizem,
como é profundo o sonho humano.
Vivo de alguns delirios,
intrigantes e suspiros.
Duma vida sem designios,
poucos amores e alguns motivos.

Você sempre foi um deles,
mas parece estar tão longe.
Tua moradia é perto,
mas teu coração uma falange.
Invencivel aos meus cavaleiros,
tua bandeira é de metal,
já cai diante dos morteiros...

O que faremos sem sossego,
entorpeceremos os pesadelos?
Sou um amante, não um modelo,
da incapacidade adquirida ao longo dos dias.
Da ferocidade usada em algumas brigas,
se tua cara ao menos estivesse mais amiga.
Do pesar e do gozar, nessa existência indecisa.
Algum dia tua tela irá borrar...

No pernoite eu agrido,
todos meus anseios protegidos,
pela claridade rala entre a chuva fina.
Nesse deserto pacato da agonia,
de te ver passar e não ver a poesia,
escrita e absurda entre os dias;
corrompida e suja pelas falhas linhas...
Uma vez

Uma vez,
conheci um sorriso dolorido,
de olhos castanhos e,
um olhar bem amigo.
E olhei seus lábios carnudos,
senti um alivio...

Alguma vez,
eu morri de ódio daquela boca,
e nunca mais quis prova-la de tão louca.
Pobre tolo, fui um coitado.
De não perceber,
o quanto aqueles defeitos me fariam falta...

Hoje, os cabelos lisos me tomam a fronte,
e os dentes brancos aliviam minhas tristezas.
Minha princesa, eu daria tudo pelo teu futuro,
tenho tanto medo de ser mais uma foto.
Fiz de tudo para teu caminho aqui começar,
você sempre prometeu carregar,
meus defeitos consigo e deles lembrar...

Não há verso que mostre minha inconstância,
de sentir que nossos mundos desatinam,
desafinam-se as cordas da tolerância,
de tua vida de moça e da minha de bandido.
Até hoje, vejo o sinal vermelho como aviso,
nele comecei este delirio...

Obrigado, por cada sorriso,
cada amasso.
Cada desprezo e esculacho.
Cada X-tudo, cada cigarro.
Compartilhados na dor de dois pobres coitados...

Será que tanta história falecerá,
não, não sem luta.
Hoje tua vitória é fruta,
da árvore da persistência,
a semente, creio que plantei em ti.

Prometo, que não tão tardar,
estarei contigo nos céus dos felizes,
e farei desenhos sobre as cicatrizes,
da incrivel batalha que foi te levantar.

Peço apenas que não esqueça de cada incerteza,
que cultivei calado para te poupar,
e não se deixe levar pela fraqueza,
do novo e do justo,
Estar contigo se torna um luxo,
um pecado celestial chamado amar...

Ah, se minha poesia te trouxesse mais alivio,
para tuas desavenças de menina,
num corpo jovem, belo e firme.
Algum dia te farei chorar,
da alegria de ver nosso filho,
deitado em teu peito provando do paladar.

Algum dia, linda, algum dia,
seremos felizes e seremos amigos,
mais do que tudo, seremos bandidos,
presos juntos pelo crime de amar...

Por você farei o impossivel,
para que teus olhos ainda possam me admirar,
tanta luta, tanto amor e sacrificio,
não secaram tão fácil ou irão a deriva.
Nosso navio não afundará,
eu não ficarei para trás no iceberg...

Façamos um trato, um ato de maestria,
proponho uma trégua em nossas brigas,
estarei contigo e você em mim.
Na morte, derrota ou alegrias...

Como dói meu peito ao pensar que teus lábios,
possam desejar alguém melhor do que eu.
Como fere minha alma ao delirar de fato,
que você é uma rainha e eu um plebeu.
Não vai embora, sem você nada faço.
Não me deixe sonhar com a morte,
não me abandone na ironia da sorte...


(Para minha princesa)
Marcus Mavi

14.9.07

Fortaleza

Já se foram tantos verões,
Quantas primaveras vivi?
Sou mais uma alma torta e atordoada,
Um número nos cofres do mundo.
Mais uma imagem espelhada e deformada,
Pelo tempo e pelas canções...

Olho meu passado como num aquário,
Vejo meu futuro num retrato,
Dez anos atrás apenas admirava,
Tudo que nunca quis ser.
Afinal, a vida absorve nossas incertezas,
Toma-nos ouros e corações...

Porque ainda escrevo,
Diga-me, pra quê tanta falsidade.
Não é isso que sinto,
Não é isso que quero.
Até quando serei um plebeu,
Nesse reino de fantasia que me afundo...

Nenhuma poesia te amarrará a mim,
Você não lembrará de minhas palavras.
Vejo em meu sofá, nossas marcas de confissão.
È o fim ilusão, o começo inesperado de outra saga.
Teus braços tão desejados se vão,
Num corte denso e profundo...

O passado se encontra no futuro,
Sou o desesperado mais tênue que já encontraram.
A derrota mais amiga que procuravam,
Sou falso, feito de barro.
Não adianta agora me entreguei a melancolia,
Você estará longe em cem dias...

Adeus, minha princesa.
Vá, teu futuro te espera.
Apenas peço que lembre quando meus braços te afagavam,
E leve algo de bom de mim.
Eu ficarei aqui, entre os fracassados,
Nesta fortaleza incompleta de estragos...

Marcus Mavi
Dedicado ao futuro...

8.9.07

Histórias de Vovó-Parte I



O revólver

Saindo da fase poetica desse pequenino site, resolvi voltar a contar aqui minhas histórias malucas da minha familia maluca. Essa aqui tem uns três anos atrás, quando a michele ainda morava aqui em casa e nós pelejavamos pelo meu quarto... Santo Antônio Gil protetor dos irmãos menores...
Caso alguém não saiba, eu moro numa comunidade carente, cercada de pessoas carentes, carentes de um governo, de roupas maiores (meu deus, passa umas piriguetes vestidas de cinto e sutiã num frio de -18°C). Tal comunidade, o condominio residencial Colina do Passáro Negro, vulgo morro do Urubu, tem seus seguranças, defensores e administradores econômicos que fornecem matéria prima barata e rentável aos jovens da região. A segurança é reforçada por armas de calibre alto e pessoal treinado, uniformizados com seus bonés laranjas e roupas "cor-sim-cor-não" de cores alternativas.
Graças a preocupação doentia de minha progenitora de eu não me tornar um jovem soldado de alguma facção, honestamente defendida por ela, pois, segundo a tal, meu sangue já é meu ruim; eu nunca ingressei nas forças armadas da favela, e também não joguei bola, peteca, pique-pega. Devo minha infância aos inventores do Mega-drive e do Master System. Voltemos ao contexto histórico....
Na época do conto, o governo do CRCPN (Condominio Residencial Colina do Passáro Negro) estava em atrito com outros presidentes de comunidades e, após alguns anos de negociações e, digamos, acidentes diplomáticos, o exército do CRCPN, o EXPCRCPN (Exército Popular do Condominio Residencial Colina do Passáro Negro) começou uma corrida armamentista e mobilização das tropas da comunidade. Dois meses mais tarde, o condominio enfrentou uma invasão por parte de seus vizinhos e, em carniceiras batalhas, venceu a tal. Nessa época também aconteceu um grande conflito armado em meu feudo, a batalha das vassouras na qual muitas baratas se perderam em meio ao fogo cruzado. Agora, o 1°EXPCRCPN (Primeiro Exército Popular Colina do Passáro Negro) atacou um reino inimigo de agricultores, o reino do Engenho. Nessa campanha ocorreram as sete batalhas do vale da João Ribeiro, todas vencidas pelos ruralistas.
Uma época dificil para todos nós...
Neste ano sangrento, numa manhã de domingo, uma bela manhã, minha vó sobe a minha casa com seu saco de pão e jornal sensacionalista e entra de uma forma um tanto sútil. Vai a cozinha, deposita suas compras e volta a sala donde guarneciam minha mãe, minha irmã e eu, assistindo globo esporte e discutindo sobre meu namoro (coisas normais nesta prole). Minha vó toma um gole do copo de água e diz, numa voz baixa, como se algúem estivesse nos espiando.
-Maria (minha máe), tem um revólver no quintal.
Nessa hora, o jeito calmo e sensivel de minha progenitora impera...
-Porra mãe, tu tá maluca, que revólver? Essa velha hein...
Minha vo responde sobre gestos de "fala mais baixo".
-É maria, é sim,
e é dos grandes!
Eu, como nunca tinha razão com nada, mantive minha atenção na competição de salto ornamentais que passava no Globo Esporte.
-Vó, tu tá maluca, que revólver vó? -Disse minha irmã, versão mais nova e mais barulhenta da minha mãe.
-Deve ser de bandido, ah meu Jesus, minha virgem Maria nos proteja, minha santa terezinha do menino Jesus... -Minha mãe provavelmente, num ato de puro Espirito Santo, pelo dom da previsão, adicionou novos e futuros santos a nossa religião.
Terminada a ladainha, começaram as especulações sobre o futuro do revólver e seu dono. Digo com firmeza que, sugeriram ser de um bandido, do chefe do morro, do vizinho maconheiro, de algum policial até mesmo de
algum amigo meu....
O grande furor era que o tal dono retornasse a noite e fosse buscar seu artefato bélico, estando a meio caminho da nossa porta, poderia juntar a fome com a vontade de comer e usá-lo contra minha indefesa familia. Horas se passaram, eu me ofereci a ir buscá-lo (jovem revoltado adora armas), minha mãe achou melhor eu não fazer isso (tadinha, se ela soubesse que eu escrevo um livro de guerra), já que a composição quimica do meu sangue traz o hormônio TPMPVB (Teófilos Pai do Mavi Pode Virar Bandidus). Minha mãe que se auto intitula o comandante-em-chefe da casa, se ofereceu a ir porém, minha irmã, a tenente foi em seu lugar. O plano foi montado....
As três da tarde, note que a arma apareceu de manhãzinha, minha querida irmã partiu em movimentos militares até o quintal de baixo da minha casa, eu ia andando estilo soldadinho (excesso de Megadrive na pre-infância). Minha vó invocava desde os santos católicos até Tupã, Marte (deus romano), Afrodite (deusa grega), Maomé, Budá e todo tipo de entidade espirita. Só quem conhece sabe como é que é...
Momento de tensão, a jovem michele se aproxima do artefato, minhas vistas notam seu tamanho. Uma cutucada aqui outra acolá e, michele cai ao chão, a familia inteira corre para ver, desesperada de rir minha irmã grita várias vezes:"Olha o revólver!". Minha mãe e vó já praticamente ligavam para a policia quando a michele empunha a arma e parte ao seu encontro. Eu, ao ver o que era, também tombo como por atingido. Estupidamente ambas as senhoras da casa fugiam do "cano" da arma enquanto a tenente trazia-a. Na verdade aquele tipo de revólver podia até perfurar paredes, não, não era um .45 ou .762. Era uma carcaça de furadeira, sabe, aquela parte que agente brinca de arminha. Alguma alma penada a jogou em nosso quintal...
Talvez o dono da arma tenha vindo buscá-la e não a encontrara, talvez a policia o tenha detido por porte ilegal de furadeiras, talvez a minha vó precisasse de um óculos novo, talvez eu deva sair logo de casa.... Apenas mais um conto daqueles que se conta em festas de familia chatas, regadas a empadinha e agarramentos dos namorados na cozinha....
Moral da história:Vote sim no plesbicito contra o armamento....


1.9.07

Desta vez



Num dia as folhas tem que cair,
alguma hora,
os pratos tem que quebrar,
o horizonte do apocalypse nos toma,
invade nosso sono e paladar.

Será este o fim de nossos infernos,
a partida eterna para a prisão,
lotada de bebidas e esmeros.
Cela doce chamada solidão,
e eu achando que era o amar...

Não, desta vez, não vou olhar para as flores,
prefiro me perder em preto e branco,
como num filme mudo e sem legendas,
mantenho-me calado e confuso,
e eu pensando que era o sonar...

Agora, vou fitar as montanhas,
e traçar a linha mestra de nosso amor,
já cansei de insultos enfadonhos,
deixem falar mal de nossa dor,
e eu dizendo que bastava crer...

Ah, minha linda, teus olhos castanhos,
tão poderosos e desumanos,
capazes de tomar-me de assalto e saquear,
e fazer uma alvorada escurecer,
e eu afirmava, basta manter...

Dessa vez, será sem cruz ou amuleto,
eu e você e nossa cama,
dessa vez não haverá dor nem sossego,
te devorarei com minha manha...
Amém....


texto: Marcus Mavi
foto: Thiago Britto

31.8.07


Nesta alvorada linda,
teus olhos revoltam minhas retinas.
como desejava os ter nesta ravina.
E revelar-te meu amor.

Tua face em ventos tão doces,
lembrança que me atormenta.
Uma vez mais,
queria provar disso, antes de ir.

Já avançaram os anos,
barbas e cicatrizes cresceram.
A hora derradeira,
tocar teus lábios,
Uma vez mais.

Você volta a cada manhã,
como a ave pousada na sacada,
seu cheiro me vem de vez em quando,
a mesma estrada.

Cada tijolo desta parede,
me lembra nossos longos momentos.
Tantas lágrimas desabaram por você,
algumas mais não farão mal.

Num copo de café,
na cena dum filme,
numa música,
ah meu anjo....

Como sofro meus dias sem você,
estamos tão perto e tão longe,
Uma vez mais,
queria dizer que te amo.

Uma leve brisa traz a esperança,
de algum dia,
acordar ao teu lado....
Entre as flores....

26.8.07



Ainda é cedo amor
Mal começaste a conhecer a vida
Já anuncias a hora da partida
Sem saber mesmo o rumo que iras tomar

Preste atenção querida
Embora eu saiba que estás resolvida
Em cada esquina cai um pouco tua vida
Em pouco tempo não serás mais o que és

Ouça-me bem amor
Preste atenção o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinhos.
Vai reduzir as ilusões à pó

Preste atenção querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavastes com teus pés


Dedico essa música ao amigo John que me mostrou como cartola é fod.....

25.8.07



Quando as folhas caem, você vê a arvore nua,
Num espelho apertado, sua face suja.
Uma página molhada de café.
Um caminho deslizante até o inferno.

Até onde deus irá comigo,
E você, em qual pedra suas promessas desabarão.
Qual o teu sinônimo de incerteza.
Qual tua força, teu brasão.

Quem é você, solidão,
Que se acha capaz de tomar meu coração.
E me fazer de otário,
Embaçar meus óculos,
Enxergar meu armário.

Vazio, ando e leio,
As mesmas dez ordinárias,
Cada uma conta algo,
Dores, amores, salafrários.
São tão inúteis, tão usuárias.

Que se danem os mendigos,
Os pseudônimos,
Vá se embora português.
Não, não exprima minhas torturas,
Dores e usuras,
Deixe me calado.
Deixe me instável.

Quem acha que és minha amada,
Para tomar-me de assalto,
Com tua carne, cheiro e teu asfalto.
De teus caminhos, suspiros e somados.
Detenham-me, não me deixem mais partir,
Façam qualquer coisa comigo,
Algo como nos livros.

Seus olhos tão indecisos,
Já foram abrigo,
Hoje são estrelas distantes, mensageiras,
Dessa minha angústia em te ver feliz, sem mim.

Poesia insincera, rimas modestas,
Duma inteligência honesta,
Dum idiota qualquer,
Alguém que se chama,
Solidão...
Vidas pacatas,
Sagas amargas,
De algum Jesus, Maomé,
Algo que se define,
Ilusão...

Reclamações


Onde está deus nessa hora,
onde foi você e suas promessas?
Não tenho mais muito o que dizer,
de suas imperfeições.
Já falei demais,
já tentei deveras.

Sua vida é tão cheia de sufocos,
cortes expostos no colo doce da ilusão.
Meu estar é composto de socos,
muitos deles vindos do seu coração.
O espelho retrata toda minha insatisfação,
não com você, mas, com meu coração.

Eu digo: Venha, me de sua mão,
você nunca dá nem o pé.
Minha vida é uma viola sem cordas,
inútel, paralisada.
Uma existência fudida e ferrada,
pelo amaldiçoado dia que deus me pôs no mundo.

Minha familia me destrói, no largo amargo da dor.
Meu futuro é tão incerto quanto a vitória dum jogador.
Um jogo de cartas, sujas e mal cortadas,
cujo o destino construo em passos curtos.
Sou um morto, um morimbundo.
Algo entre o limpo e o corrupto.

Este mundo não foi o que me prometeram,
país, fadas, fardas,
nada disso, somente dores.
Gente sofrida.
A agonia da revolta mais vencida,
sou o vencedor mais derrotado.
O feliz mais amargo,
tenho tudo e nada me agrada,
um tolo, um coitado.

Que assim seja,
sempre odiando,
para sempre reclamando,
do dom da vida.
Obrigado, apesar de tudo,
por você, ainda choro.
Por eles,
tenho alma frigida.


21.8.07

Fim da História



Se as arnas não vão falar por mim,
Se a minha vida for sempre assim.
Esse circo armado,
será que estarei fadado,
a um futuro ruim?

Os olhos fechados, os passos marcados.
Cansados de dizer sim.
Meu horizonte é claro,
eu sei que é raro,
Acreditem, é o fim.

Fim da história,
De uma trajetória de dor e desilusão.
Amigo, estenda sua mão,
e juntos,
vamos buscar a alegria e,
levar.
Se for assim,
Viver a vida de sonho e amor.

As metamorfoses da vida,
fazem da linda menina,
um sorriso apagado pela escuridão.

Meu passado vem á tona,
em um filme branco e preto.
Onde a inocência vai embora e,
dá lugar a um ideal,
de uma luta sem sentido.
Mas, é só estar contigo que,
em ti encontro o abrigo para o mal...

Texto: Isa Maia
Foto: Thiago Britto

18.8.07

Pedaços, histórias e ingratidões....



O que está havendo? As flores não sorriem mais. O céu é dum azul tão sereno. Meu caminho e tão denso... Questino-no me da existência de deus, e sua justiça. O que fiz para merecer este desterro, este julgamento tão errático... O que houve com teu amor tão imenso, de palavras eternas. Onde está nosso filho, você não percebe? Que seus lábios doem minha carne, e seus beijos já me machucam, pois, o que fizeste me deixaste aos pedaços. Não entendes tua culpa? Diga-me, qual crime cometi em te amar, será que faltei com a inverdade, não vedes que meu amor é em sinceridade. Parece que esqueceste, tu e teus familiares. Quantas vezes faltei com a palavra, e adormeci perante nosso espelho. Perdoe amor meu sonolento vicio de, querer fazer-te o bem á todo custo. Talvez esse seja meu erro, e você precise de um mocado de dor, como das outras vezes que me perdeste. Ai, entenderás a utilidade de meu amor. Sofro com a tua conivência, com os atos daqueles me julgam. Pago caro preço pela decência, de tentar manter-me fiel ao teu costume. Entenda, minha amada, já se foram os dias da inocência. È chegada a hora da batalha, esta viva nunca foi um conto de fadas.... Agora, não sei o que faço, mais uma vez falhei ao acreditar em ti. È bom que proves que estou errado, ou tua ingratidão terá um fim..... Continuo vivendo nessa trilha de lágrimas....

Fto: Thiago Britto Texto: Marcus Mavi

17.8.07

Eu não sou um herói


Eu não nasci sobre um espelho, ou vendi minha alma ao diabo. Não retornei dos infernos, ou mudei algum estado. Sou feito de carne, pura e magoada. Não espere o certo, apenas espere. Afinal, não sou a justiça, ou muito menos o bem. As vezes só perco a paciência, e você não se toca. Eu só quero a paz, e você estar na moda. Me perdoe, ou melhor, não tenho nada a dizer. Simancol não vende na esquina, mas sempre é bom ter. Hoje você não vai ter minha compreenssão, essa noite você conseguiu. Me fazer lembrar que sou de carne, e meu coração é fraco e frágil. Perdoe a minha insegurança, eu nunca acreditei em milagres. Mas a minha tolerância, não é uma colcha de retalhos....



texto: Marcus Mavi

16.8.07

Quarto escuro



Velhas histórias,
laços perdidos.
Gloriosas vidas, de batalhas vencidas.
Onde está deus?
O inferno é tão perto.
Eu cruzo-o todo dia,
ao trancar minha porta, e sorrir ao eterno.
Poesia aritmética,
tomada de insultos,
amargos desejos,
doces, corruptos.

Em piloto automático,
tomo mundo se lava, na pia trabalhada, em mármore e marfim.
Que venha o inferno,
nele eu espero, um mundo mais seguro,
sem paixões ou amores
que me turvem os muros.
Prazer em vê-la morte, como vai tua vida?
Pode levar a minha, nela,
já estou sem saida.

Entre poemas e dilemas, continuo minha saga, através das palavras. Algo que diga, o que meu coração bate...

12.8.07

Alguém que nunca esteve...


Pai

Hoje me pergunto de onde surgiu o erro.
De que pensamento teu se criou minha idéia.
Ordeno a deus que me diga,
qual tristeza que te fez me deixar assim....

Pai,
Quantas vezes teu pulso me faltou,
tua companhia não esteve,
teus braços não me sustentaram.

Pai,
por quantas noites fiquei sozinho,
no mais amargo de meus ninhos,
dos teus conselhos que me faltaram.

Pai,
não te julgo erro ou certo,
apenas questiono nosso destino...

Quantas brisas da manhã perdemos juntos?
Quantas boladas e tv´s aos domingos?
Mesmo se nosso amor não fosse um túmulo.
Sei que teu peito eu teria....

Pai,
aprendi a me virar,
sofrer e sustentar,
nosso sonho de ser feliz.

Hoje sei de seu fim pai,
de sua dor, de sua fraqueza.
Uso destas para dar forças,
aos meus passos sem destreza.

Em que bar estás agora meu velho?
Nesse copo choras a minha falta?
Sou comparado a ti a todo modo.
Um retrato distorcido pela mágoa.

Pai,
estamos envelhecendo separados.
Tua morte não me fará falta.
Pois teu maior pecado não foi a tristeza.
Foi nunca ter tentado estar ao meu lado.

Agora choro nesse dia tão solene,
dos felizes apartenados.
Tua face acabada me toma a mente.
Aqui está o beijo na tua face tão assolada.

Pai,
Te amo apesar de tudo...
Onde quer que você esteja,
que seja feliz este dia amargo...



Texto: Marcus Mavi

11.8.07

Espadas e orações

Hoje encontro meu final,
minha guerra tão amiga.
Meu desterro, redenção,
no passo de alguns inimigos.
Essa noite cairei sob o orvalho e,
descansarei em paz.
Meu corpo de sangue manchado,
pelos machados dos ignóbeis imortais.

O tempo e o espaço hoje comigo pelejam,
nessa incessante batalha pelo passado.
Quão doce é ir ao estábulo e,
cavalgar pela boa vontade de ser alguém mais.

Doravante rezo, para que não caia em tentação.
Sou fraco e misero diante de meu coração.
Aqui jaz a solidão...

Meu passado é minha cruz,
cada erro é uma flecha.
Meu futuro é a luz,
que ilumina minha terra.
Teu amor é força,
para os braços já cansados.
Teu corpo de moça,
que me faz não ser derrotado.

Te amo...


Texto: Marcus Mavi

Espadas e orações

7.8.07

Além




Tudo parece tão sórdido, fácil e límpido.

Felicidade, quem será? Preciso ir ainda mais.

Tudo fora do lugar; não sei se vou me controlar.

Meu ser te toca num sonho, você e eu.

Além dos pensamentos.

Além dos sonhos.

Além dos seres.

Além de mim e de você.

Além simplesmente Além.

O mundo muda,não sei porquê.

As minhas idéias foram lacradas.

Em caixas não encontradas, não encontradas.

Eu me perdi; me superei.

Aconteceu; eu não esperei.

Você chegou, me entorpeceu.

Fez do meu coração,

Seu...

Além dos pensamentos

Além dos sonhos

Além dos seres

Além de mim e de você

Além simplesmente Além





Texto: Isa Maia / Foto: Thiago Britto


4.8.07


Tudo pro alto
Charlie Brown Jr.
Dedico essa canção pro meu amigo John...
Foto de Clayton Barbosa









Jogar tudo pro alto te convém
Estar acima da razão
Só porque somos jovens, só porque somos jovens
Desesperado com o mundo estou também
Escondem tudo na com sorriso na TV e não contam a ninguém

Estou confuso joguei tudo pra trás
Mas no fundo eu sei que eu não tentei de tudo
Mas que bom poder ter uma chance a mais
Estou confuso joguei tudo pra trás
Mas no fundo eu sei que não tentei de tudo
Que bom poder ter uma chance a mais

Tratado de forma que não deu pra entender tanta frieza
Disposição de sobra , vou vencer assim mesmo
Já nem lembro de vocês
Então é o vício o que te faz correr atrás
De mais que o início
Bem que eu te avisei aquela vez que eu te encontrei

A vida corre pelas ruas numa busca sem sentido
Enquanto o mundo está em guerra por paz
Não me pergunte o que eu quero da vida que eu quero da vida
Eu tenho sede de mais , a vida flui na sua loucura e o momento édecisivo
Mas agora estou confuso de mais não me pergunte o que eu quero davida
Não me pergunte o que eu quero da vida , eu tenho sede de mais
Mas deixe eu só te dizer o quanto eu quero bem você...

3.8.07

Solidão

Solitário

O que é ser só?
Será que é não ter um amor?
Será que é não ter familia?
Ou um cachorrinho?
Solidão é não ter amigos?

Nada disso...
A solidão vem de dentro,
daquele epicentro dos sentimentos,
do coração.

Ser só é acordar as três da manhã sem sono,
pensar e repensar a vida.
Caçando um meio das coisas melhorarem,
afinal você nunca está satisfeito.
Ergue seu peito e diz "Posso tudo!",
mas na verdade é tão frágil quanto porcelana.

Solidão é deitar nos ombros de sua amada e,
chorar duma dor inconsolável.
Algo além de sua compreenssão e vontade.
È avistar sua mãe e não sentir nada além de medo.
È nunca mais ter ouvido algo vindo dela que,
te traga um pouco de alegria.

Ser só é estar numa guerra civil na familia,
você é a encarnação do mal.
Aquele que destoa mesmo,
quando só está tentando ficar em paz.
Paz? Já sentiu isso,
faz anos.

Perdeu sua inocência há tanto tempo quando,
foi traido pela primeira vez.
Agora chora e chora procurando algo.
Se apóia na ilusão dum futuro melhor.
Apenas queria sair desse inferno.

Apenas queria morrer para deixar os outros em paz,
se sente amaldiçoado.
Você é o grande problema de sua familia?
È tão dificil entrar em casa e se sentir feliz?
Apenas tenta fugir de seu presente,
viajando em filmes e sonhos.

Ao pensar em sua mãe te dá vontade de chorar?
E ao refletir sobre seu passado?
Você acorda já infeliz?
Faz de tudo mas, nunca ninguém te satifaz.
Porque estão todos preocupados com as sua mini-certezas.

Você já foi ferido por aguém que ama muito?
Isso sim...
Mas, essa pessoa te fere todo dia?
E aqueles que dizem abertamente que te amam,
sempre estão com você?
Ou te deixam abandonado ao bel-prazer de suas futilidades?

Já foi traido por um melhor amigo que jurava lealdade?
Já ouviu que és um monstro pela boca de sua mãe?
Já tentou morrer se entregando ao sono,
porque você não aguentava mais?

Não, não, você não sabe o que é isso.
Está longe de saber,
Você não sou eu...
E, se deus quiser, nunca será.
Bem vindos a minha verdadeira vida.

Atrás dum sorriso bobo se esconde a dor de ainda estar vivendo...

Marcus Ferreira