31.12.08

Paper clips and crayons in my bed
everybody thinks that I'm sad
I take my ride in melodies and bees and birds
will hear my words
will be both us and you and them together
I can forget about myself trying to be everybody else
I feel allright that we can go away
and please my day
I'll let you stay with me if you surrender

(Marcelo Camelo - Janta)

As pessoas quando lidam com essa coisa de fim de ano, lutam, cada uma qual, com suas perdas, vitórias, decadências.
Lembram dos mortos, dos vivos que se foram, dos amores que partiram, dos trabalhos realizados, de trabalhar muito,
de viver alguma coisa. Do champagne com a namorada, o caso do trabalho e tudo mais.
A bela e simples verdade é que o dia 01 de Janeiro irá passar e já no dia 02, tudo recomeçará como um simples feriado
do dia de Zumbi.
Mas qual é a diferença do Reveillon para as outras paradas cotidianas?
O homem combate, reflete sobre uma de suas maiores fraquezas, a velhice e a passagem do tempo.
Por exemplo: Há quatro comemorações atrás, minha irmã morava comigo, eu estudava no colégio França, ainda na
8° série, nem sabia o que era sexo.
Hoje a vida me abençoou com trabalho, dinheiro, tudo que faz parte da vida cotidiana de um homem feito. E sou agradecido.
Graças aos meus defeitos e qualidades, sou o que sou, o que escolhi ser, o que me coube realizar realizei...

Pra 2009, o ano que assumo meus 19 anos, tenha muitas metas: Reformar minha casa, terminar meu 3° ano, me estabilizar
financeiramente, num emprego público, noivar, aprender teoria musical, aprender a tocar guitarra.

Que Deus ilumine nossos sonhos e nosso dia-a-dia, é isso que desejo a todos os meus amigos, parentes, conhecidos e leitores anônimos deste blog...

9.11.08

Amanhã

Amanhã, ser transeunte em nossa mente,
que nem o vidente, o padre e o sonho podem acertar.
E doravante todo o tempo do mundo fosse pente,
fosse a ponta do iceberg de nossa gente,
nem mesmo eu posso retroceder nesse cais.

Ora, fosse eu o melhor do melhores,
o belo dos belos, o eterno dos maiores,
poderia o amanhecer me consumir uma única vez?
Como o peão alquebrado na ponta que não rodopia?

Eu sou mar, sou areia, a gota que flutua no orvalho,
no sereno das manhãs dessa cidade,
dos ônibus.
O outrora é um retrato que se refaz, se perdiz,
a cada momento, cada instante, em vagas estantes,
em vastos pensamentos...

De toda forma, toda mostra, como o lodo reforma a costa,
eu sou meu tempo, meu Deus, meu amor.
Alguém que sempre esteve perto, junto de mim,
viu e reviu decepções, passei e viverei alegrias.

E, como os versos populares dum compositor qualquer,
serei lembrado e cantado por algumas gerações.
Mesmo que os coitados sejam um ou dois...

Não posso eu transpor nada além da existência,
se há céu, inferno e purgatório, isso, nada importa.
Eu tenho muito por fazer, demais por querer,
e sempre mais a conquistar...

27.10.08

Conversações sobre minha atual história

Saindo da fase jornalismo de investigação....

Minha vida deu umas guinadas nos últimos dias....
Vou lhes contar...

Logo que percebi que meu emprego de Operador de Telemarketing de Cobrança era furada, tomando esporro grátis dum velho carece português por qualquer coisa, pedindo pra ir ao banheiro, bebendo pouca água por burocracia. Não podendo nem soltar um peido sem autorização superior; entendi que a vida não tem de ser desse jeito. Não quando você AINDA tem 18 anos.
Então, num golpe surpresa, com apoio de poucos amigos e da namorada, sem mais ninguém saber. Peguei meu pequeno salário ao 30 do mês passado e já, dia primeiro de Outubro, me demiti.
Foram duas semanas de ócio criativo e das dúvidas da desocupação.
Doravante entendi que meu dinheiro é precioso e esse papo de menino que vai ser artista porque tem um Fender foi ficando, cada vez mais, nocivo em minha cabeça.
Cortei o mal pela raiz, sai da minha banda.
No fim das contas, arranjei um emprego pra trabalhar com música, numa loja de instrumentos, tudo muito legal. Como repito muito para a minha namorada, enfim consegui colocar meu dom para render financeiramente.
Tenho alguns outros projetos para 2009.

Na verdade, eu sempre quero mais!

10.10.08

A Mentira Republicana e a falência da integridade brasileira.



A mentira republicana e a falência da Integridade brasileira


Devido ao tempo que agora me sobra, resolvi voltar com este site, para debater alguns fatos importantes da sociedade brasileira. Entre as muitas leituras que venho tendo neste tempo inerte, me bateu em vista, a versão digitalizada de um livro da última década do século XIX, um texto escrito por uma testemunha ocular dos reais fatos da Proclamação da República Brasileira.

Grande parte da visão que hoje temos deste importante fato histórico na nossa história foi deturpada por muitas tendências políticas de épocas posteriores a 1889. Nós tivemos o “Engrandecimento Republicano” dos anos da Era Vargas e da grande guerra além da própria interpretação da revolução em seu tempo genitor. Durante a ditadura veio a tendência comunista na cadeira de História, que ainda hoje é dominada por ativistas de diversos partidos. Essa remontagem de alguns fatores que ocasionaram a rebelião das tropas do Marechal Deodoro da Fonseca, mudou em muito, no ensino médio e popular de História do Brasil, a visão sobre o acontecimento de 15 de Novembro.

Alguns notórios preferem qualificar o Império Brasileiro como instituição falida e impotente, tomada por um esquema político velho e obsoleto. Contradizem-se, pois a república é uma forma de governo tão anciã quanto à própria monarquia. Por vezes, nas sanguinolentas guerras de Roma, se teve a prova, na carne dos soldados romanos, de que a república era uma forma falha de governo.
Estes homens, incluindo o próprio Marechal em quem tanto confiamos nossas honrarias no quinze de Novembro, eram de tendência copiosa a “Prosperidade Norte-americana”. Prosperidade baseada em conceitos muito mais “Imperialistas” de que muitos Impérios do mundo antigo.
A política Norte-americana da época, um tanto quanto igual a exercida no contemporâneo, era predatória e expansionista.
Num país donde tantos índios já haviam sido sacrificados em nome da dominação portuguesa, ousou-se copiar a bandeira estrelada em tonalidades verde-amarela.
Num lugar donde se acabava de sair de uma terrível e odiosa guerra, ao quais os Estados Unidos pretendiam ajudar os nossos inimigos e tinham relações profundas com o governo ditador de Solano Lopez, muito mais Monarca, no termo centralizador da palavra do que o nosso Dom Pedro II; era alimentada a constituição de uma pátria tomada de morticínios e chacinas com seus povos indígenas.
O mesmo povo que retirara seu ímpeto em dominar a Cisplatina, liberando assim o Uruguai para seu livre arbítrio, dava glórias a uma república que invadia e tomava a força os territórios do fraco México.
E ainda, em seus doces discursos platônicos, os republicanos brasileiros falavam com gosto da Doutrina Monroe com seus dogmas de proteção a América. Uma proteção armada e eriçada pelas baionetas americanas. Seriam estes, os protetores da América, os mesmos oficiais que por vezes bombardearam cidades e portos americanos? Ou os mesmos senhores que entregaram sem luta tantas e tantas ilhas “irmãs” da América Central aos Ingleses e Espanhóis? Que em muito chantagearam o Chile, a Bolívia, o Panamá, o próprio Império Brasileiro com sua política das canhoneiras, semelhante à Inglesa?
Meus leitores, muitos fatos, muitas verdades, muitas noticias, foram apagadas com a borracha do interesse durante todo esse tempo. Temos a visão de um país se libertando por si só do julgo de um soberano mau. Uma revolução francesa a la brasileira.
Nada disso, o que vejo é vergonha...

Os homens que fundaram a República Federativa do Brasil sob o molde Norte-americano, estavam vislumbrados com as lindas paisagens de Buenos Aires, república sul-americana, com seus gigantescos bancos, suas estações ou com as fábricas paraguaias durante a era Lopez. Mas nada viram de seu descrédito perante a economia mundial, enquanto nossas instituições, de aparências e modos discretos, eram respeitadas e de nome limpo no mercado mundial. De tal forma dita como certa que, em meio a um grave acidente diplomático que havia cortado as relações Brasil-Inglaterra, a questão Christie, os bancos ingleses enviaram crédito ao Brasil para sustentar a campanha do Paraguai.
Estes militares, não da classe de Osório e Caxias, senhores e vencedores da guerra, fiéis ao Império, fiéis acima de tudo ao Brasil, amavam um modo de vida de um povo diferente do nosso. Berravam em seus discursos contra a escravatura e abraçavam os mesmos generais que massacraram os Confederados, na guerra civil mais violenta que a história presenciou. Guerra travada pela questão da escravatura. Começada por um presidente militarista, expansionista e industriário. Nada lhe veio à cabeça para procurar um modo pacifico de acalmar a rebelião, preferiu mergulhar seu próprio país em Fredericksburg, Antietam, Manassás, Gettysburg, nas pilhagens do CSS Alabama, nos canhões de seu USS Monitor. E, ao ouvir falar da morte dos 53 mil americanos mortos em Gettysburg, disse que eles morreram pela pátria e futuro dos EUA. Acham mesmo que um homem que nada sofreu ao saber que 50 mil de seus irmãos morreram jogando-se um contra os outros teria piedade de outros povos, que sua Doutrina chamava de protegidos?
Inúmeros militares yankees serviram na Guerra Franco-Prussiana ao lado dos alemães contra a mesma França que os ajudou a se libertar dos Ingleses, está é a lealdade americana aos seus amigos, França esta que era uma república ao fim da guerra.
Éramos um Império respeitado e admirado por muitos países no mundo, não pelo nosso futebol, ou blindados policiais. Não pelas nossas modelos ou equipes de vôlei ou festas populares ou mulheres bonitas. Éramos um país admirado por nosso compromisso financeiro, nosso desenvolvimento estável e nosso sábio monarca. A política financeira da República Brasileira após 1889 foi o calote, a social foi o esquecimento, e o progresso republicano foi tão grande que tivemos uma enorme inflação, revoltas em todos os lugares, como nos primórdios tempos do Primeiro Império.
Os efeitos desse doce dia de Novembro sentem até hoje nossas crianças, nossos empresários, nossos trabalhadores. Da mesma forma que o golpe foi dado sem apoio popular, já que a população chorava pela partida do Imperador, a política brasileira é sem participação popular, com partidos representando interesses estrangeiros. Somos fantoches de nossos representantes e estes, fantoches do mundo.
Durante o século XX, poucos governos no mundo conseguiram manter uma forma de política democrática, quase todos eles eram Monarquias. Vimos a América Latina afundada em ditaduras populistas e militares.
Poucos sabem que, a descer de Petrópolis para receber a intimação dos revolucionários, Dom Pedro II recebeu apoio de uma grossa faixa do Exército Imperial e da Armada, e que por si só, poderia arruinar as posições de Deodoro e retomar a cidade do Rio. Ao ser indagado por Tamandaré sobre o que devia ser feito ele disse: “Deixe meu amigo, que não se derrame uma única gota de sangue, pois esta pode vir a tornar-se uma poça, um lago e esfacelar uma bela pátria.”. Nesta frase está incumbida a postura de um Estadista sério e respeitado, que saiu de nossas terras humilhado por seus opositores e, isto preferiu ao ver o Brasil nas lamas de uma guerra civil. Imaginem se Dom Pedro tivesse o espírito de Lincoln, em qual estado seria a nossa Fredericksburg?

Má distribuição de renda, corrupção incubada em todos os setores do Estado, violência, falta de habitação, divida externa, eleições fraudulentas, forças militares obsoletas, escândalos, imprensa marrom e preguiçosa, manipulação em massa, florestas destruídas, estrangeiros vagando aqui e acolá, calotes por parte de países as nossas empresas, péssimas estradas, cidades desordenadas, custo de vida alto, baixos salários, moeda desvalorizada, educação fraca, desemprego imenso, impostos dantescos.
Foram supracitadas algumas das conseqüências de nossa amada República.
Entre isso que vivemos e Gettysburg, eu preferiria Gettysburg.

Para saber sobre o assunto leia “A Ilusão Americana” de Eduardo Prado.
Obrigado.

Alguns Links sobre o assunto:

28.8.08

Dias

Quantos verões minha vida presenciou?
As brisas dum Inverno pesado,
e as chuvas trazendo lágrimas dum amor.
Por quais tempos nessa história,
fui o sonho e o tempo se tornou,
um simples objeto sob a mesa?

Estou aprofundado nos fatos,
marcantes, marcados, esquecidos, estudados,
que Deus me fez passar.
Cada briga, beijo, dia de mar,
cada sonho, desejo, posto a debandar.

Se existe verdade absoluta em meio a isso tudo,
é que a Kimera dentro de mim vive,
e uma hora, tudo, tudo mesmo,
findará...

Neste tempo, terei o dia mais feliz...

20.8.08

Poesia para o tempo

Todo santo dia,
toda maldita hora,
em ponto, as seis,
eu acordo, em prantos,
chorando, por dentro,
e o vento, na minha cabeça,
do mesmo Britânia barulhento.
Eu só penso em dormir, em viver além,
da parda realidade, massacrada pelas dividas,
pelos chefes, pelas estradas;
entupidas, de gente que nem eu....

Ai vem o sol, as dez, e a fome, violenta,
terrivel esfinge, faca a despedaçar.
E eu pragejo, sem sucesso, aquele banco,
aquela tela, o cheiro de papel,
o perfume da colega, a voz enlouquecida,
da cliente e suas dividas.
E eu só penso em sair dali, me demitir,
viver além, da monetária realidade,
do vai-e-vém, da cidade poluida...

Então, desaba, como um meteoro,
o pequeno ponteiro, do novo relógio,
meu coração bate, alegremente,
eu volto pra casa, ferverosamente,
pra encontrar minha velha,
deitada, entristecida, enraivecida,
atolada em suas primicias, que eu nunca,
nem se Jesus me contasse, entenderia.
Neste momento, eu penso em viajar,
conhecer Paris, algum hotel á beira-mar,
talvez Petrópolis caisse bem, fugir dali,
da habitual realidade de conviver,
com as mesmas pessoas desde o nascer...

Quando o sol desaparece, eu vagueio,
já abatido pelas batalhas, com o mundo entre os dedos,
segurando a linha que falta pra pegar o ônibus errado e desaparecer.
Eu sento na sala, que cheira a giz, verniz, e o professor,
falando e me dizendo, tudo que nunca vou usar e me arrependo,
de não ter ouvido antes.
Ai eu penso em partir, ruir, permanecer ali, até o dia amanhecer.
Viver longe desses diplomas, normas, comas, no qual sou obrigado a me induzir.

Quando chego em meu sossego, vem uma ou duas ligações,
da namorada e dos amigos. Nesta hora, tenho um profundo, absurdo,
medo de morrer e perder tudo isso que faz parte de mim,
mesmo eu não tendo escolhido...

Como pode um pedaço de ferro ser mais forte que a vida de alguém?
Essa sim, é a realidade que tento escapar...

2.8.08

Novos Caminhos...

A vida tem se apresentado de formas diferentes nos últimos dias, a constante mutação contrasta com a velha rotina famigerada. O tempo têm sido um fator quase inerente diante de tanta felicidade, tantos problemas, dilemas e outras misérias da alma suburbana desse Rio de Janeiro atolado em balas...
Ela apareceu há muito tempo quando ainda outra ocupava meu coração. Éramos grandes amigos, de uma forma dificil de encontrar entre um homem e uma mulher. Sempre admirei seu jeitinho correto e achava que aquela linha dura poderia me dar um jeito. Mas as vitórias mais tardias são as mais saborosas.
Subitamente aquele ligeiro clima de romance começou a nascer. Iamos aqui e acolá, com as brincadeiras básicas de amigos solteiros. No Shopping, na boate, faziamos programas de casal, mesmo estando apenas "amigando"...
De repente, um beijo acontece, depois de muita conversa, muitas declarações. E um pequeno romance vai surgindo, de forma bombástica tomando ambas as partes e em poucos dias, somos namorados...
E sabe qual o lado mais doce desse amor?
È a simplicidade dos nossos gostos. Ambos somos assim, bem grudezinhos; do tipo que prefere ficar abraçado vendo TV. È o jeito meigo dela de ser, e de como ela fala do trabalho com vontade.
È a forma dela me ligar de madrugada pra saber se a gravação da Banda foi legal.
Ela é, sinceramente, tudo que eu nunca tive em todas as mulheres que já pousaram aqui. Confesso que algumas me fizeram feliz...
E hoje esse amor me dá forças pra continuar brigando na dureza da rotina do dia-a-dia...
Meus dois lados profissionais vem evoluindo, no primeiro, o que está na carteira assinada, estou decidido em mudar os rumos da história. No segundo, que envolve a música, a banda principal vem dando grandes passos e a nova banda mostrando ser tão gloriosa quanto a velha. Deus tem olhado por mim, agora é minha hora de lutar a batalha final pra fazer desse ano, um ano de vitória, como há muito tempo não tinha na minha vida...

Boa Semana

13.7.08

Minha vida é uma música de Indie Rock

Eu sou um cara que costuma ser um cara legal. Daquele tipo que quando tem dois biscoitos, dá um pra menina indefesa faminta do trabalho, ou que cede o lugar a velhinha num ônibus em direção ao Centro em plena manhã de Segunda-feira. Do estilo que ainda pega na mão das amigas ao descer da condução ou que, as vezes, puxa a cadeira para elas sentarem...
Daquela classe que faz piada de tudo e que todo mundo ri em 90% das vezes...
Na verdade eu sou um cara com muitos amigos e colegas, para dar e vender. E amo muito isso...
O que me divirto é com a dualidade da minha mentalidade e de meu humor. Vamos dar os exemplos usando este fim de semana!
Sexta-feira de noite estava andando até o shopping junto do meu amigão , os dois totalmente na fossa e rindo das desgraças de nossa "desgracenta" vida. Acabei chegando em casa feliz e contente. Sábado estava calado e calmo jogando no computador, pela tarde, agitado no ensaio da banda, voltei para a casa cansado e triste. Ai sai com minha amiga loira, fomos no mesmo Shopping dar o famoso "rolé" de quem deve mais de 200 pratas no cartão.
Mas que "rolé" legal! Vim para a casa contente novamente, até que, por volta das 00:00, já estava aqui a devanear meu passado e futuro...
Domingo, ah! Domingo é clássico ficar tristonho.

Agora a velha e boa semana de trabalho recomeça, vamos cobrar, pegar "busões" cheios, nos preocupar, procurar dinheiro nos bolsos e dormir desesperados de sono...

E assim a vida se refaz, sem nada acontecer...
Como numa letra de música de Indie Rock do século XXI

7.7.08

O tempo passando...

Tempo foi uma das invenções mais estranhas de Deus, já percebeu como sentimentos fracos ou coisas bobas, como situações incomuns permanecem por décadas em nossas mentes. Aquele boneco dado pelo Pai no dia das crianças, a puxada de orelha da mamãe, o beijo com a menina amada, de pele branquinha, morena, negra...
E mesmo sendo mais feliz hoje afirmamos que nas fases antigas éramos melhores. O tempo é um grande agente de apaziguação...
Hoje fui na minha ex-escola e sabe o que veio na minha mente quando entrei?
Aquele cheirinho de terra e capim do imenso campo na frente. Lembrei das tardes e manhãs com meus amigos nada loucos, nossas histórias e risadas que curavam qualquer coisa.
Hoje me vejo controlando meu palavrear no trabalho, tendo junto a gente que divide comigo seis horas da rotina, cinco vezes por semana, um medo terrivel...
Ah, que tristeza tenho quando lembro da rodinha de amigos retirando as moedinhas do bolso pra comprar um refrigerante, da menina bonita passando e acenando, do tempo virando e todo mundo, sem guarda-chuva, andando até o bairro ao lado a pé...
E até a nossa tristeza era mais bonita, do lado da colina que fincada está a Faetec de Quintino.
Interessante como o relógio, o calendário nos controla, enumera e , doravante todo esse controle, os dias voam...
Agente se vê contando os meses nas primeiras fases da vida e acaba assinalando as décadas.
Nós amamos, desamamos, odiamos, adoramos tantos idolos tortos por tão pouco tempo...
Nossos brincos, instrumentos, bandas, grêmios ficam depois guardados na caixa de assuntos pruma noite na Lapa...
E mesmo, com tanto sofrimento passado, rimos dos desesperos de outrora para aliviar os do presente...
È meus amigos, Deus é genial...
Pois se nossa memória absorvesse toda a maldade dos dias, violências e agonias, estariamos loucos, atirando ainda mais, uns nos outros...
Pra alguns, esse passar e girar vai trazer felicidade, pra outros saudades, eu sou do tipo que prefere esperar...

Boa Semana

4.7.08

Fim de semana, fim da semana, começo do mês, metade do Ano...

Deus é um cara muito esquisito, ele parece ter uma fila em sua agenda de quem ele vai dar uma força. Meu nome apareceu lá!
Vamos as histórias:
Os que acompanham minha indigente vida por ai a fora, sabem do desgosto que eu tenho em ir na missa sozinho, poxa, é terrivel. Nos últimos fins de semana, nunca conseguia arranjar companhia pra rir "entonces" me arrumava, andava até a Igreja e voltava...
Até que, neste Domingo eu e o "Tocaio" (Para você entender meu novo dicionário de tiradas e girias reveja A Casa das Sete Mulheres), resolvemos ir...
O John "Fuzileiro Naval da Sacrossanta Armada do Império do Brazil" está tão maomé quanto eu em relação a Jesus cristo, entenderam a piada? ¬¬
Foi ai que, entre tentativas e tentativas de não ir a celebração, acabamos ficando. Fizemos uma aposta:

-John, vou ficar nessa parada até o fim, vamos ver se alguma coisa vai mudar esta semana...
Tocaio pro Mavi:
-Também e dúvido!

O Padre Contini foi embora, agente também e recomeçou a rotina.
Somente esta semana:
  1. Passei em quase todas as matérias do colégio
  2. Ganhei Medalha e Diploma na ATN como um dos melhores estagiários, com direito a aperto de mão do Poderoso Chefão.
  3. Fui um dos melhores colocados da minha equipe
Ou seja, as coisas estão voltando a melhorar!
Ou me signo saiu do seu Inferno Astral ou a Macumba que fizeram pra mim tinha 6 meses de validade...
Agora falta arranjar uma namorada

Atenção:
O Dono deste blog procura menina bonita, inteligente que goste de música e de gordinhos!

Resumo da Òpera: Férias no Ação 1

Pra quem curte Rock Intelectual Revoltadinho que nem eu =D
http://www.youtube.com/watch?v=bpO834GIxuw


Bom fim de Semana!

1.7.08

1° de Julho

Na verdade, essa data não é nenhuma data marcante na minha vida!
È apenas o começo do Segundo Semestre desse meu 2008!
Pensem bem, a metade do ano já passou, ligeira pra alguns...
Vamos as prestações de contas!
MEtas para o começo de 2008:
  1. Conseguir um emprego (OK)
  2. Voltar a estudar e se sair bem no colégio (OK processando 90% completo )
  3. Voltar a tocar com uma banda legal (OK)
Consegui bater todas as metas principais, (esse negócio de metas tá me deixando meio lê-lê tá!

Agora vamos as metas do Segundo Semestre

  1. Mudar de emprego ou melhorar meu rendimento financeiro com outro sustento
  2. Concluir meu Segundo Grau
  3. Decidir se continuarei com a tentativa de carreira de músico
  4. Conquistar um amor pra minha vida
Senhores, a corrida para batê-las começou hoje!

Tudo tem estado bem, na medida do possivel, essa vidona nunca foi muito boa mesmo ¬¬....

29.6.08

Descrevendo a rotina

Segunda-feira -Marcus Mavi

Eu sou tudo aquilo que já fiz,
todas as cenas que já vi,
as peças que escrevi,
apenas para explicar,
com todas as palavras do mundo,
que eu ainda acredito em viver...

E todo esse tempo de reflexão,
vai entrar pras páginas da História,
aguardo minha hora de vencer,
e se não for possivel,
chorarei num Domingo,
para acordar sorridente,
na Segunda-feira de tanto frio...

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"E o inverno NO LARGO SÃO FRANCISCO é quase glacial....
Minha rotina continua a mesma, lá na empresa, meu setor acabou, para onde irei? heheheh
Bem tudo indica que segurarei uma barra maior que essa lá na ATN...
O colégio, graças a Deus, estou encaminhado na maioria das matérias...
2008 vêm se mostrando um ano de vitórias e muita solidão...
Na verdade, na vida do rapaz aqui, só falta um grande amor...
Então, seja o que Deus quiser,
apesar de acreditar que somente água cai do céu...

Agora, nem venham me falar de dinheiro tá?

21.6.08

Blog em reconstrução - Vida em reconstrução

Por alguns meses escrevi aqui, nessa página perdida no emaranhado da Internet e seus blogs, dos blogs e suas histórias, existências. De cariocas, paulistas, mineiros, amazonenses, paraguaios, argentinos, japoneses, ingleses, americanos. Resolvi voltar a assim fazer, para que, de um modo, minha parte no teatro da vida não ficasse sem narração...
Mas, cada dia mais, fica difícil me descrever, meus pensamentos e feituras. Eu sou tão profundo de defeitos, qualidades, pessoas dentro dessa cabeça, que não consigo mais explicar com clareza.
Meus dias variam de horas de alegria intensa para momentos de profunda reflexão. Da vulgaridade duma segunda-feira matinal num ônibus lotado ouvindo Adriana para o êxtase dum show na Lapa num sábado intenso.
Isso talvez se reflita na questão que mais vem à minha cabeça, que nem minha memória, nem meu raciocínio lógico, emocional, religioso, musical, dramático, consegue explicar. Quem eu sou?
Quem eu sou se minha mãe me vê diferente de meus amigos do trabalho, e estes, dos meninos da Banda, da galera do Colégio, da Faetec, as companhias sazonais e da igreja. Se um me olha com desprezo e outro com afeto, se aquele me vê sempre ileso, inteiro, cheio de piadas que o tempo faz enjoar, e outro assiste minha simplicidade calada.
Agora, nesse exato momento, que você viaja nesse texto.
Quem é Marcus Vinicius Ferreira Desidério pra você?
O que eu já lhe fiz de bom, de ruim...?
O que me alegra é que, de um jeito ou de outro, eu deixei alguma marca aqui. Como um ferimento na infância...
Já pensaram na imensidão dessa vida. Em cada pessoa que ama, odeia, alegra, entristece alguém...
Nós somos pequenas células de Inteligência inacabada...
Partes irreparáveis e, ao mesmo momento, substituíveis...

O interessante é que eu trabalho com música e escrita, as duas artes tentam, de alguma forma, seja em verso ou acorde, trazer, explicar, mover a realidade, os sentimentos, as tardes pacatas de quarta-feira para algum ponto material...
E tudo isso é tão superficial...

Senhores, somos apenas pontos-de-vista, CPF's, passageiros duma condução sem fim, que se renova, se estende, até o fim dos tempos chegar...
Mas, o que nos difere dos outro animais é entender, que tudo vai findar. Ai sim, podemos dizer, que somos maiores que alguém...
A disparidade de compreender que somos uma partícula num todo, muito mínima, mas nossa ausência pode causar uma explosão nuclear no mundo...
E creio que o mais concreto que esse texto pode trazer pra vocês, é que toda essa indagação ainda faz parte de mim, graças a Deus...

21.5.08

Vinte e Um -Marcus Ferreira

Vinte noticias por dia,
vinte reais por hora,
vinte poemas sonoros,
vinte auroras e tudo já se foi...

Deus,
tão distante, tão perto,
tão honesto, bom,
paralisado, esperando a oração.
Deus???

Vinte e uma vidas a cumprir,
vinte e duas chances de não dizer, de amar...
Vinte meninas por ano pra em nenhuma se encontrar,
porque um desses numerais, sempre foi primo.
Foi a chave, o terrivel,
é vê-lo fora de mim,
numa equação dum pequeno menino...

Me digo tão intenso,
sou tão imenso,
tantos amigos,
tantos problemas,
tantos soltiscios,
e tudo é dor,
dor, dor, pura dor...

Paz, em casa não vou encontrar,
e nem no Japão,
porque já deparei com o amor,
e ele se foi, mesmo morando a trinta minutos a pé,
num número qualquer...

Como eu sou.......
CPF, RG, Número do Cartão,
O Primeiro Filho homem,
O baixista das bandas,
e ex de tantas,
a ponta do cordão...

E você sumiu, desapareceu,
justiça?
Não, nem prefiro ponderar...

27.4.08

Dois Poemas para explicar como eu vou bem...

Em minhas mãos - Marcus Ferreira

Interessante,
as vezes eu apenas desejo estar ao seu lado,
em sua casa ás três da tarde,
depois dum almoço desencontrado,
comer aquele frango de terça-feira guardado na geladeira.

Impressionante,
por tempos eu achava isso tão prático,
mais até que catalogar nosso sexo na volta do ônibus,
bem além de querer-te além do meu pobre orgulho.
Despedaçava cada dia pacato como uma britadeira...

E hoje aqui parado,
cultivando uns trocados pra sobreviver,
trabalhando para não enlouquecer,
ressentido com tudo que já esteve em minhas mãos,
como seu corpo, como sua vida, seu amor.

O que eu trocaria pra te ter de volta?
Para receber de prêmio aquela sua inocência tão exaustiva pra mim,
que a conveniência me obrigava a recitar outro de meus proclamas casuais,
de como a vida se portaria dali pra frente.

È, meu amor,
você, no fundo do oceano das palavras mais ditas, malditas,
estava correta;
eu sempre sonhei demais...

-------------------/ / / / / / / / --------------------------------

Poesia da Casualidade -Marcus Ferreira

Inferno é ter de dizer adeus, ou até mesmo olá.
Terrivel é resgatar o passado neste futuro tão insalúbre,
tudo tão amargo, mas estou bem...
Ando aqui e acolá, ganhando uns trocados,
fingindo ser alguém que num dia soube amar,
mas se é verdade, porque tua foto volta e massacra toda essa resistência?

E assim vou. entre mortos e vividos,
minha bastilha está tão longe,
custa tão caro tomar meu lugar...
Como uma bala disparada por um perdido,
cruzo terra, céu e tanto desejo o mar,
algoz onda que me levaria pra fora daqui,
em outro mundo feito de rodas,
donde seu rosto não pudesse me tocar...

Neste circo de avenidas, policias,
cidade tomada de meninas,
cada uma com suas delicias,
todas elas querendo soltar...
E desabar sob esta nuvem de mau desejo.
Me sinto tão infimo, tão irrisório, casual,
sou um número ambulante, que compra,
diverte alguns, destrói outros...

Há tanta coisa que não aprendi,
que nunca entenderei,
mas mesmo assim, tenho orgulho,
e um dia serei, um soberano, rei,
regente e Deus de mim...

E todo esse tempo será um delirio,
como há anos atrás, quando ainda era menino,
quando conseguia sonhar...

13.4.08

Faça uma lista de grandes amigos...

Você está sentando nessa cadeira agora, olhando para a tela, coçando a cabeça e lendo este blog.
Ai eu te desafio:
  1. Pense agora na(o) sua(seu) primeira(o) namorada(o), lembre-se se você amava estava pessoa ou não.
  2. Agora compare com a segunda(o) e terceira(o), do jeito que eles beijavam...
  3. Pense na pessoa que você ama nesse momento, se ela está com você, pense no sorriso dela, se não, pergunte-se como estariam agora se estivessem juntos.
  4. Reflita sobre Deus
  5. Se olhe no espelho do seu quarto e se recorde do seu rosto há dez anos atrás.
  6. Pense num amigo que você nunca mais viu
  7. Traga a imagem do rosto da sua mãe
  8. Lembre de como ela fazia seu Nescau
  9. Agora imagine-se daqui a dez anos
  10. Perceba que todos essas idéias hoje presentes na sua cabeça vão ser passado como as de dez, quinze, vinte anos atrás...
Parabéns, agora sim, você é um ser pensante...
Aqui segue a música que me inspirou a fazer esse questionamento hoje...

Oswaldo Montenegro - A lista

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...
Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...
Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?
Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?
Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?
Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?

Boa Semana galera...

11.4.08

Como tudo deve ser???


O que falar aqui depois de tantos dias?
Tudo bem, vamos por partes (tudo bem, não vou fazer a piada do Jack Estripador ¬¬)

Declaro reaberto e em atividades o "Páginas Urbanas", vamos as novidades...

Um dos ditados mais brasileiros e mais reais que agente fala por aqui é o "Quem não chora, não mama". Bem, tudo que está acontecendo nesse vidão, nesta época deve ser o retorno de todo o esforço que fiz tempos atrás.
Estou muito agradecido a Deus por ter conseguido meu empreguinho, ter minha banda á todo vapor, shows marcados e tudo mais, meu colégio estar andando, minha familia estar numa relativa paz, só falta uma namorada mas, isso vem com o tempo...
Mas o que mudou internamente?
Creio que nada demais,
agora sou um homem com compromissos, um pouco mais cansado e sério. Enfim, estou me sentindo adulto, pela primeira vez...
Fui me alistar e, a exemplo da virgem Maria, disse SIM...

Era como se o mundo fosse um relógio, daqueles iguais o da central do Brasil, e eu estivesse me sentindo uma sujeira; aquilo parado, que atrapalha, que tem de ser carregado. Agora me sinto inserido nas ferragens, nas rodas, nas engrenagens.
Galera, coisa boa, troquei de baixo!
Olhe ele lá em cima!
Fiz essa poesia durante esses dias,
eu, ser engraçado que sou,
me expresso melhor em versos...
E lá vamos nós:

Seis e Meia - Marcus Mavi

As vezes me vejo assim em outroras,
resguarnecido na fortaleza da inocência que se foi.
Munido de meias verdades e mini-certezas,
vou indo no mesmo ônibus de seis e meia.

Sim, parto, caminho, escangalho,
minha cabeça com a informação podre,
minha bastilha está tão longe,
meu mundo apequenina-se.

Desde que você partiu naquela primeira forma,
seu retrato me persegue,
mesmo sendo de diferentes rostos, gostos e modos.
Me compreendo irrisório em meio a esse mar de gente...

Fito ele, ali, de aço, parado em seu cavalo,
me intriga seu rosto fechado,
herói de muitos, ninguém o conhece.
Meu próprio Pantheon não está longe,
“Aqui jaz o rei do ninguém...”

Não sei mais o que é amor,
nunca soube, sempre mostrei,
sou tão profundo e idiota,
quanto uma equação sem resposta.

E por ali, aqui, acolá
vou tentando sobreviver das migalhas que me fartam,
fingindo estar tudo bem, tudo aquém daqueles passados,
mas muito volta nas noites sem trabalho,
muito retorna, e ainda causa estrago...

Qual será meu destino,
se já sofri tantas curvas,
nuas, asfaltadas, músicas de melodias ralas, raras....
Quais são minhas certezas,
de onde realmente vim, deste ódio, daquele amor,
daquela menina, do ventre materno,da pátria amada,
O que é Deus? Senhor, ilusão, um bandido,
que nos rouba a certeza, que tritura o grão da verdade,
em partes menores que o Sol.....

Talvez eu realmente seja prepotente,
e ninguém me ame com razão,
bem sei que não sou inocente,
pois os amigos escassam a medida do possivel...


Boa Semana galera

21.3.08

Um breve retorno

Senhoras e senhores deste blog...
Venho informar-lhes o retorno da minha atividade blogueira, porém, haverá um problema:
Não tenho mais tempo para postar como postava pois, trabalho e estudos estão me consumindo.
Sempre que achar um tempo postarei aqui.
Agora vamos as novidades.
Consegui um emprego e ando trabalhando bastante, uma boa empresa, agora sou um estagiário. Ainda falta muita coisa para ser feita..
Por isso, ainda estou em obras...
Para informar-lhes como anda a minha vida, eis uma pequena poesia:

Exilio - Marcus Mavi

Tudo parece tão calmo,
tão salvo, irredutivel amargo,
da cidade grande, de gente pequena.
Cada universo dentro do ônibus,
amontoado, reclamando,
pensando, vivendo, amando.
O doce olhar odioso das almas com sono.

Em rostos dispersos, pelos passos desertos,
o sol tentando aparecer ante a neblina,
até me vejo assim, quando olho a menina da esquina.
Mas ninguém me vê,
me tornei um vampiro,
pobre senhor dos domingos,
vencendo suas grandes vitórias de pirro.

È contagiante a amizade com o dinheiro,
que nele vem livros, na tentativa de explicar meu sumiço.
Como se eu que o tivesse arquitetado,
e não meus amigos; amigos? Desaparecidos, inebriados.
Deste vale de lágrimas que me tornei e agora sinto,
que há mudança, algo de instinto.

Mas com quem compartilhar minhas avarias?
Num barco profundo a navegar,
nesse oceano de asfalto e aço.
E de quem vou esperar um carinho,
sendo tão cheios de espinhos,
espinhas ao rosto, meio gordinho.
Nunca fui galã, almejei conquistar pelo meu espirito.
De uma forma ou de outra, hoje pago por isso...

E assim vou,
cantando as mesmas canções,
vestindo as iguais camisas,
entrelaçando os gastos cordões.
Eu pensava que seria mais visivel.
Apesar de ganha a guerra,
não tenho para quem voltar.
E continuo assim de mini-sorrisos,
nesse exilio imposto pelos que andavam comigo...


Boa semana e páscoa...

5.3.08

116º Postagem - Mudança de rumos


Senhoras e senhores leitores do blog...
Eu decidi que, devido a fase sem comentários de dois posts seguidos enquanto em outros tive em torno de 10 comentários cada um, devo retirar-me um tempo dessa atividade para renovar minhas forças de escritor...
O blog não vai acabar, apenas farei uma retirada estratégica.
Esses dias eu tenho tido contado com novas pessoas e rotinas, resolvi observá-las.
E até que minha vontade de escrever sobre esse mundo regresse e a vontade dos leitores em ler reapareça, o Páginas Urbanas está igual ao dono. Fechado para Obras...

Obrigado

Imagem cedida por Thiago Britto

2.3.08

Final de férias + Vai ter festa na floresta

Senhoras e senhores deste blog,
a diretoria vem comunicar que este é o último post...

Brincadeira...

Bem, enquanto as lanças se pegam lá na minha história do post anterior eu estava aqui em Piedade pegando ninguém... rsrsrsrsrsrs
Vou relatar meu último Final de Semana (FDS para os mais íntimos) de férias.
Sexta-feira estava em meu habitual desânimo diurno quando uma amiga minha me ligou e me convidou para ir com ela na casa duma outra colega que não vejo há anos, literalmente. Aliás, aquele foi o dia de encontrar os "defuntos" (Olha que nem era Sexta-feira 13, mas era um dia que só existe de 4 em 4 anos, deve ser por isso ¬¬).
Chegando lá, depois de longas discussões sobre a relação Igreja X Politica, recebo uma ligação:
-Marcus você não vai vir para cá não cara?
- velho, desanimadão, aqui na casa duma colega minha.
-Beleza cara....
Tadinho do Pedro, grande amigo meu, porém, eu estava muito down naquele dia e somente alguma bomba me tiraria da rotina programada.
Booooooooooooooom!
O telefone toca de novo, o mesmo celular do amigo Frodo; Frodo = Pedro.
Atendo:
-Marcus, vem pra cá agora.
Não, não era Dona Odilia e seu temperamento de Ditador Norte-Coreano. Era ele, o cara que marchou comigo pela Cinelândia, ao meu lado, que viu o Caveirão chegar e descer a porrada, o cara que comeu panfletos e adesivos junto comigo no final da eleição do Grêmio, ou seja, meu irmão veterano da Guerra do RioCard.
Felipe é seu nome, sinceramente, eu acho que minha vida daria um livro, a vida desse Doido dá uma enciclopédia de tudo aquilo que pode acontecer de "Bizarro" numa existência.
Porém, apesar do biotipo "Negão mal encarado" é um cara de grande coração, ao contrário de muito amigo meu que falava em ser meu irmão e por causa de mulher acabou a amizade.
Coloquei 1o no viado (Giria mais fucker que minha mamãe fala, significa: sai correndo) e meti o pé para a Faetec.
O plano era, vamos beber para comemorar nossa presença e o aniversário da Jordanna.
E assim fomos, o Ditador da Coréia do Norte aqui de casa reclamou, esperneou e mesmo assim eu fui.
Bem, o dia acabou muito bem, alguns passaram mal (até demais), como tem x-9 da familia que lê isso, não vou entrar em detalhes.
Sábado fui ao Pitbulls Futebol e Regatas, treinei muito, corri que nem camêlo no Rapá.
Voltei conversando com a galera comédia do time e assim foi o sabadão.
Domingão fui na missa e meu amigão Pedro Frodo veio aqui e começamos a compor nossa música épica, em cinco horas de estudo, gravação e ensaio, sairam exatos 58 segundos de som.
Bem, as férias foram embora...
Falando baixinho, que vão para o inferno; ô férias chatas da porr.....

Fim

Acho q nosso amigo Hugo vai "subir a montanha sem fazer manha" dessa vez. Por uns 17 guerrilheiros das forças armadas revolucionárias da Colômbia, dez batalhões de Tanques foram movidos para a fronteira do feudo de Bogotá. Ai, como dizemos por aqui na região, a Chapa vai esquentar.
Nosso amado presidente pacificador resolveu tomar a figura de mediador de ambas as partes. Ah se Caxias estivesse entre nós, já teria Venezuelano voando pelos ares por causa da gracinha.
Estamos de olho no Big Brother América do Sul...

Abraços, boa semana...

27.2.08

"As carabinas de Almovadar" -Parte 3

Como dito no post anterior, esse pequeno conto se tornará a minha novela literária e seus capítulos serão inseridos na rotina normal do meu blog.
Espero que gostem...
Pra quem perdeu, eis o link dos dois primeiros capítulos:
Capitulo 1
Capitulo 2
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Teorias de Acampamento

"Capinar, cavar, comer , atirar e cavalgar. Eis tudo que ando fazendo desde que cheguei aqui nesse vilarejo inóspito do nosso pais. Belo como todos os outros, de senhoras gentis, garotos astutos, alguns homens feitos que cuidam de nossos cavalos. O mais interessante é rever os sentimentos que tínhamos antes da grande batalha de Carmor-Delcon (nome dado aquela que fomos os mocinhos do dia). Aliás, em oito meses de alistamento, aquela foi a única escaramuça armada com nossos verdadeiros inimigos."

Esta é uma anotação de meu diário de combate, hoje aqui, ao lado, envelhecido e amarelado. O resto das escritas não consigo entender muito, graças ao balaço que meu caderninho preto levou num dos combates que iriam seguir...
De fato, realmente achava que a guerra acabaria depois da nossa arrasadora vitória naquela campária. Fotos foram tiradas de nosso regimento, saímos por diversas vezes na primeira capa do grande jornal da capital, o "Carta da Independência". Tanto fantasiaram sobre o combate que nosso maior entretenimento era sentar em frente a fogueira e rir dos grandes feitos individuais.
No dia em que registrei o cotidiano do Forte Eldir, erguido com o suor do meu e de outros muitos regimentos de cavalaria que se concentravam ali, outra carta era dirigida ao povo do meu país. Nosso velho rei se manifestou, Callador XVI publicou que toda a nação deveria mover a máquina da guerra e que, esta, daqui pra frente não cessaria até o último Carmiano, Erguitão e aliado se rendesse ou fosse derrotado em batalha.
A grande verdade é que o idoso governante acreditava que estava mais do que na hora de pacificar as fronteiras e a região de nosso reino. Ele sabia que não poderia fazer isso sozinho, nosso governante era astuto e sábio, arrastou inúmeros principados anões conosco para a guerra.
E eu, ali naquele lugar chamado Rolden-for, realmente acreditava que os Carmianos iriam se render logo e eu iria voltar para a minha fazenda ou para a casa do tio Aldor. Fui estúpido ao notar tão tardiamente que um exército estava se reunindo na Fortaleza Eldir e que, logo eu partiria novamente para a guerra.
Maior estupidez foi de não entender que aquilo era algo muito maior que outra escaramuça com os Carmianos por léguas de terra. Os grandes generais de Farador estavam interessados em unificar a região numa única grande potência fantoche para poderem trazer suas tecnologias e comércio; já os Galgadorianos tinham grande vontade de destruir meu pobre reino e assim acabar com a influência de seus inimigos na região (Farador).
Como era de se esperar, navios e mais navios cargueiros vindos de nossos velho aliados Faradorianos nos trouxeram armas e capital para iniciarmos a nossa grande campanha militar. O pequeno problema territorial entre dois países recém-formados logo iria se tornar uma espécie de guerra mundial espalhada por todo o continente de Paladir e nas ilhas do extremo oriente.
As peças do xadrez estavam sendo postas na mesa, deveríamos tomar a iniciativa. O primeiro passo era intervir com nosso maior poderio bélico, a Armada del Rey. Antes mesmo da proclamação do nosso soberano ser distribuída na base a qual eu estava, os nossos encouraçados e vapores se dirigiam a costa do Erguitões.
Por terra, cavalo e carabina. Pelo Mar, Aço e pólvora...

Ontem poderia ter sido diferente

Texto Inspirado nesse post aqui.
Por motivos de força maior estou interrompendo a citação do meu conto para publicar esse post.
Graças as expectativas criadas, prometo transformar o "Carabinas de Almovadar" numa novela literária que nos acompanhará por algum tempo.


Ontem eu poderia ter acordado e estar indo a Faetec buscar meu diploma de Eletrônica e depois ir direto ao meu estágio na Rede Globo. Porém, eu recebi a manhã de "cara fechada" e fui buscar meu histórico para me transferir para um Supletivo.
Ontem eu poderia ter voltado para a casa e recebido a ligação da empresa em que fiz entrevista e que, na minha opinião, fui muito bem na dinâmica de grupo. Contudo, as horas passaram e nenhuma ligação apareceu.
Ontem eu poderia ter ido tomar sorvete com uma menina super legal e bonita e com ela comemorar meu novo emprego. Todavia, o pai dela cismou em barrar a nossa saida.
Ontem, ao menos, meus velhos amigos poderiam ter me ligado e me chamado para comer um X-tudo para mostrar preocupação comigo. Doravante, não vejo meu melhor amigo há duas semanas e ele mora na rua ao lado.
Ontem eu deveria estar chorando falando mal da minha existência mas, na noite passada prometi que não ia me entregar.
E hoje, o que poderia estar acontecendo?
E hoje, o que realmente vai acontecer?
E se tudo der errado?
E se tudo der certo?
Aonde está esse Deus que me ensinaram a acreditar por toda a minha vida?


Podia ser diferente...

24.2.08

Relatório da vida cotidiana (Dia 6.321)

Resolvi dar uma parada no conto para falar um pouco sobre minha vida...
Os últimos três posts falaram de Espadas, Navios e teses mirabolantes sobre a história do nosso Brasilzão...
Como o objetivo principal desse site é falar da pessoa que o escreve, esse rapaz, lindo, belo, músico talentoso e escritor cultissimo, ou seja, eu...

Bem, enquanto vocês cavalgaram junto ao Carabineiro Eldon ou consultaram seus livros de história e passaram ao lado Monarquista desse pais, minha vida trouxe algumas coisas a serem citadas...
Quem acompanha o blog há um tempo percebe que de vez em sempre me aparece algum dilema sobre a vida ( A dissertação sobre as filas de carro que tive durante o carnaval, minhas perguntas ao Barbudão sobre o que seria da minha vida aos meus 18 anos e muito mais).

Hoje eu fui tocar na Igreja, coisa que não faço há meses, sendo que tive épocas de participar de três ou quatro grupos de música dentro da Paróquia. Serei sincero, eu ainda acredito em Deus e tudo mais, porém, tanta coisa que veio me fez retroceder em muito na minha fé e por isso agora evito estar a frente de qualquer coisa dentro do catolicismo...
Sendo que voltei do grupo conversando com um amigo meu que também joga futebol americano, é interessante o fato de sermos iguais, na alegria ou na desgraça. O cara é muito gente boa...
Quando eu perguntei pra ele como ele estava, o tal me respondeu assim ó :
-Cara, agora estou rindo reto, a queda acabou irmão, tô andando dentro do fundo do poço.
Tirando os pormenores da minha vida pessoal que por motivos de integridade não falo aqui, eu realmente visualizei eu nesse estado "na merda". E vi uma coisa, é, realmente estou "na merda".
Já se vão mais de três meses de má fase, só Deus e eu sabemos o que passei nesse periodo. Muita coisa não digo para quase ninguém, deixo aqui dentro de mim.
Mas o interessante não é falar sobre minhas derrotas aqui. O principal é dizer o quanto tenho sido forte nesse momento. Sinceramente, eu já passei por situações bem decadentes, porém, jurava que não ia aguentar essa. O pior, ou melhor, sei lá, estou aguentando na boa...

Uma luz começou a ascender no túnel da vida, algumas coisas apareceram de bom...
Fazia meses que não colocava a mão no meu Contrabaixo, fui chamado para uma banda Nova e ensaiei com os caras. Nossa, nunca me senti tão feliz como Músico. O time tem estado mais distante graças a minha falta de motivação que normalmente me abate nos finais de semana e por falta de dinheiro para manter os dois Hobbies.
Agora, quero que acompanhem junto comigo o que vai acontecer...
Como diz o carinha da minisérie da Globo. Irei fazer da minha vida um espetáculo...
Bem-vindos ao Big Blog do Mavi...
Minha aposta é que em 1 mês estará tudo bem melhor porque meu estômago veio com a função de termômetro do meu "6° Sentido". Confiem, quando as pontadas e a sensação de gelo interno começam quando penso em alguma coisa, algo grande está por vir...
O Dilema da vez é, quem eu sou de verdade. Dizem que o homem tem três personagens dentro dele, quem ele acha que é, quem as pessoas acham que ele é e quem ele é de verdade.
As vezes me pego rindo desesperadamente junto aos meus amigos e meia hora depois, estou aqui nesse quarto caindo em lágrimas.

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O Amigão do O Arroto me chamou para a minha participação externa na blogosfera!
Estou feliz do meu cunhado ter voltado a escrever...
Vamos ver no que vai dar, meu texto em conjunto com outros blogueiros sai sexta-feira que vem...

Abraços

Observação: Quem deu permissão para aquele Cisplatino agarrar no Botafogo hein! Isso que dá, bota castelhano pra fazer trabalho de Brasileiro...
Mengooooooooooooooooooooooooooooooooooo!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

17.2.08

Ensaio Literário - As carabinas de Almovadar parte 2

Eis a Segunda parte desse meu ensaio literário.
Estou muito feliz com os comentários feitos da primeira parte...
Além dessa que posto agora, virão outras duas...
Obrigado, boa leitura...
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O único momento mais parecido com o que passei naquele dia fora um tiroteio entre dois coronéis e seus campangas bem em frente a fazenda de minha familia. Tivemos de intervir, eu com treze anos tive de disparar algumas vezes contra dois ou três homens feitos, nada acertei mas, o bom Deus os afastou de nossas terras. Já meu velho,de pontaria aguda, transpassou o ventre dum rapidamente num disparo certeiro. O pobre diabo nem durou para ver o entardecer, o devolvemos ao bar donde sempre ficava, lá na vilha velha e voltamos...
Os pontos avermelhados chegavam cada vez mais perto, no front via o Tenente e seu porta-bandeira convergirem para o centro da linha inimiga. No impulso violento daquele trote ensurdecedor segurei firme minha arma e mirei bem no meio duma das silhuetas inimigas, disparei. Toda tropa abriu fogo, vimos os Carmianos cairem aqui e ali em sua linha. Deviam estar a oitenta metros. Em rapidez segurei a clavina como uma lança e nos poucos segundos que antecederam o choque, vi meus irmãos desabarem dos cavalos. Os carmianos retribuiram em salva pesada...
O choque foi colossal, com as baionetas levantadas, eles espetavam o peito de nossas montarias e nós, com as nossas baionetas cortavamos a front e membros. Eu bati de frente com dois adversários, desviei da primeira facada e encravei a lâmina no ombro do outro. A linha rompeu...
Nós abrimos caminho por entre fileiras de carmianos, ao fundo o barulho do tiroteio entre as vanguardas do XX corpo e de Carmin.
A cena de erguer-me e girar o equino para este não receber a espada na barriga e esquivar-me por entre a guarda e cortar alguam parte do inimigo veio mais algumas vezes. No meio da confusão de homens vermelhos e cavalos atropelando, gritos, tiros e canhões, num determinado momento avistei a bandeira do regimento cruzando o centro e seguindo até as costas das fileiras que disputavam campo com o Corpo resgatado. O Sargento estava perto de mim, vi a lingueta de sangue espirrar do Carmiano a qual cortou a garganta, após conferir a morte do inimigo, Ruelles berrou a tropa "Segundo Esquadrão, ataque a vanguarda, sigam a bandeira do Tenente."
Nesta hora, os diabos que tentaram deter-nos corriam até o quadrado do batalhão que estava a nossa direita. Toda nossa tropa convergia em direção aos soldados em linha, se eles não recuassem, seria um massacre...
A fileira a nossa frente preparou uma salva para nos deter, os disparos tiveram o mesmo efeito do começo da batalha, cairam alguns entre nós. Quando se viu nossa força não dissipar, as defesas entraram em desespero e começaram uma retirada para o flanco. Espertamente, o General forçou o fogo de canhoneio e levou a vida de muitos orientais na manobra. Pressionados pela retaguarda e vanguarda, os batalhões quase que foram aniquilados. Uma corneta foi ouvida na direção central das tropas avermelhadas, era o toque de retirada. Em segundos, todos os inimigos partiram numa debandada. Novamente vi meu Tenente segui-los, Ruelles berrou "Esquadrão, degolar!"
Na linguistica da cavalaria, degolar e massacrar eram sinônimos confiáveis. Eu tive o tempo de resguardar a carabina nas costas e sacar o velho sabre da guerra de Independência que meu pai me derá. Era hora da velha lãmina cruzar alguns peitos. De espada em punho, perseguimos os orientais até a margem duma linha d'água. Muitos deles correram de volta para o seu pais, outros tentaram atravessar o rio. Destes, nada sobrou e dois foram por minha mão...
Parei de encontro a um que tentava atravessar o lamaçal da beira do riacho, resolvi deixá-lo em paz. Meu peito estava em chamas, o fulgor do combate me afastou do tempo e todas estas lembranças que agora escrevo voltaram apenas em dia seguinte. Duldor estava ao meu lado e veio em trote diante de mim, apertou minha mão:
-Para um garoto vindo da fazenda, até que você mata bem.
Eu sorri:
-E para um velho beberrão até que você corta umas gargantas com astúcia.
Um som de aplausos apareceu oriundo do campo de batalha. Duldor coçou sua cabeça branca e puxou as rédeas, o cavalo relinchou um mocado.
-Venha Eldon, somos os heróis do dia...

Continua...

15.2.08

Petisco Literário para o blog - As carabinas de Almovadar... Parte 1

Segue um pequeno conto que estou escrevendo em especial para o blog.
O componho ao mesmo modo que meu livro. Por isso é um petisco para vocês...
Boa leitura

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O toque da corneta me fez acordar rapidamente, deverás alta, a toada levantou toda a tropa para o desjejum. Se via aqui e acolá as fardas sendo postas e todos nós gemiamos do sono de outra noite mal dormida. Era dia vinte e dois daquele Março interminável...
Por quatro dias após o dó maior matinal cavalgamos pelos bosques entre as terras de Eldir e o Vale Cinza. Deviamos encontrar o XX Corpo do General Rollians em vinte e sete e,assim, irmos juntos dar combate aos carmianos as margens da fronteira.
A guerra se iniciara pela velha disputa desta bela provincia, em tempos de paz, as moças andavam alvoraçadas em seus vestidos pelas plantações. Porém, quando o bélico fortifica cada fazenda, talvez o inferno seja mais alegre que estas incomparáveis planicies.
A toda prova fomos e avançamos pelos campários abertos de pinheiros. A noite, acampavamos por entre os choupos, a espera da alvorada. O sol nos castigava em toda a tarde, lá pelas duas, seus raios incendiavam nossas couraças. Eu me perguntava de quantas vidas já se foram por cima do lombo deste cavalo, um belo espécime. Dizem meus velhos colegas que seu último par fora morto por um tiro de carabina, numa das escaramuças habituais contra os anões. Meu único almejar é não acabar incendiado numa pira e ver este cavalo correr aos punhos de outro homem...
Èramos ao todo, dois esquadrões completos ou meio regimento, mesmo com esse número fomos abrigados pela bandeira de "12° Regimento de carabineiros de New Valldar". Nosso tenente era jovial e barrigudo, de barba crespa e enegrecida, jazia seus vinte e seis anos. Contam por entre as fogueiras que ele servira no batalhão de Caidim, este, foi aniquilado numa emboscada dos pequeninos e seus rifles raiados.
Outros fofocam sobre estar travando sua segunda guerra, sendo a primeira a das Palmeiras servindo na Legião Estrangeira do distante pavilhão vermelho. Se for esta a verdade, sinto-me bem pois, as lendas sobre as cargas á cavalo dos regimentos mercenários de Almovadar circulam por toda Paladir. De todo fato, a peleja pela qual eu me esforçava a chegar era de tanto mistério quanto todas as outras. Em prima vez na minha existência saia de minha humilde cidade ou das fazendas ao redor. Aprendi o controle da carabina caçando cervos com meu pai, provavelmente não serão veados as vitimas dessa arma em minhas mãos...
Meu coração gelou quando vi a cena da terra mudar no dia vigésimo sexto entardecer, em lugar dum descampado de grama rala, encontramos algumas trincheiras entre ondulações na terra. Linguas de fumaça subiam quando se olhava para a frente, tentei não visar os corpos fardados iguais a mim jogados ao chão. Não podia me enganar, a guerra estava tão perto quanto a noite que chegava.
O tal oficial cujo a vida é assunto da tropa subiu até o alto dum monticulo verde e alguns minutos ficou ali a analisar o quadro com sua luneta. Voltou ligeiramente e deu o toque de reunir a tropa. O Sargento de meu esquadrão foi ter com ele. Meus irmãos de ferradura se entreolhavam e de vez em quando apontavam para o escombro de algum canhão destruido ou para o cadáver de qualquer velho ou jovem cortado ao meio.
Tão logo o Sargento Ruelles veio e pronunciou a ordem que tanto temiamos: Iriamos avançar na direção das labaredas preparados para engajar em alguma batalha a qualquer momento. Também ditou que juntassemos a munição num bolso só, jurou que aquele que se dissipar da formação original será tão caçado quanto um carmiano estuprador e morto como tal. E eu ainda achava a palmatória de meu tio um castigo infeliz.
Ao ditar da música fomos embalados, os esquadrões lado a lado, nossas montarias desviavam das carcaças, percebi que metros á frente havia cena parecida porém recheada de inimigos mortos. Defuntos ou não, meu colega de tropa disse que ainda estavam quentes demais para estarem ali mais de três horas.
Não tardou tanto até visarmos o aterrador de nossas mentes, apesar do dia de adianto, chegamos em tarde para a guerra. Segundo o velho Ruelles aquelas eram as flãmulas do XX corpo, de toda forma, pelo meu conto, haviam mais de sete mil carmianos dando-lhe combate.
Meu regimento apareceu a leste do combate principal que era travado num alisamento da terra de grama antes verde. Pela quantidade de forças, presumi que aparecemos ao meio do combate. Duldor, um dos carabineiros que dividia comigo suas história sobre sutiãs e donzelas afirmou que pelas posições de combate, os nossos irmãos estavam em apuros.
Eu ouvi a voz de Ruelles questionar nossa conduta diante da situação ao tenente, a resposta, toda minha tropa entendeu. O tão misterioso Elmon levantou seu sabre em direção ao combate.
Meu comandante berrou: "Preparar para engajar".
Do que veio entre o choque das armas e o preparar de quase nada me lembro, a adrenalina e suor gélido tomaram conta de mim enquanto minha clavina era carregada. O infimo de minha lembrança é metade do discurso do oficial comandante.
-Carabineiros de New Valldar, eis a hora derradeira. Nossos irmãos estão em apuros, devemos ir ao seu salvo. Apenas peço-lhes algo, mostrem o inferno aos carmianos. Iremos contra o flanco deles, atirem e depois arranquem cabeças. Por glória, pelo pais e pelo velho rei!
O berro do regimento acionou as tropas inimigas postas próximas de nós, em face de espanto, seus oficiais preparam para receber a carga. Quando a espada de Ruelles apontou para as linhas de soldados vestidos de vermelho, dai em diante algo me tomou de assalto..
Realmente, tudo que veio após meu cavalo dar o primeiro trote foi inferno...

Continua...

12.2.08

Tese sobre a Batalha de Riachuelo e os dias atuais

Senhoras e Senhores tenham uma boa visita ao meu estimado blog.
Neste Post irei tratar de dois assuntos completamentes diferentes, por isso, decidi guiá-los antes da leitura.
  1. Coluna de respostas dos comentários deixados nos posts anteriores e que pedem uma réplica.
  2. O assunto principal: Minha primeira tese histórica formulada no campus da minha mente semi-brilhante.
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N°1: Respostas

  • O André deixou uma questão sobre o Futebol Americano e o Rugby.
Aqui no Brasil, agente joga com as mesmas regras da NFL porém adaptado ao campo de areia (praia). Existem duas grandes modalidades ( O Futebol Americano de Praia) e o Flag.
Na foto, a equipe aparece sem todos os "Pads", que vocês devem conhecer como aquele tipo de armadura e proteção no peito, braços e capacete que por aqui é proibido. Como nem todos os jogadores tem grana para comprar um equipamento daquele, que completo é caro, e não existem empresas nacionais que os fabriquem, os criadores da modalidade proibiram o seu uso.
Somente é permitido Pads de acolchoados. A maioria dos jogadores portam um protetor bucal (semelhantes ao dos Boxeadores) e proteções dispersas habituais de atletas : Munhequeiras, tornozeleiras etc.
Graças a falta da "armadura" americana habitual, nossas equipes parecem times ingleses de Rugby.
Respondido?
Mais dúvidas em Futebol Americano -Wikipédia.
Grande André abração e obrigado por participar dessa familia que está se formando. Galera, pergunte mais que eu respondo aqui.

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Tese sobre a Batalha do Riachuelo e a situação atual do Brasil.

Em primeiro momento, gostaria de agradecer ao meu Amigo Daniel Felismino pela explicação e dissertação sobre o assunto que irei discutir com vocês. Ele me trouxe a idéia e a verdade, em meu ponto de vista, de quanto a guerra do Paraguai interferiu na história da nossa querida nação.
Voltemos ao Brasil Império...

As terras Brasilis eram bem diferentes de como são hoje. O Século XIX foi o mais agitado da história Brasileira e Sulamericana. Haviam inúmeros focos de disputa entre as nações do Prata e o Império do Brasil. Em menos de setenta anos combatemos inúmeras guerras com nossos vizinhos e rebeliões internas. Guerra contra Oribe, Guerra contra Rosas, Guerra da Cisplatina, Guerra do Paraguai além das revoluções provincianas e rebeliões.
Até pouco antes de 1864 o exército brasileiro era uma entidade nacional de importância equivalente aos exércitos nacionais da maioria das repúblicas e Impérios Latino-americanos. Nossa força bélica era impar em relação a nossa Armada, considerada a Sexta do Mundo ao final do conflito contra os castelhanos em 1870.
A Politica era controlada pelos grandes latifundiários e pelo nosso Imperador Dom Pedro II. Os maiores generais e Almirantes Brasileiros eram também grandes nomes da politica nacional.
Quando nos explodiu o conflito contra o bem armado exército de Solano Lopez, presidente da República do Paraguai, mais densamente industrializada e fechada ao estrangeiro que as demais nações em jogo.
A guerra surgiu quando as forças guaranis detiveram o Navio Brasileiro Marquês de Olinda que transportava o Governador do Mato Grosso. O impasse na area diplomática levou os dois povos a declararem estado de beligerância. Antes mesmo do Ultimatum Brasileiro, as tropas Paraguaias estavam em movimento de Invasão ao nosso território.
A partir deste ponto, vou tentar fazer uma breve análise militar do que nós, estudantes da arte da guerra, chamamos de "teatro de operações".
A Região do Prata era dominada por grandes rios navegáveis, a equação é simples, o lado que mantiver o controle da água ganha pois consegue manter suas linhas de comunicação e abastecimento e, assim, avançar mais sobre as terras do adversário.
A Armada Brasileira era tecnológicamente e númericamente maior que a Paraguaia e logo a Argentina e Uruguai também declararam beligerância as terras do Ditador Lopez.
Embora o Exército del Paraguai fosse maior e mais bem treinado e equipado que as tropas inimigas, a marinha paraguaia (em toda fluvial, ou seja, de uso em rios e lagos) era improvisada e provida de navios de madeira. Nossos Vasos-de-guerra eram encouraçados e melhor artilhados que os Guaranis.
No começo do conflito (1864-65) o Paraguai manteve a ofensiva e esteve bem perto da vitória contra as forças combinadas da Triplice Aliança; na Argentina se falava em três meses de campanha contra os inimigos de Buenos Aires. O Sul do Brasil foi invadido e pilhado e as tropas brasileiras sofreram sucessivas derrotas. Doravante toda essa luta se estendia e o avanço del Paraguai aumentava, a necessidade de controlar os cursos d'água para manter uma linha de suprimentos aumentou.
Foi na manhã do Dia 11 de Junho que se decidiu o rumo da guerra, do Paraguai, da Politica Latinoamericana e do Império do Brasil, anos depois.
A maior parte da Armada Brasileira estava ancorada na região do Prata, conforme as necessidades táticas paraguaias citadas acima, os navios paraguaios tentaram furar o bloqueio brasileiro. Isso se deu num afluente do rio Paraná chamado Riachuelo.
Os paraguaios se entrincheiraram pelos rio com peças de artilharia e tropas, com navios menos potentes, decidiram usar a tática de pequenos barcos (chamados Chatas) para tomar os navios pelo combate branco enquanto as duas Armadas se enfrentavam.
A batalha se estendeu por tempos e a Armada Brasileira passou por apuros. Um navio Brasileiro encalhou, outro quase foi tomado quando cercado por duas naus paraguaias. Porém, o sangue verde-e-amarelo se mostrou mais forte quando o Almirante Tamandaré a bordo de sua Fragata ordenou o curso para que sua belonave se chocasse contra os vasos paraguaios e os colocasse a pique. Tática largamente usada pelos Romanos e esquecida naquela época, donde o combate da artilharia entre os navios inimigos era a estratégia quase única das Marinhas mundiais.
A Fragata pôs á pique o primeiro navio Paraguaio, este fato estarreceu nossos inimigos, ao caminho colocou outros dois a mercê das aguas. Neste movimento, apenas parado quando a terceira belonave paraguaia foi partida pelo casco, toda a frota brasileira pôs-se a combater ferozmente a Armada inimiga e esta perdeu grande parte dos seus componentes, tendo o resto ficado inutilizável por toda a guerra.
Continuemos...
Riachuelo possibilitou aos Brasileiros expulsar os invasores e também invadir o Paraguai anos depois numa luta carniceira e heróica de ambas as partes. Desta era que surgem episódios como: A Passagem de Humaitá feita pela nossa Armada, o combate nos chacos de Tuiuti, a batalha de Avai pela qual Osório se consagrou, a Dezembrada entre outros fatos da história militar brasileira memoráveis.
No dia 1° de Março de 1870, o último exército paraguaio é destruido e Solano Lopez morto a tiros e golpes de lança do Cabo Brasileiro Chico Diabo. "Do Cabo Chico Diabo, do Diabo Chico deu cabo."
Aqui, vocês devem estar perguntando o que tem haver o curso dessa guerra com a história contemporânea do Brasil. Começarei a desfiar a teia dos anos que passaram até chegarmos ao nosso 2008.

Ao término da guerra, o exército Brasileiro era a maior entidade nacional da pátria e anos de conflitos entre a oliguarquia do café com o Imperador foram importantes para o papel de nossas tropas neste periodo da história.
A maioria dos oficiais brasileiros voltaram com idéias republicanas da guerra ao ver os avanços paraguaios na indústria e economia antes do conflito. O problema dos cafeicultores e do Monarca era a Abolição da Escravatura. Isso foi usado de álibi pelos fazendeiros brasileiros para derrubar Dom Pedro II.
Uma das idéias da época era que a Monarquia era atrasada históricamente e não poderia oferecer as bases para os avanços de que o Brasil necessitava. Hoje completamente desmentida, foram descobertas as verdadeiras intensões do Imperador que queria industrializar e modernizar o pais muito mais que as forças que iriam tomá-lo na Proclamação da República.
Usando dos ideiais republicanos e modernistas dos soldados, os grandes dos grãos aliciaram o exército para ajudar a derrubar o Imperador. Isso foi feito no Dia 15 de Novembro de 1889 quando o Marechal Deodoro da Fonseca anunciou a derrubada do regime monárquico e a expulsão da familia real do pais. Neste outro grande dia para os Brasileiros que começou a ser semeada a nossa situação atual de descaso. Mesmo com a escravatura abolida, o exército derrubou o Imperador e assumiu o governo da república.
Durante os primeiros governos militares, a péssima gestão reinou e isso se repetiu por todos os anos até Getúlio Vargas. Quando Getúlio voltou a presidência e suicidou-se , os militares estavam novamente dispostos a governar entorno dos júbilos de Monte Castelo na Itália pela 2° Grande Guerra. A ditadura Getulista foi derrubada tempos depois do retorno das tropas, um fato curioso e bem parecido a queda de Dom Pedro II.
Bem, neste periodo que os antecessores de Vargas mandavam e depois o próprio, o café caiu e as elites sobreviventes entraram em choque com os militares até o presidente eleito Getúlio ir longe demais para eles. Ai, novamente apoiaram as tropas para outro golpe militar e governo das fardas.
Que todos nós sabemos o que foi feito da nossa terra sob dominio dos Generais é fato, foi durante a Ditadura que nossa força armada mãe perdeu todo o seu prestigio popular adquirido no Paraguai e de quando o Regimento Sampaio subiu as encostas daquele Monte Castelo.
Assim que estavam cheios do comando, da bagunça e guerrilhas civis, os militares abdicaram e entregaram os poderes novamente a um não-fardado. Este era da elite nova e rival do exército e evolução "nada mais, nada menos" que dos barões que derrubaram o Pedro em 1889.
Para entender como a elite brasileira administra nosso pais é só ligar a tv e ver o Jornal Nacional. Uma pergunta vem e volta em minha cabeça quando penso em Riachuelo:
E se o Brasil perdesse a guerra?
O que seriamos hoje?
È este ponto, entre outros, que quero que explorem em seus comentários.
Todo esse meu estudo é fruto do trabalho que faço em escrever um livro nesta era. Prometo outras vezes citar alguns fatos históricos belos e esquecidos da nossa memória popular.
Outra coisa interessante é de como o Brasil passou a ensinar sua história Imperial e Militar nas escolas após a Ditadura. Nós, estudantes, vivemos uma represália por parte de nossos comandantes para com os Generais.
È claro, as forças armadas foram mesquinhas e ordinárias ao ditadorizar nossa pátria porém, o que veio antes é belo. Os valentes brasileiros que combateram no Paraguai não têm culpa do que seus sucessores fizeram de nosso pais.
Se Deodoro da Fonseca tivesse tido um Dejá-vu do que sua terra se tornaria, talvez até hoje nos curvariamos a um Pedro VI e fossemos mais que emergentes...

Obrigado...
Se o assunto render, prometo postar novamente sobre...















7.2.08

Relato dum folião... Carnaval 2008 segundo Marcus Ferreira

Um dos assuntos de meus pensamentos em viagens e dias de festa é observar para o monte de pessoas que transitam nos engarrafamentos desse nosso Rio de Janeiro, já fizeram isso? Pois é, uma das minhas diversões mentais é olhar aquele formigueiro de carros, conduções, vans e imaginar que cada Kombi daquela transporta umas dez, doze pessoas, ou melhor, doze vidas diferentes vidas com amores diferentes, histórias diferentes, familias diferentes. Tenho certeza de que, pelo menos uma vez, os leitores dessa página já se depararam com a imagem dum carro ao lado com uma familia e se pôs a deduzir quem eram, o que faziam, a quem amavam...
Essa tendência de observar salientou-se por todo o carnaval, sigamos com a minha história de Pierrô...

Como citado no Post anterior, minha vó foi para Iguabinha com a minha madrinha. Eu decidi ficar em casa, lógico, uma ou duas discussões com a minha mãe foram necessárias. Todos os dias de folia, ter ficado no meu feudo foi uma benção de paz e duma solidão que eu tanto esperava.

Sexta-feira á noite ficou combinado com o Daniel (um velho amigo meu) que agente iria para a cidade curtir lá. Eu nunca vi um lugar tão lotado na minha vida. Depois que a Maratona Odeon acabou não sendo possivel, graças a falta de ingresso, decidimos ir para a Lapa. Outro fator que eu achei graça foi eu encontrar milhares de pessoas conhecidas lá. Eu e Daniel temos uma paixão em comum: História.
Umas horas depois, outra amiga antiga apareceu por lá e assim ficamos. Uma noite agradável...
Nosso último ponto foi o Beco do Rato, um barzinho excelente.
Voltei para meu lar e dormi até tarde...

Sabádo eu realizei um sonho de criança que não havia sido concretizado, entre os outro fatores, pela falta dum pai presente para me levar ao Maracanã.
Meu cunhado mais alguns amigos me chamaram e lá fomos para um Botafogo versus Vasco. Eu, flamenguista, torci para o time da galera e o tal venceu. Vitória para o Fogão...
À noite voltei para a casa e lá fiquei durante todo o Domingão.

No dia que Deus descansou, eu resolvi imitá-lo e fazer alguma mais intimista com meus amigos ( ou pelo aqueles que não tinham viajado e me abandonado).
De tarde uma amiga minha veio aqui e ficamos conversando. Fui ver o desfile na casa da Kelly e lá fiquei até a Portela, todos estavam babando já.

Segunda-feira foi um semi-fracasso. Um outro amigo antigo meu , guitarrista da minha ex banda, me ligou e resolvemos ir para diversos blocos. Eis nossa saga.
Fomos para Santa Tereza adentrar na folia que ia iniciar-se ás 11 horas. Subimos a escadaria da Lapa depois duma imensa caminhada e nada de foliões. A banda já havia partido cantando músicas de amor.
Em nosso caminho para o ponto de ônibus uma gringa deu mole para o Alysson (ele vestido de palhaço e eu de padre), acho que o rapaz sentiu falta de prestar atenção as aulas de Inglês e ficou no 0 X O linguistico com a Americana loira.
Ao chegar em Botafogo, estavamos adiantados uma hora. Caiu um toró desgraçado e ficamos os sessenta minutos na discussão se iamos ou não embora. Quando resolvemos ir, a chuva parou e ficamos no Bloco de Segunda.
O plano era irmos ao Cacique de Ramos porém o Padre não aguentou e eu voltei para a casa e passei o resto da noite na casa da irmã (única que dormi lá).

Terça-feira fui a Banda de Ipanema com a Kelly mais uma amiga dela. Horas engraçadas. Ficamos num bloco chamado "Vem ni mim que eu sou facinha". Notei uma tendência, eu sou um galã entre os homossexuais. Ainda bem que, apesar da moda, ainda gosto muito de mulher...
O carnaval acabou com eu e Kelly dentro dum 261 parcialmente lotado...

Este 2008, apesar da Beija-flor ter ganho pela quinta vez em seis anos, foi diferente. Eu me diverti bem, lógico, ainda não é aquela folia de filme mas, eu me senti fora da realidade por esses dias.
Eu também chorei, gritei, dancei, pulei, pensei e pensei nas horas sozinho na cama da minha mãe...
Quando eu fitava as fileiras de pessoas cantando as marchinhas, eu logo vi que minha vida é ao mesmo tempo um número a mais nessa cidade e especial para ela...
Agora, apesar de eu ser contra essa idéia, o ano começou de verdade para a Republica Federativa do Brasil...
Deixemos o tempo apontar o caminho daqui em diante...
Boa Semana...

1.2.08

Pós-Saquarema + Aniversário do Pedro Ivo + Viagem da vovó + Pré-Carnaval...


Pitbulls Futebol Americano
Pedro Ivo Dona Onézia "minha vó"




Duas coisas que você deverá levar em conta diante de todo meu texto a seguir:


  1. Eu sou reclamão por natureza, talvez isso seja genético ou de criação, eu trato como se fosse algo dentro de mim que me faz pensar...

  2. Porém não venha achar que eu reclamo á toa, minha vida não é um mar de rosas...

Minha vida tomou um ritmo abrupto nesses últimos meses diante das minhas férias, estas serão alongadas até o dia 3 de Março donde eu ingresso no meu novo colégio.
Vamos resumir minha existência pelos três anos que passei na Faetec (vide a coincidência, dia três e três anos.)...
Durante esses, aproximadamente, 36 meses de mandantes do colégio supracitado eu praticamente corria todos os dias para executar as inúmeras tarefas que apareciam na minha vida. Todavia, devemos ressaltar as loucuras e brigas familiares acentuadas. Realmente, em casa, minha vida nunca foi um mar de rosas.
Desde que eu “maloquei” o livro “A arte da guerra” da biblioteca do meu cunhado (vou falar dele já.), eu tomei uma iniciativa de tentar me conhecer melhor e apascentar meus defeitos. À medida que a fase do adolescente malvado passava, outras tendências tomaram conta de mim diante da minha personalidade. Nesse vai-e-vem de teorias e frases de buteco, eu realmente entendi que devemos não ligar para as teorias e nem as frases de buteco e que, impressionantemente, minha vovó estava certa; eu devia era cuidar do meu caráter.
Ainda pesquisando essa palavra, achei isso aqui . (
wikipédia-caráter).


Nossa biblioteca virtual fala duma coisa que poucos de nós compreendemos, a essência já vem conosco desde a barriga e, talvez, mudar o meio externo físico seja milhões de vezes mais fácil que o meio interno psíquico. O que eu precisava era de uma ferramenta para isso. Encontrei num livro do Augusto Cury.
Para as pessoas que me conhecem e que eu tenho um relacionamento de confiança, eu sou um rapaz completamente doido da cabeça, que fala o tempo todo, brinca. Agora, para aqueles que eu ainda tenho um certo receio de me apresentar, vocês vão encontrar um Marcus que se isola, que prefere ficar sozinho e que pouco fala e de tudo ri.
Meu primeiro passo foi respeitar isso em mim, ai que entra o Campeonato de Saquarema na história...
O Saquarema Bowl me mostrou que ser “caladão” às vezes é a melhor opção, mesmo que meu time fosse só saber meu nome no Domingo á noite durante a entrega das medalhas. Mesmo assim eu estive com eles e cumpri minha parte. Aquele final de semana me ensinou muita coisa...
Quando voltei para a casa, resolvi adotar o mesmo esquema tático dos dias anteriores, eu pouco falaria e muita faria; mesmo que esse muito fosse o “pouco” a fazer. Na verdade, nesse exato momento estou fazendo a minha parte. Logo vocês irão saber...


O aniversario do meu sobrinho me trouxe a certeza de algo que eu sempre percebi: Eu sou bem afastado dos meus parentes.
Comecei a entender que essa minha barreira natural para com as pessoas refletiu em muito no tratamento que dei aos meus primos, tios e tias (pessoas distantes da minha guerra familiar travada em minha casa durante todos esses anos). Fui ao espelho da consciência e falei:
-Marcus, eles não têm nada haver com suas brigas dentro de casa.
No mesmo dia e hora me reaproximei dos primos e conversamos bem...

Esse Carnaval aconteceu algo muito peculiar na história da minha vida: A minha vó está ausente até a Quarta-feira de cinzas. Como era de se esperar, minha mãe quer ficar na casa da minha irmã. Eu estou decidido a ficar em casa, vide os motivos:



  • Eu quero aproveitar minha casa por esse tempo

  • Eu necessito de paz de espirito e solidão é importante para isso ser feito.

  • E porque já adiei demais minha felicidade nesses feriados.

O resumo da ópera é: Você já fez essas reflexões que eu estou fazendo? Você se pergunta no espelho quem é você?
Se alguém ler esse blog e estiver tão “cachorro na praia” quanto eu, faça essa pausa espiritual. Você vai começar a achar um caminho interessante...


Luto:


Campanha para o Gil voltar a escrever no blog dele. O 100crise foi e ainda é a inspiração deste site e de muitos outros. Vamos aderir ao movimento "Volta gil!"


Bom carnaval a todos...

28.1.08

Lições dum Janeiro...

Esse Post, para mim, até agora é o mais importante deste começo de 2008. Na verdade, ele incluirá coisas que aconteceram desde o Final de Dezembro. Poucas vezes eu irei falar tão abertamente da minha vida, porém, meu maior objetivo é ter um diário que eu possa consultar daqui um tempo.

Sinceramente, no dia em que eu terminei com a Isa e todo aquele rolo, eu me condicionei para suportar o que estava vindo, aliás, o que já acontecia naquela época.
Eu passei um ano e meio da minha vida certo dum amor e do caráter duma pessoa que dizia que me amava. Certo que todo este mundo era uma estrada e eu só devia caminhar e seguir minhas metas. Não posso vos dizer que eu era completamente inocente, isso, admito, não sou desde meus 15 anos, porém, a vida ensina a cada dia, mesmo numa pacata segunda-feira de Janeiro.
O fator que mais me comprometeu foi a dissolução total da cabeça de alguém que estava em meus domínios, ao meu flanco. Eu acompanhei desesperado ela se render a futilidade e a tudo que acompanha quando se mistura falta de caráter e dinheiro. A partir dai, tive medo de cair na tentação.
Naquela noitinha de Dezembro, ali, sentados na grama em frente ao prédio dela, eu vi que a vida é dura e, as vezes, lutar não é tão inteligente. Ou seja, eu renunciei de tudo e andei da Abolição até aqui. Nunca mais nada daquilo voltou, hoje eu agradeço a Deus.
Foi triste, mas, eu já havia passado por aquilo e lavei minha velha armadura e entrei ao combate dessa solidão. Nunca lutei uma guerra tão grande.
Durante os dias, uns trinta dias, eu me vi entretido com joguinhos estúpidos, noites em bate-papos, livros de auto-ajuda, currículos. A pessoa que eu estava tentando afastar era alguém mais forte que a ex, era o cara do espelho aqui de casa. Eu consegui pela maior parte do tempo.
Doravante toda essa chuva de informações recheada a minha mente, como um bolo que o fermento falhou e o chocolate tenta substituir o espaço tomado de vento, eu me entreguei a cada discussão com a minha mãe, cada lance de qualquer coisa, cada texto. Eu optei por alienar-me, agora não sei mais escrever direito, perdi muitos amigos, quase ninguém está aqui, porém, muita pouca gente já esteve.
Confesso que a inutilidade me afligia, eu tomei tanta raiva de Deus pelos Ímpios terem um emprego e amigos e, eu, depois te tanta luta, estar aqui, ouvindo a dupla de senhoras dessa casa enchendo meus ouvidos de especulações sobre o meu caráter.
O golpe fatal foi quando eu me decepcionei com um dos meus melhores amigos, daqueles que eu achei que tinham sobrado. Ai sim, ninguém me ligava aos sabádos, eu corria para ir a missa, passava dias inteiros no MSN procurando algum miserável que não me conhece direito para, ele sim, dizer alguma coisa boa sobre mim. A briga estava dura e , até ai, eu estava perdendo...
Eu me inscrevi no Curso de férias para fazer alguma coisa e resolvi ir ao Pitbulls Futebol Americano para entreter toda essa raiva que aflorava em mim....

Na primeira aula, mantive meu procedimento padrão de sentar ao lado do grupo e sorrir. As pessoas se apresentaram, algumas começaram a chorar de primeira. A Carla, nossa professora, disse algo que ficou grudado no meu consciente "As pessoas estão sozinhas e sofridas demais.". Desde então eu me vi com um grupo de pessoas que, em sua maioria, estavam tão aflitas como eu por algo que animasse toda essa solidão enclausurada no coração delas.
Das 16 horas de curso que se sucederam por duas semanas, todas as terças e quintas de manhã, nós falamos sobre moral, ética, mundo por umas 10.
Quando na última aula, a Carla nos deu tchau, eu entendi uma coisa. De algum jeito, não estou sozinho na frente desse PC com esses pensamentos e talvez eu seja o Impio da história.
A falta de emprego, de amor, de caráter é um problema brasileiro. Resolvi aceitar minha condição de ET amoroso.
No Pitbulls encontrei algo para me retirar dessa realidade por treinos e finais de semana. Além disso encontrei uma irmandade baseada no esporte, homens totalmente diferentes de mim ao lado na linha de ataque tomando os mesmos tapas. Playboys, pagodeiros, trabalhadores, ricos, pobres. Depois de Saquarema, quando eu vi dez homens correndo ao meu lado gritando num ataque enlouquecido e senti meu coração tremer dum ódio muito além da camisa adversária, percebi que existe um caminho contrário da solidão.
Compreendi que, como para fazer um Touch Down, se deve sempre avançar, avançar e avançar. E mesmo quando não estiver mais ninguém ao lado, proteja a cabeça e corra o mais rápido possível.
Aquele pôr-do-sol em Jaconé me fez sentir algo que estava difícil de aceitar, eu ainda estava vivo...
Ainda não entendi o que Deus quer para a minha vida, não aceito e nem leio as frases feitas que qualquer mortal responde nessas horas.
Seja o que for, eu confio na minha linha de ataque formada de um homem só.
Eu me olho no espelho e me vejo mais gordo, com mais espinhas, cabeludo, feio, carente mas, ainda me admiro, ainda vejo muita força. È só lembrar do que eu já fiz de bom...
Numa hora Deus vai mirar em mim algo bom...
È estranho como duas coisas que entram como "coisas bobas" na vida lhe dão uma potente lição de moral em tão pouco tempo...
Sinceramente, desisti de entender a vida....
Essa tarde, enquanto eu deitava na cama da casa da minha vó para ficar sozinho, me veio essas estrofes da música dum certo Cartola. Descobri que, além da filha rebelde dele, essa canção também era para mim...

Ainda é cedo amor,
mal começastes a conhecer a vida,
já anuncias a hora da partida,
sem saber mesmo o rumo que irás tomar.

Ouça me bem amor,
presta atenção,
o Mundo é um moinho,
vai triturar teus sonhos tão mesquinhos,
vai reduzir tuas ilusões a pó.
Presta atenção querida,
de cada amor tu herdarás só o cinismo...

Uma boa semana a todos...