Como um milhão de pequenas passagens
Todas as escolhas que fazemos
Todos os palcos pelos quais passamos
Todos os papéis que interpretamos
Por tantas direções diferentes
Que os nossos caminhos se alternaram
Com cada porta que abrimos
E cada etapa que queimamos
De alguma maneira nós nos encontramos
Através de toda esta força
De alguma maneira nós nos encontramos
De alguma maneira nós permanecemos
Em um estado de graça
Eu não acredito em destino
Ou na mão guia da fé
Eu não acredito no "para sempre"
Ou no amor como um estado místico
Eu não acredito nas estrelas ou nos planetas
Ou nos anjos nos cuidando lá de cima
Mas eu acredito em uma pequena possibilidade de encontrar alguém para amar
E fazer isto durar...
(Rush -Ghost of a Chance)
Essa música fala de todas as minhas pequenas vitórias e as grandes derrotas que acumulei...
Ouça Tópico 3
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@topico3
"Se você é capaz de tremer de indignação a cada vez que se comete uma injustiça no mundo, então somos companheiros."
9.5.10
3.5.10
Sobre mapas e deserção
Já é madrugada e o sono disfarça,
As alamedas inundadas em meus pequenos desejos.
Suntuosos em matéria, fervidos na miséria.
De minh’alma coberta de soberanas idéias.
Fortes monções de mudanças sem fim,
Que se encontram á pedra, falidas enfim.
Morro por dentro, quando acordo vivo,
Tento e agradeço, mas meu mistério é conciso.
Sei o que fazer, por onde ir, mas não consigo.
Talvez seja assim, parte de mim,
Subjugar-me a quem ao menos consegue,
Somar seus desejos aos meus dialetos.
Famigeradas noções, que só fadiga e desprezo;
Pode governar esse meu doce desejo...
De ir á pique com todo um Titanic,
Que em minha vida se chama servir.
E sou servo mal pago,
Pois o preço é caro,
Do trabalho que vendo,
Do poder de meu estrago.
Estou paralisado, feito um pinho.
Que enraizada as vestes,
Acompanha em silencio ao vento,
As mudanças do mundo.
E quem diria que fui eu mesmo que somei esses números?
E amanhã renasce a luta,
Há muito perdida,
Ao qual me faço desertor.
E pela manha se vêem a duvida:
Até quando a condição vai controlar a dor?
Qualquer dia desses,
Vou voar em desgraça,
Sobre um ódio insaciável,
Que faz devassa,
Minha perpetua vontade de ir.
Seja lá onde for,
Eu nunca gostei de mapas...
Ouça Tópico 3
As alamedas inundadas em meus pequenos desejos.
Suntuosos em matéria, fervidos na miséria.
De minh’alma coberta de soberanas idéias.
Fortes monções de mudanças sem fim,
Que se encontram á pedra, falidas enfim.
Morro por dentro, quando acordo vivo,
Tento e agradeço, mas meu mistério é conciso.
Sei o que fazer, por onde ir, mas não consigo.
Talvez seja assim, parte de mim,
Subjugar-me a quem ao menos consegue,
Somar seus desejos aos meus dialetos.
Famigeradas noções, que só fadiga e desprezo;
Pode governar esse meu doce desejo...
De ir á pique com todo um Titanic,
Que em minha vida se chama servir.
E sou servo mal pago,
Pois o preço é caro,
Do trabalho que vendo,
Do poder de meu estrago.
Estou paralisado, feito um pinho.
Que enraizada as vestes,
Acompanha em silencio ao vento,
As mudanças do mundo.
E quem diria que fui eu mesmo que somei esses números?
E amanhã renasce a luta,
Há muito perdida,
Ao qual me faço desertor.
E pela manha se vêem a duvida:
Até quando a condição vai controlar a dor?
Qualquer dia desses,
Vou voar em desgraça,
Sobre um ódio insaciável,
Que faz devassa,
Minha perpetua vontade de ir.
Seja lá onde for,
Eu nunca gostei de mapas...
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25.4.10
Sobre a paz que eu não quero seguir
Em 14 de Julho de 1789 uma multidão de revoltosos com a conjuntura socioeconômica de seu país atacou a Fortaleza Parisiense da Bastilha. Esse golpe contra um poder que se dizia divino abalara o mundo, pois os oprimidos agora carregavam os canhões do ataque. E o grilhão era fraco contra milhares e milhares de corações ansiosos por sangue e melhoria em suas infelizes vidas. Essa gente simples começava um dos eventos históricos mais aclamados e estudados e que, para sempre, mudou os modos de pensar de todas as sociedades modernas. E de lá vieram um Rousseau para definir as desigualdades e convencer um país a lutar e um Claude Joseph para bradar “As armas cidadãos!”.
Uma das maiores peculiaridades da revolução francesa é que a economia da França era forte e este país possuía um cenário de destaque mundial, excelente terras. Mas o que destruiu um sonho francês de uma Grande Pátria Mãe antes da marcha do povo contra a fortaleza? Fora a tirania exacerbada de inúmeros governos fúteis, parasitários, corsários do suor e trabalho de uma grande gama de indivíduos que formava uma massa, um tijolo ou azulejo a ser pisado e sustentar as políticas infelizes de reis e do clero.
Naquela época longínqua aos nossos olhos e interesses, fora provado que o Mundo Ocidental não esperava uma revolução, mas, precisava de uma revolução. E sim, apesar dos burgueses e suas economias, quem tomara a frente dos assaltos fora um povo massacrado e que agora começaria seu banho de sangue; um pagamento merecido por muitas gerações engolidas.
Não irei me estender sobre isto, mas, o preço foi pago e muita coisa mudou ali, naquele momento germinativo duma idéia soberana do que é hoje nossa “teórica” sociedade moderna...
Utilizando do exemplo supracitado eu formulo uma questão: Quais são as tiranias escondidas dentro do seio da nossa sociedade?
Os impostos são duros e terríveis no Brasil. Contudo, os serviços públicos, de um modo geral, são péssimos. O saneamento, o planejamento das cidades, as estradas. O povo sofre uma tirania disfarçada, duma classe governativa parasita e fraudatória. Já pensaram no quão absurdo é lhe dar com noticias de bagatelas e corrupções em todas as esferas comumente no nosso jornal? Ao lado das noticias do tempo e da TV.
Senhores, vivemos num país continental e rico em potencial, mas, nossas vidas de merda, mergulhadas nas excentricidades dum dia-a-dia de merda nos fazem perder a visão do desastre que somos.
Por isso vos digo. Qual a forma de melhorar? Comunistas, Monarquistas, Republicanos, Esquerdos, Direitos. Tudo farelo da mesma sujeira. Basta dessa gente inútil, pobre de educação e espírito governar-nos. A quem você vai dar seu voto esse ano? Ao romário, grande jogador de futebol. Que terrível comedia grega é a nossa política senhores, em todas as suas conjugações.
Chega desse comunismo de mentira, isso é inútil, as manifestações foram domesticadas. Nenhum rei pode mudar o destino, seria complexo demais, com sangue demais. Basta de associações com os EUA ou a Rússia. Ou com Chaves, ou com Obama. Todos esses factóides são armadilhas. É pretexto para se esquecer a questão mais essencial para um governo democrático. A democracia na educação, na saúde, na segurança, na alimentação, na moradia, no desenvolvimento das sociedades. Quando sim, nosso País alcançar o nível disso. Poderemos discutir se seremos Marx ou Mercantilistas. Comprar-se-emos Bombas ou Balas de chocolate. Se nosso Presidente é negro, ou tirado da lama, ou diplomata em alguma merda qualquer.
Como eu posso pensar em coisas maiores se minha casa é cercada de bandidos, se meu carro é blindado, se fico horas num transito idiota para ir para meu trabalho. Se minha alimentação é cara, se a luz é cara, a água é cara, o telefone é uma facada. Se meu cartão de credito me ataca. Se quando eu quebrar um pé numa infeliz casualidade, tenho que ficar dias para enfaixá-lo. Se não posso chegar duas da manha em casa sem estar rezando para alguma coisa me defender. O Povo grita senhores, mas berra como um cão, que late do dono o estar batendo e encolhe seu rabo, volta para a casinha, dorme e amanhã estará na porta com os jornais cheios de sangue na boca, abanando o rabo.
Sou obrigado a ser assim em meu emprego, pois o mercado nada me oferece e tudo me cobra. Com meus políticos, em suas mesas de dominó com prostitutas. Com meus vizinhos que se envolvem com as armas e drogas e mandam. Com a Policia corrupta. Com um transporte público imbecil. Com os impostos que só encarecem aquilo que é ínfimo em outros paises.
E sim, tudo isso acontece enquanto o Brasil vence a Crise Mundial com Maestria. Quem dera aqui fosse outra França e não fossemos tão vendidos a nossa vida de misérias. Sonhem em ser americanos e europeus, seria até mais fácil. Sua pátria que te pariu não precisa de você, só do seu dinheiro sujo..
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Ouça Tópico 3
Uma das maiores peculiaridades da revolução francesa é que a economia da França era forte e este país possuía um cenário de destaque mundial, excelente terras. Mas o que destruiu um sonho francês de uma Grande Pátria Mãe antes da marcha do povo contra a fortaleza? Fora a tirania exacerbada de inúmeros governos fúteis, parasitários, corsários do suor e trabalho de uma grande gama de indivíduos que formava uma massa, um tijolo ou azulejo a ser pisado e sustentar as políticas infelizes de reis e do clero.
Naquela época longínqua aos nossos olhos e interesses, fora provado que o Mundo Ocidental não esperava uma revolução, mas, precisava de uma revolução. E sim, apesar dos burgueses e suas economias, quem tomara a frente dos assaltos fora um povo massacrado e que agora começaria seu banho de sangue; um pagamento merecido por muitas gerações engolidas.
Não irei me estender sobre isto, mas, o preço foi pago e muita coisa mudou ali, naquele momento germinativo duma idéia soberana do que é hoje nossa “teórica” sociedade moderna...
Utilizando do exemplo supracitado eu formulo uma questão: Quais são as tiranias escondidas dentro do seio da nossa sociedade?
Os impostos são duros e terríveis no Brasil. Contudo, os serviços públicos, de um modo geral, são péssimos. O saneamento, o planejamento das cidades, as estradas. O povo sofre uma tirania disfarçada, duma classe governativa parasita e fraudatória. Já pensaram no quão absurdo é lhe dar com noticias de bagatelas e corrupções em todas as esferas comumente no nosso jornal? Ao lado das noticias do tempo e da TV.
Senhores, vivemos num país continental e rico em potencial, mas, nossas vidas de merda, mergulhadas nas excentricidades dum dia-a-dia de merda nos fazem perder a visão do desastre que somos.
Por isso vos digo. Qual a forma de melhorar? Comunistas, Monarquistas, Republicanos, Esquerdos, Direitos. Tudo farelo da mesma sujeira. Basta dessa gente inútil, pobre de educação e espírito governar-nos. A quem você vai dar seu voto esse ano? Ao romário, grande jogador de futebol. Que terrível comedia grega é a nossa política senhores, em todas as suas conjugações.
Chega desse comunismo de mentira, isso é inútil, as manifestações foram domesticadas. Nenhum rei pode mudar o destino, seria complexo demais, com sangue demais. Basta de associações com os EUA ou a Rússia. Ou com Chaves, ou com Obama. Todos esses factóides são armadilhas. É pretexto para se esquecer a questão mais essencial para um governo democrático. A democracia na educação, na saúde, na segurança, na alimentação, na moradia, no desenvolvimento das sociedades. Quando sim, nosso País alcançar o nível disso. Poderemos discutir se seremos Marx ou Mercantilistas. Comprar-se-emos Bombas ou Balas de chocolate. Se nosso Presidente é negro, ou tirado da lama, ou diplomata em alguma merda qualquer.
Como eu posso pensar em coisas maiores se minha casa é cercada de bandidos, se meu carro é blindado, se fico horas num transito idiota para ir para meu trabalho. Se minha alimentação é cara, se a luz é cara, a água é cara, o telefone é uma facada. Se meu cartão de credito me ataca. Se quando eu quebrar um pé numa infeliz casualidade, tenho que ficar dias para enfaixá-lo. Se não posso chegar duas da manha em casa sem estar rezando para alguma coisa me defender. O Povo grita senhores, mas berra como um cão, que late do dono o estar batendo e encolhe seu rabo, volta para a casinha, dorme e amanhã estará na porta com os jornais cheios de sangue na boca, abanando o rabo.
Sou obrigado a ser assim em meu emprego, pois o mercado nada me oferece e tudo me cobra. Com meus políticos, em suas mesas de dominó com prostitutas. Com meus vizinhos que se envolvem com as armas e drogas e mandam. Com a Policia corrupta. Com um transporte público imbecil. Com os impostos que só encarecem aquilo que é ínfimo em outros paises.
E sim, tudo isso acontece enquanto o Brasil vence a Crise Mundial com Maestria. Quem dera aqui fosse outra França e não fossemos tão vendidos a nossa vida de misérias. Sonhem em ser americanos e europeus, seria até mais fácil. Sua pátria que te pariu não precisa de você, só do seu dinheiro sujo..
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23.4.10
Sobre pequenos vicios e grandes mudanças...
Eu sempre disse a todos que meu grande vicio era a musica, coisa que desde outrora fazia parte da minha alma, seja nessa ou em outras existências.
Mas uma série de pequenas inverdades se acumula na minha cabeça no cotidiano duro e vendido da minha carreira profissional que acabaram por abafar alguns dons que tinha a mais. A escrita, por exemplo.
Mais o que me fere é a estagnação temporária que tenho por ínfimos momentos. A vontade de voltar, a vontade de ir, de ficar, de partir quando simplesmente devia estar na linha de frente.
Quais de vocês sentem isso todo santo dia?
Pois bem, quase todo nascer do sol eu peço para dormir mais. Toda noite eu quero amanhecer dez dias á frente, mas, o tempo é uma maquina mui maior que o relógio que comprei. E é o tempo tão áspero e sincero que me destrói. Que se coloca diante de mim e minhas soluções, distanciado-as, modificando-as duma forma, que qualquer filosofo largaria seus estudos para se entranhar numa mata e ali ficar.
A minha maior mudança talvez seja derrotar meus pequenos defeitos...
Essa vitória é amarga e de Pirro. Mas tenho de abraçá-la...
Mas uma série de pequenas inverdades se acumula na minha cabeça no cotidiano duro e vendido da minha carreira profissional que acabaram por abafar alguns dons que tinha a mais. A escrita, por exemplo.
Mais o que me fere é a estagnação temporária que tenho por ínfimos momentos. A vontade de voltar, a vontade de ir, de ficar, de partir quando simplesmente devia estar na linha de frente.
Quais de vocês sentem isso todo santo dia?
Pois bem, quase todo nascer do sol eu peço para dormir mais. Toda noite eu quero amanhecer dez dias á frente, mas, o tempo é uma maquina mui maior que o relógio que comprei. E é o tempo tão áspero e sincero que me destrói. Que se coloca diante de mim e minhas soluções, distanciado-as, modificando-as duma forma, que qualquer filosofo largaria seus estudos para se entranhar numa mata e ali ficar.
A minha maior mudança talvez seja derrotar meus pequenos defeitos...
Essa vitória é amarga e de Pirro. Mas tenho de abraçá-la...
21.3.10
Sobre a clausura, os amigos antigos e as novas mini certezas
Um relacionamento falido é uma grande clausura a qual nós mesmos nos movemos para. Mendigamos alguns restos de atenção e prazer e nos acomodamos ao fato do controle. Existem pessoas que nasceram fora do controle, eu sou uma delas.
A cela é bonita e perfumada, mas funesta, avança sobre mim em meus grilhões. Suas grades cinza em formas de mãos quase me abateram ao comum, coisa que há mim se comparando não se dá.
Contudo, ate mesmo sem querer, era hora de avançar e tomar essa Bastilha. O destino move as pessoas para caminhos inconcebíveis a mente. As muralhas caíram sem uma só bala, sozinhas, explodidas. Aproveite a fuga e continuei uma historia que jaze há anos. Com gente tão precipitada, impulsiva e narcisista quanto eu. Como é bom ver-se de outras formas, sem pudor e pequenas teorias tolas sobre como devemos ter um comportamento, e ou, diplomas, coisas mínimas e religiões falidas.
Eu sou incompleto, por vezes fútil e incompetente. Não quero tornar-me maquina ou exemplo de vitória para a classe burguesa. Nem ser um acionista de coisas vãs.
Meu caminho é conhecer caminhos. Meu destino é modificar destinos. Minha voz é para ficar silenciosa. Meu dom é para entreter o ego. Eu sou para, um não sei o quê que me agrada. A música é tremenda, a palavra incansável. Minha mente talvez seja pequena, mas meu quarto é um navio corsário.
Estou deveras cansado de planejar dinheiros, de poesias ínfimas, de donos da verdade. Meu dinheiro é para se perder no breu, minhas poesias tem de falar minha nojenta verdade.
Afinal de contas, sou um homem moderno e tenho o direito de ficar calado...
A cela é bonita e perfumada, mas funesta, avança sobre mim em meus grilhões. Suas grades cinza em formas de mãos quase me abateram ao comum, coisa que há mim se comparando não se dá.
Contudo, ate mesmo sem querer, era hora de avançar e tomar essa Bastilha. O destino move as pessoas para caminhos inconcebíveis a mente. As muralhas caíram sem uma só bala, sozinhas, explodidas. Aproveite a fuga e continuei uma historia que jaze há anos. Com gente tão precipitada, impulsiva e narcisista quanto eu. Como é bom ver-se de outras formas, sem pudor e pequenas teorias tolas sobre como devemos ter um comportamento, e ou, diplomas, coisas mínimas e religiões falidas.
Eu sou incompleto, por vezes fútil e incompetente. Não quero tornar-me maquina ou exemplo de vitória para a classe burguesa. Nem ser um acionista de coisas vãs.
Meu caminho é conhecer caminhos. Meu destino é modificar destinos. Minha voz é para ficar silenciosa. Meu dom é para entreter o ego. Eu sou para, um não sei o quê que me agrada. A música é tremenda, a palavra incansável. Minha mente talvez seja pequena, mas meu quarto é um navio corsário.
Estou deveras cansado de planejar dinheiros, de poesias ínfimas, de donos da verdade. Meu dinheiro é para se perder no breu, minhas poesias tem de falar minha nojenta verdade.
Afinal de contas, sou um homem moderno e tenho o direito de ficar calado...
19.3.10
Sobre como varrer amores para debaixo do tapete
Parti hoje, para um cruzeiro que ganhei a passagem. Quando fiz a minha parte, esperando meu prêmio; que foi trocado ás pressas. Nunca comprei bilhete ou concorri, fui premiado, por uma velha amiga, a navegar por dentro da minha vida, em solidão e silêncio.
Lugares antigos não se dão como inéditos. Apenas um velho quarto, de tempos imemoriáveis. Apenas uma velha cama, e as velhas bebidas, que nos ajudam a compreender ao contrário nossa ínfima e infinita vida.
E de contrários ela realmente se faz. Pois ao fundo pagamos o preço do de graça, pois desviamos para o avesso do direito. E as contas nunca cessam, e a chuva sempre volta.
Agora aqui, alguns anos depois reconheço a velha faceta que nunca amamos, e tenho que estar firme para o trabalho..
Todavia, o silêncio impera e isso me agrada, e simplesmente, tenho pouca coisa para dizer, quando deveria falar muito. Mas são as dissidências dentro de nós. Essas é que fazem valer...
Lugares antigos não se dão como inéditos. Apenas um velho quarto, de tempos imemoriáveis. Apenas uma velha cama, e as velhas bebidas, que nos ajudam a compreender ao contrário nossa ínfima e infinita vida.
E de contrários ela realmente se faz. Pois ao fundo pagamos o preço do de graça, pois desviamos para o avesso do direito. E as contas nunca cessam, e a chuva sempre volta.
Agora aqui, alguns anos depois reconheço a velha faceta que nunca amamos, e tenho que estar firme para o trabalho..
Todavia, o silêncio impera e isso me agrada, e simplesmente, tenho pouca coisa para dizer, quando deveria falar muito. Mas são as dissidências dentro de nós. Essas é que fazem valer...
14.3.10
Sobre como se portar em dias ruins
A vida exerce sobre nós a ligeira e extrema arte da ocasião, do acaso e dos meios pelo qual aquilo que os crentes num divino atendem como sua providencia. Desta avassaladora arte vêem nossas incertezas, dilemas, reflexões e encontros com um “Eu” tão poderoso e impotente como às formigas que se alojam por de trás da tomada da cozinha.
Precisamente eu estive de fronte com essa realidade hoje, e talvez amanhã também esteja, até que chegue algum outro motivo poético que me faça ter vontade de acordar ás seis e varrer meu rosto da barba que cresce; engraxar um par de sapatos caros e correr contra o tempo por toda santa manhã, pela tarde, no almoço e diante das noites mal dormidas.
A minha existência se deu dentre muitos momentos bons e ruins, alguns passei sozinho, outros passei rodeado de amigos ou em par com alguém. Mas, me respondam: O que sobra do passado neste futuro sombrio além de nós e nosso velho quarto marcado?
Contudo, creio que os investimentos e as visões são tão passageiros quanto à própria humanidade, os gostos e os devaneios de alguém fadado a viver a vida moderna.
Vejo-me como um pequeno astronauta, sem recursos, explorando algo bem perto para refazer uma casa destruída pelo vento cósmico. Ou não, eu perdi minha fé nas estrelas e num mundo exterior. Minhas crenças de proteção, e até minha força de vontade. De fato, estou abatido pelo golpe certeiro que o acaso me deu, fendendo minha rotina em várias partes.
Gestos, ligações, dias de Tv, tudo tão minúsculo e inocente quanto nós e que acarreta uma vicissitude de estar sempre ali no contar dos dias. Roda do tempo que desaba e rola por dentre nossas emoções e nos deixa a sós com nosso inimigo mais poderoso, o “EU”.
Contemplo a paisagem do meu bairro neste terraço triste e barato com meus melhores companheiros de viagem: Meu orgulho, meu Ego e minha falha e esquecida esperança.
Caçando com lasers e máquinas, aqui e ali, algo que esteja aquém do que eu tenho certeza que vai ser o amanhã.
De toda forma, aos vintes anos, existe um velho lobo cansado dentro de mim. Incapaz temporariamente de entender e compreender a vida, ou totalmente o contrario. Talvez minha visão esteja tão elevada que ultrapassou meus ideais e minhas mini-certezas.
Digamos que, em par, em grupos ou sozinho, sou incompleto...
Precisamente eu estive de fronte com essa realidade hoje, e talvez amanhã também esteja, até que chegue algum outro motivo poético que me faça ter vontade de acordar ás seis e varrer meu rosto da barba que cresce; engraxar um par de sapatos caros e correr contra o tempo por toda santa manhã, pela tarde, no almoço e diante das noites mal dormidas.
A minha existência se deu dentre muitos momentos bons e ruins, alguns passei sozinho, outros passei rodeado de amigos ou em par com alguém. Mas, me respondam: O que sobra do passado neste futuro sombrio além de nós e nosso velho quarto marcado?
Contudo, creio que os investimentos e as visões são tão passageiros quanto à própria humanidade, os gostos e os devaneios de alguém fadado a viver a vida moderna.
Vejo-me como um pequeno astronauta, sem recursos, explorando algo bem perto para refazer uma casa destruída pelo vento cósmico. Ou não, eu perdi minha fé nas estrelas e num mundo exterior. Minhas crenças de proteção, e até minha força de vontade. De fato, estou abatido pelo golpe certeiro que o acaso me deu, fendendo minha rotina em várias partes.
Gestos, ligações, dias de Tv, tudo tão minúsculo e inocente quanto nós e que acarreta uma vicissitude de estar sempre ali no contar dos dias. Roda do tempo que desaba e rola por dentre nossas emoções e nos deixa a sós com nosso inimigo mais poderoso, o “EU”.
Contemplo a paisagem do meu bairro neste terraço triste e barato com meus melhores companheiros de viagem: Meu orgulho, meu Ego e minha falha e esquecida esperança.
Caçando com lasers e máquinas, aqui e ali, algo que esteja aquém do que eu tenho certeza que vai ser o amanhã.
De toda forma, aos vintes anos, existe um velho lobo cansado dentro de mim. Incapaz temporariamente de entender e compreender a vida, ou totalmente o contrario. Talvez minha visão esteja tão elevada que ultrapassou meus ideais e minhas mini-certezas.
Digamos que, em par, em grupos ou sozinho, sou incompleto...
21.2.10
Sobre o Carnaval e o regresso ao trabalho
A vida moderna nos faz experimentar ser vários individuos dentro de um só: O Namorado, O Filho, O baixista da Tópico 3, O vendedor da Pleidisco. E para cada faceta nossa existe uma expectativa quase que irreal sob nosso comportamento, nossas atitudes, decisões, escolhas, vitórias e derrotas.
E tudo parte do ponto de estarmos em conforme com o mundo que gira mais próximo de nós, com as pessoas que compartilham nossas horas e dias. Mas em quem realmente se pode abrigar nossas emoções, ou deve-se sacrificar um pouco de nossas escolhas?
Os dias que sucederam minhas férias tornaram-se grandes amontoados de problemas e inimizades, seja no trabalho, seja em outros "eus".
Veio se formando em mim a peneira da vida, em seu estado-de-arte, esta foi me mostrando, seja por destino ou procura minha, quem ou o que valhe sacrificio e contrição...
Adentrei em profunda reflexão pessoal em meu carnaval e procurei trocar algumas baterias e estratagemas que usava na vida em geral e especialmente no trabalho....
As pessoas mais próximas de você, aquelas que contas o que acontecera no dia anterior, podem lhe atacar pelo simples prazer disto.
O dinheiro serve para se comprar um relógio bonito e para destruir os laços fracos das amizades humanas. Basta apenas ter a cabeça do tamanho do seu mundo e você será engolido por ele, mastigado por ele, triturado e assado conforme os pensamentos mesquinhos o façam.
Afinal de contas, o que vivo, é a vida moderna...
Dizem que 2010 começara no dia 22 de Fevereiro (amanhã).
Sendo assim, recomeçam os estudos, as lutas e a vontade de me libertar de muita coisa...
Amém.
E tudo parte do ponto de estarmos em conforme com o mundo que gira mais próximo de nós, com as pessoas que compartilham nossas horas e dias. Mas em quem realmente se pode abrigar nossas emoções, ou deve-se sacrificar um pouco de nossas escolhas?
Os dias que sucederam minhas férias tornaram-se grandes amontoados de problemas e inimizades, seja no trabalho, seja em outros "eus".
Veio se formando em mim a peneira da vida, em seu estado-de-arte, esta foi me mostrando, seja por destino ou procura minha, quem ou o que valhe sacrificio e contrição...
Adentrei em profunda reflexão pessoal em meu carnaval e procurei trocar algumas baterias e estratagemas que usava na vida em geral e especialmente no trabalho....
As pessoas mais próximas de você, aquelas que contas o que acontecera no dia anterior, podem lhe atacar pelo simples prazer disto.
O dinheiro serve para se comprar um relógio bonito e para destruir os laços fracos das amizades humanas. Basta apenas ter a cabeça do tamanho do seu mundo e você será engolido por ele, mastigado por ele, triturado e assado conforme os pensamentos mesquinhos o façam.
Afinal de contas, o que vivo, é a vida moderna...
Dizem que 2010 começara no dia 22 de Fevereiro (amanhã).
Sendo assim, recomeçam os estudos, as lutas e a vontade de me libertar de muita coisa...
Amém.
18.1.10
Sobre Minas Gerais
Esse ano de 2010 começou com as minhas primeiras férias de trabalho da vida. Aproveitando os dias de "Stop" resolvi juntar um dinheiro e viajar. Juntei minhas trouxas e fui para a cidadezinha de Itamonte no sul de Minas Gerais junto á familia do guitarrista da minha banda...
A viagem de quatro horas foi subindo as duas serras que se colocam entre Rio-Minas, lindas paisagens, muita pressão no ouvido e desconforto. Na primeira chegada lá, dei de cara com uma cidade que se estende diante duns cinco quilômetros de rodovia, com quatro quadras para a esquerda e mais três para a direita. Este era o centro da cidade. Na periferia se erguem várias pequenas comunidades que se entranham na serra e nas ribanceiras do lugar.
A delicia de Itamonte era perceber a vida pacata que se vive normalmente longe das loucuras do Rio de Janeiro. Era cruzar com vaca e cavalo na estrada, ver caboclo subindo morro para colher fruta, ver rebanho ser ordenhado, comer doce de leite caseiro, as pessoas falarem "cantadinho".
Fiquei naquela monotonia prazerosa por quatro dias, até que fomos para a Principal cidade da região.
São Lourenço é um dos menores municipios do Brasil e um dos que tem maior densidade populacional, arrisco ter a população de um bairro do Rio de Janeiro. Cidade bonita, com gente bonita, com ótimos lugares para comer e passear. O parque das águas, com águas termais, gasosas e toda sorte que isso pode proporcionar. O calçadão, os doces.
Com a banda completa tocamos em quatro lugares seja em São Lourenço ou Itamonte e tivemos uma recepção muito boa do povo Mineiro.
Em meus devaneios vi que nós, do Rio de Janeiro, temos sim de viver essa vida caótica para sustentar aquela gente de sorte que nasceu em lugares que você pode andar pela madrugada na rua, atravessar uma sem ser atropelado. Que a risada e a amizade ainda existem, não particularmente, mas dentre o povo do lugar.
De volta a cidade natal, estou tirando agora uns dias de férias de tudo, tudo mesmo, em minha casa, sobre essa escrivaninha, arriscando umas poesias e planejando as batalhas de 2010.
Bom ano e boa sorte...
Vejam as fotos do lugar!



A viagem de quatro horas foi subindo as duas serras que se colocam entre Rio-Minas, lindas paisagens, muita pressão no ouvido e desconforto. Na primeira chegada lá, dei de cara com uma cidade que se estende diante duns cinco quilômetros de rodovia, com quatro quadras para a esquerda e mais três para a direita. Este era o centro da cidade. Na periferia se erguem várias pequenas comunidades que se entranham na serra e nas ribanceiras do lugar.
A delicia de Itamonte era perceber a vida pacata que se vive normalmente longe das loucuras do Rio de Janeiro. Era cruzar com vaca e cavalo na estrada, ver caboclo subindo morro para colher fruta, ver rebanho ser ordenhado, comer doce de leite caseiro, as pessoas falarem "cantadinho".
Fiquei naquela monotonia prazerosa por quatro dias, até que fomos para a Principal cidade da região.
São Lourenço é um dos menores municipios do Brasil e um dos que tem maior densidade populacional, arrisco ter a população de um bairro do Rio de Janeiro. Cidade bonita, com gente bonita, com ótimos lugares para comer e passear. O parque das águas, com águas termais, gasosas e toda sorte que isso pode proporcionar. O calçadão, os doces.
Com a banda completa tocamos em quatro lugares seja em São Lourenço ou Itamonte e tivemos uma recepção muito boa do povo Mineiro.
Em meus devaneios vi que nós, do Rio de Janeiro, temos sim de viver essa vida caótica para sustentar aquela gente de sorte que nasceu em lugares que você pode andar pela madrugada na rua, atravessar uma sem ser atropelado. Que a risada e a amizade ainda existem, não particularmente, mas dentre o povo do lugar.
De volta a cidade natal, estou tirando agora uns dias de férias de tudo, tudo mesmo, em minha casa, sobre essa escrivaninha, arriscando umas poesias e planejando as batalhas de 2010.
Bom ano e boa sorte...
Vejam as fotos do lugar!
28.11.09
Desgraçado
Desgraçado
Amamentar os sonhos que permanecem,
Incólumes, insolúveis, dentro da mente de um pseudo absurdo.
Uma quimera em mixer de treze fases, todas atribuídas ao staccato.
Da insanidade.
Dessas eras mais antigas, aos tempos Touch Screen
Estou me arrebentando as ondas, desfazendo as contas,
Dum terço que não acredito mais.
Admoestando aos mistérios da rotina, conhecendo o cansaço,
Compactuando com as conformidades da vida no subúrbio do Rio de Janeiro.
Eu em mim estou morto,
Frases soltas,
E as horas viajam indo embora,
Num maço de cigarros, no estresse do trabalho,
Abraçados vão os sonhos, detidos pelas velhas barreiras,
Novos tempos de antigas maneiras,
E tudo isso, pasmem, eu que escolhi...
Eis aqui a ultima empreitada, desnorteada,
De uma classe outrora amargurada,
Preferia o fel ao entendimento,
De que Deus aqui me trouxe e aqui hei de morrer...
Desgraçado...
( A vida permanece como sempre, acordando e trabalhando, tentando descansar, tentando relaxar. Agora vocês vão ouvir uma das músicas do Chico que mais gosto. Boa semana)
Ouçam a minha banda, Banda Tópico 3
Amamentar os sonhos que permanecem,
Incólumes, insolúveis, dentro da mente de um pseudo absurdo.
Uma quimera em mixer de treze fases, todas atribuídas ao staccato.
Da insanidade.
Dessas eras mais antigas, aos tempos Touch Screen
Estou me arrebentando as ondas, desfazendo as contas,
Dum terço que não acredito mais.
Admoestando aos mistérios da rotina, conhecendo o cansaço,
Compactuando com as conformidades da vida no subúrbio do Rio de Janeiro.
Eu em mim estou morto,
Frases soltas,
E as horas viajam indo embora,
Num maço de cigarros, no estresse do trabalho,
Abraçados vão os sonhos, detidos pelas velhas barreiras,
Novos tempos de antigas maneiras,
E tudo isso, pasmem, eu que escolhi...
Eis aqui a ultima empreitada, desnorteada,
De uma classe outrora amargurada,
Preferia o fel ao entendimento,
De que Deus aqui me trouxe e aqui hei de morrer...
Desgraçado...
( A vida permanece como sempre, acordando e trabalhando, tentando descansar, tentando relaxar. Agora vocês vão ouvir uma das músicas do Chico que mais gosto. Boa semana)
Ouçam a minha banda, Banda Tópico 3
18.8.09
Relatos sinceros de um homem complicado parte I
Poesia triste sobre dias felizes
A cidade clama outro amanhecer,
Emaranhada estrutura,
Problemas impares, doravante a estrela nasce,
Trazendo a esperança,
Velha comadre da humanidade,
De haver sim,
Devaneios mais corretos,
Crianças mais espertas,
E que o dinheiro se abre no vale...
Atordoado pelo sono, pelas funestas,
Pelos maços e pelos copos,
Faço de mim o personagem maior,
Da minha historia,
Dentre meus patrões, meus chefes e meus lucros,
Sou um pequeno fidalgo,
A par do reino dos comércios.
Minha Nova Granada é perdida,
A Xanadu é nefasta,
Meu Eldorado sem ouro,
Meu cetim e meu dispare...
Concedendo sonhos,
Criando dilemas,
Vivo uma vida de pequeno poeta,
Entre os troncudos ônibus,
Vencendo nem a quem,
Deveria ser de mim batalha tão erma...
A cidade clama outro amanhecer,
Emaranhada estrutura,
Problemas impares, doravante a estrela nasce,
Trazendo a esperança,
Velha comadre da humanidade,
De haver sim,
Devaneios mais corretos,
Crianças mais espertas,
E que o dinheiro se abre no vale...
Atordoado pelo sono, pelas funestas,
Pelos maços e pelos copos,
Faço de mim o personagem maior,
Da minha historia,
Dentre meus patrões, meus chefes e meus lucros,
Sou um pequeno fidalgo,
A par do reino dos comércios.
Minha Nova Granada é perdida,
A Xanadu é nefasta,
Meu Eldorado sem ouro,
Meu cetim e meu dispare...
Concedendo sonhos,
Criando dilemas,
Vivo uma vida de pequeno poeta,
Entre os troncudos ônibus,
Vencendo nem a quem,
Deveria ser de mim batalha tão erma...
Tenham uma boa noite!
Tudo continua como sempre...
Abraços
1.3.09
Devaneios sobre 2009
A vida neste novo ano tem se apresentado de forma nova.
Muito trabalho, muito trabalho mesmo, algumas problemas financeiros, de saúde e paciência diante disso.
Eu trabalho numa loja de música no centro da cidade, por volta de 10 horas por dia (na loja) além da ida e volta pra casa, esse sistema praticamente dominou meus dias, incluindo meus sábados.
Por isso, quando me vejo Domingo dormindo bastante, perco o tempo e o juizo para atualizar o blog, escrever e outras coisas que eram tão importantes pra mim...
Novidades sobre mim?
Alguns contrabaixos novos, uma guitarra.
Devo fazer faculdade ainda esse ano!
Escolhi Comunicação Social...
De resto, ai vai uma das únicas coisas que escrevi neste periodo...
Algum dia,
Abraçaremos os laços de alguma menina,
Pequena e sempre triste que terá nosso sorriso.
Ela se chamará Esperança.
O presente é um aqueduto de pequenas porções de tédio,
Desafios constantes, algumas risadas,
Inseridas no fato de estarmos semi-destruidos;
E não sermos mais os mesmos.
O mundo é uma gigantesca repetição das coisas,
Tardes, noites, roupas,
Tudo é tão antigo e novo desde que foi planejado;
Deus parece estar mais longe.
O tempo é um esmeril de incertezas,
Uma fábrica de dinheiros perdidos,
Um moinho de sonhos acabados.
Seu passar é como o ferro sob a malha,
Moldando-nos, vendendo por qualquer trocado.
Eu sou o alguém que me coube ser,
Que o acaso me trouxe,
E mesmo não estando feliz, assim ainda sou.
Porque, de modo ou maneira, alguma coisa disso eu escolhi.
A mesmice, a certeza, a conversa repetida,
Tudo me entristece; desespera-me,
Eu ri chorei,
Sou uma quimera ambulante,
Fadada ao sucesso, ao fracasso,
Até no dia que a vida me levar pra longe dela...
(Longe-Marcus Desidério)
Muito trabalho, muito trabalho mesmo, algumas problemas financeiros, de saúde e paciência diante disso.
Eu trabalho numa loja de música no centro da cidade, por volta de 10 horas por dia (na loja) além da ida e volta pra casa, esse sistema praticamente dominou meus dias, incluindo meus sábados.
Por isso, quando me vejo Domingo dormindo bastante, perco o tempo e o juizo para atualizar o blog, escrever e outras coisas que eram tão importantes pra mim...
Novidades sobre mim?
Alguns contrabaixos novos, uma guitarra.
Devo fazer faculdade ainda esse ano!
Escolhi Comunicação Social...
De resto, ai vai uma das únicas coisas que escrevi neste periodo...
Algum dia,
Abraçaremos os laços de alguma menina,
Pequena e sempre triste que terá nosso sorriso.
Ela se chamará Esperança.
O presente é um aqueduto de pequenas porções de tédio,
Desafios constantes, algumas risadas,
Inseridas no fato de estarmos semi-destruidos;
E não sermos mais os mesmos.
O mundo é uma gigantesca repetição das coisas,
Tardes, noites, roupas,
Tudo é tão antigo e novo desde que foi planejado;
Deus parece estar mais longe.
O tempo é um esmeril de incertezas,
Uma fábrica de dinheiros perdidos,
Um moinho de sonhos acabados.
Seu passar é como o ferro sob a malha,
Moldando-nos, vendendo por qualquer trocado.
Eu sou o alguém que me coube ser,
Que o acaso me trouxe,
E mesmo não estando feliz, assim ainda sou.
Porque, de modo ou maneira, alguma coisa disso eu escolhi.
A mesmice, a certeza, a conversa repetida,
Tudo me entristece; desespera-me,
Eu ri chorei,
Sou uma quimera ambulante,
Fadada ao sucesso, ao fracasso,
Até no dia que a vida me levar pra longe dela...
(Longe-Marcus Desidério)
Estou de volta com este site!!!!!!!!!
Em breve um novo conto....
Se tudo der certo, vcs vão estar ouvindo o Instrumental de "Choro para Metrônomo" de Baden Powell
Abraços...
31.12.08
Paper clips and crayons in my bed
everybody thinks that I'm sad
I take my ride in melodies and bees and birds
will hear my words
will be both us and you and them together
I can forget about myself trying to be everybody else
I feel allright that we can go away
and please my day
I'll let you stay with me if you surrender
(Marcelo Camelo - Janta)
As pessoas quando lidam com essa coisa de fim de ano, lutam, cada uma qual, com suas perdas, vitórias, decadências.
Lembram dos mortos, dos vivos que se foram, dos amores que partiram, dos trabalhos realizados, de trabalhar muito,
de viver alguma coisa. Do champagne com a namorada, o caso do trabalho e tudo mais.
A bela e simples verdade é que o dia 01 de Janeiro irá passar e já no dia 02, tudo recomeçará como um simples feriado
do dia de Zumbi.
Mas qual é a diferença do Reveillon para as outras paradas cotidianas?
O homem combate, reflete sobre uma de suas maiores fraquezas, a velhice e a passagem do tempo.
Por exemplo: Há quatro comemorações atrás, minha irmã morava comigo, eu estudava no colégio França, ainda na
8° série, nem sabia o que era sexo.
Hoje a vida me abençoou com trabalho, dinheiro, tudo que faz parte da vida cotidiana de um homem feito. E sou agradecido.
Graças aos meus defeitos e qualidades, sou o que sou, o que escolhi ser, o que me coube realizar realizei...
Pra 2009, o ano que assumo meus 19 anos, tenha muitas metas: Reformar minha casa, terminar meu 3° ano, me estabilizar
financeiramente, num emprego público, noivar, aprender teoria musical, aprender a tocar guitarra.
Que Deus ilumine nossos sonhos e nosso dia-a-dia, é isso que desejo a todos os meus amigos, parentes, conhecidos e leitores anônimos deste blog...
9.11.08
Amanhã
Amanhã, ser transeunte em nossa mente,
que nem o vidente, o padre e o sonho podem acertar.
E doravante todo o tempo do mundo fosse pente,
fosse a ponta do iceberg de nossa gente,
nem mesmo eu posso retroceder nesse cais.
Ora, fosse eu o melhor do melhores,
o belo dos belos, o eterno dos maiores,
poderia o amanhecer me consumir uma única vez?
Como o peão alquebrado na ponta que não rodopia?
Eu sou mar, sou areia, a gota que flutua no orvalho,
no sereno das manhãs dessa cidade,
dos ônibus.
O outrora é um retrato que se refaz, se perdiz,
a cada momento, cada instante, em vagas estantes,
em vastos pensamentos...
De toda forma, toda mostra, como o lodo reforma a costa,
eu sou meu tempo, meu Deus, meu amor.
Alguém que sempre esteve perto, junto de mim,
viu e reviu decepções, passei e viverei alegrias.
E, como os versos populares dum compositor qualquer,
serei lembrado e cantado por algumas gerações.
Mesmo que os coitados sejam um ou dois...
Não posso eu transpor nada além da existência,
se há céu, inferno e purgatório, isso, nada importa.
Eu tenho muito por fazer, demais por querer,
e sempre mais a conquistar...
que nem o vidente, o padre e o sonho podem acertar.
E doravante todo o tempo do mundo fosse pente,
fosse a ponta do iceberg de nossa gente,
nem mesmo eu posso retroceder nesse cais.
Ora, fosse eu o melhor do melhores,
o belo dos belos, o eterno dos maiores,
poderia o amanhecer me consumir uma única vez?
Como o peão alquebrado na ponta que não rodopia?
Eu sou mar, sou areia, a gota que flutua no orvalho,
no sereno das manhãs dessa cidade,
dos ônibus.
O outrora é um retrato que se refaz, se perdiz,
a cada momento, cada instante, em vagas estantes,
em vastos pensamentos...
De toda forma, toda mostra, como o lodo reforma a costa,
eu sou meu tempo, meu Deus, meu amor.
Alguém que sempre esteve perto, junto de mim,
viu e reviu decepções, passei e viverei alegrias.
E, como os versos populares dum compositor qualquer,
serei lembrado e cantado por algumas gerações.
Mesmo que os coitados sejam um ou dois...
Não posso eu transpor nada além da existência,
se há céu, inferno e purgatório, isso, nada importa.
Eu tenho muito por fazer, demais por querer,
e sempre mais a conquistar...
27.10.08
Conversações sobre minha atual história
Saindo da fase jornalismo de investigação....
Minha vida deu umas guinadas nos últimos dias....
Vou lhes contar...
Logo que percebi que meu emprego de Operador de Telemarketing de Cobrança era furada, tomando esporro grátis dum velho carece português por qualquer coisa, pedindo pra ir ao banheiro, bebendo pouca água por burocracia. Não podendo nem soltar um peido sem autorização superior; entendi que a vida não tem de ser desse jeito. Não quando você AINDA tem 18 anos.
Então, num golpe surpresa, com apoio de poucos amigos e da namorada, sem mais ninguém saber. Peguei meu pequeno salário ao 30 do mês passado e já, dia primeiro de Outubro, me demiti.
Foram duas semanas de ócio criativo e das dúvidas da desocupação.
Doravante entendi que meu dinheiro é precioso e esse papo de menino que vai ser artista porque tem um Fender foi ficando, cada vez mais, nocivo em minha cabeça.
Cortei o mal pela raiz, sai da minha banda.
No fim das contas, arranjei um emprego pra trabalhar com música, numa loja de instrumentos, tudo muito legal. Como repito muito para a minha namorada, enfim consegui colocar meu dom para render financeiramente.
Tenho alguns outros projetos para 2009.
Na verdade, eu sempre quero mais!
Minha vida deu umas guinadas nos últimos dias....
Vou lhes contar...
Logo que percebi que meu emprego de Operador de Telemarketing de Cobrança era furada, tomando esporro grátis dum velho carece português por qualquer coisa, pedindo pra ir ao banheiro, bebendo pouca água por burocracia. Não podendo nem soltar um peido sem autorização superior; entendi que a vida não tem de ser desse jeito. Não quando você AINDA tem 18 anos.
Então, num golpe surpresa, com apoio de poucos amigos e da namorada, sem mais ninguém saber. Peguei meu pequeno salário ao 30 do mês passado e já, dia primeiro de Outubro, me demiti.
Foram duas semanas de ócio criativo e das dúvidas da desocupação.
Doravante entendi que meu dinheiro é precioso e esse papo de menino que vai ser artista porque tem um Fender foi ficando, cada vez mais, nocivo em minha cabeça.
Cortei o mal pela raiz, sai da minha banda.
No fim das contas, arranjei um emprego pra trabalhar com música, numa loja de instrumentos, tudo muito legal. Como repito muito para a minha namorada, enfim consegui colocar meu dom para render financeiramente.
Tenho alguns outros projetos para 2009.
Na verdade, eu sempre quero mais!
10.10.08
A Mentira Republicana e a falência da integridade brasileira.

A mentira republicana e a falência da Integridade brasileira
Devido ao tempo que agora me sobra, resolvi voltar com este site, para debater alguns fatos importantes da sociedade brasileira. Entre as muitas leituras que venho tendo neste tempo inerte, me bateu em vista, a versão digitalizada de um livro da última década do século XIX, um texto escrito por uma testemunha ocular dos reais fatos da Proclamação da República Brasileira.
Grande parte da visão que hoje temos deste importante fato histórico na nossa história foi deturpada por muitas tendências políticas de épocas posteriores a 1889. Nós tivemos o “Engrandecimento Republicano” dos anos da Era Vargas e da grande guerra além da própria interpretação da revolução em seu tempo genitor. Durante a ditadura veio a tendência comunista na cadeira de História, que ainda hoje é dominada por ativistas de diversos partidos. Essa remontagem de alguns fatores que ocasionaram a rebelião das tropas do Marechal Deodoro da Fonseca, mudou em muito, no ensino médio e popular de História do Brasil, a visão sobre o acontecimento de 15 de Novembro.
Alguns notórios preferem qualificar o Império Brasileiro como instituição falida e impotente, tomada por um esquema político velho e obsoleto. Contradizem-se, pois a república é uma forma de governo tão anciã quanto à própria monarquia. Por vezes, nas sanguinolentas guerras de Roma, se teve a prova, na carne dos soldados romanos, de que a república era uma forma falha de governo.
Estes homens, incluindo o próprio Marechal em quem tanto confiamos nossas honrarias no quinze de Novembro, eram de tendência copiosa a “Prosperidade Norte-americana”. Prosperidade baseada em conceitos muito mais “Imperialistas” de que muitos Impérios do mundo antigo.
A política Norte-americana da época, um tanto quanto igual a exercida no contemporâneo, era predatória e expansionista.
Num país donde tantos índios já haviam sido sacrificados em nome da dominação portuguesa, ousou-se copiar a bandeira estrelada em tonalidades verde-amarela.
Num lugar donde se acabava de sair de uma terrível e odiosa guerra, ao quais os Estados Unidos pretendiam ajudar os nossos inimigos e tinham relações profundas com o governo ditador de Solano Lopez, muito mais Monarca, no termo centralizador da palavra do que o nosso Dom Pedro II; era alimentada a constituição de uma pátria tomada de morticínios e chacinas com seus povos indígenas.
O mesmo povo que retirara seu ímpeto em dominar a Cisplatina, liberando assim o Uruguai para seu livre arbítrio, dava glórias a uma república que invadia e tomava a força os territórios do fraco México.
E ainda, em seus doces discursos platônicos, os republicanos brasileiros falavam com gosto da Doutrina Monroe com seus dogmas de proteção a América. Uma proteção armada e eriçada pelas baionetas americanas. Seriam estes, os protetores da América, os mesmos oficiais que por vezes bombardearam cidades e portos americanos? Ou os mesmos senhores que entregaram sem luta tantas e tantas ilhas “irmãs” da América Central aos Ingleses e Espanhóis? Que em muito chantagearam o Chile, a Bolívia, o Panamá, o próprio Império Brasileiro com sua política das canhoneiras, semelhante à Inglesa?
Meus leitores, muitos fatos, muitas verdades, muitas noticias, foram apagadas com a borracha do interesse durante todo esse tempo. Temos a visão de um país se libertando por si só do julgo de um soberano mau. Uma revolução francesa a la brasileira.
Nada disso, o que vejo é vergonha...
Os homens que fundaram a República Federativa do Brasil sob o molde Norte-americano, estavam vislumbrados com as lindas paisagens de Buenos Aires, república sul-americana, com seus gigantescos bancos, suas estações ou com as fábricas paraguaias durante a era Lopez. Mas nada viram de seu descrédito perante a economia mundial, enquanto nossas instituições, de aparências e modos discretos, eram respeitadas e de nome limpo no mercado mundial. De tal forma dita como certa que, em meio a um grave acidente diplomático que havia cortado as relações Brasil-Inglaterra, a questão Christie, os bancos ingleses enviaram crédito ao Brasil para sustentar a campanha do Paraguai.
Estes militares, não da classe de Osório e Caxias, senhores e vencedores da guerra, fiéis ao Império, fiéis acima de tudo ao Brasil, amavam um modo de vida de um povo diferente do nosso. Berravam em seus discursos contra a escravatura e abraçavam os mesmos generais que massacraram os Confederados, na guerra civil mais violenta que a história presenciou. Guerra travada pela questão da escravatura. Começada por um presidente militarista, expansionista e industriário. Nada lhe veio à cabeça para procurar um modo pacifico de acalmar a rebelião, preferiu mergulhar seu próprio país em Fredericksburg, Antietam, Manassás, Gettysburg, nas pilhagens do CSS Alabama, nos canhões de seu USS Monitor. E, ao ouvir falar da morte dos 53 mil americanos mortos em Gettysburg, disse que eles morreram pela pátria e futuro dos EUA. Acham mesmo que um homem que nada sofreu ao saber que 50 mil de seus irmãos morreram jogando-se um contra os outros teria piedade de outros povos, que sua Doutrina chamava de protegidos?
Inúmeros militares yankees serviram na Guerra Franco-Prussiana ao lado dos alemães contra a mesma França que os ajudou a se libertar dos Ingleses, está é a lealdade americana aos seus amigos, França esta que era uma república ao fim da guerra.
Éramos um Império respeitado e admirado por muitos países no mundo, não pelo nosso futebol, ou blindados policiais. Não pelas nossas modelos ou equipes de vôlei ou festas populares ou mulheres bonitas. Éramos um país admirado por nosso compromisso financeiro, nosso desenvolvimento estável e nosso sábio monarca. A política financeira da República Brasileira após 1889 foi o calote, a social foi o esquecimento, e o progresso republicano foi tão grande que tivemos uma enorme inflação, revoltas em todos os lugares, como nos primórdios tempos do Primeiro Império.
Os efeitos desse doce dia de Novembro sentem até hoje nossas crianças, nossos empresários, nossos trabalhadores. Da mesma forma que o golpe foi dado sem apoio popular, já que a população chorava pela partida do Imperador, a política brasileira é sem participação popular, com partidos representando interesses estrangeiros. Somos fantoches de nossos representantes e estes, fantoches do mundo.
Durante o século XX, poucos governos no mundo conseguiram manter uma forma de política democrática, quase todos eles eram Monarquias. Vimos a América Latina afundada em ditaduras populistas e militares.
Poucos sabem que, a descer de Petrópolis para receber a intimação dos revolucionários, Dom Pedro II recebeu apoio de uma grossa faixa do Exército Imperial e da Armada, e que por si só, poderia arruinar as posições de Deodoro e retomar a cidade do Rio. Ao ser indagado por Tamandaré sobre o que devia ser feito ele disse: “Deixe meu amigo, que não se derrame uma única gota de sangue, pois esta pode vir a tornar-se uma poça, um lago e esfacelar uma bela pátria.”. Nesta frase está incumbida a postura de um Estadista sério e respeitado, que saiu de nossas terras humilhado por seus opositores e, isto preferiu ao ver o Brasil nas lamas de uma guerra civil. Imaginem se Dom Pedro tivesse o espírito de Lincoln, em qual estado seria a nossa Fredericksburg?
Má distribuição de renda, corrupção incubada em todos os setores do Estado, violência, falta de habitação, divida externa, eleições fraudulentas, forças militares obsoletas, escândalos, imprensa marrom e preguiçosa, manipulação em massa, florestas destruídas, estrangeiros vagando aqui e acolá, calotes por parte de países as nossas empresas, péssimas estradas, cidades desordenadas, custo de vida alto, baixos salários, moeda desvalorizada, educação fraca, desemprego imenso, impostos dantescos.
Foram supracitadas algumas das conseqüências de nossa amada República.
Entre isso que vivemos e Gettysburg, eu preferiria Gettysburg.
Para saber sobre o assunto leia “A Ilusão Americana” de Eduardo Prado.
Obrigado.
Alguns Links sobre o assunto:
28.8.08
Dias
Quantos verões minha vida presenciou?
As brisas dum Inverno pesado,
e as chuvas trazendo lágrimas dum amor.
Por quais tempos nessa história,
fui o sonho e o tempo se tornou,
um simples objeto sob a mesa?
Estou aprofundado nos fatos,
marcantes, marcados, esquecidos, estudados,
que Deus me fez passar.
Cada briga, beijo, dia de mar,
cada sonho, desejo, posto a debandar.
Se existe verdade absoluta em meio a isso tudo,
é que a Kimera dentro de mim vive,
e uma hora, tudo, tudo mesmo,
findará...
Neste tempo, terei o dia mais feliz...
As brisas dum Inverno pesado,
e as chuvas trazendo lágrimas dum amor.
Por quais tempos nessa história,
fui o sonho e o tempo se tornou,
um simples objeto sob a mesa?
Estou aprofundado nos fatos,
marcantes, marcados, esquecidos, estudados,
que Deus me fez passar.
Cada briga, beijo, dia de mar,
cada sonho, desejo, posto a debandar.
Se existe verdade absoluta em meio a isso tudo,
é que a Kimera dentro de mim vive,
e uma hora, tudo, tudo mesmo,
findará...
Neste tempo, terei o dia mais feliz...
20.8.08
Poesia para o tempo
Todo santo dia,
toda maldita hora,
em ponto, as seis,
eu acordo, em prantos,
chorando, por dentro,
e o vento, na minha cabeça,
do mesmo Britânia barulhento.
Eu só penso em dormir, em viver além,
da parda realidade, massacrada pelas dividas,
pelos chefes, pelas estradas;
entupidas, de gente que nem eu....
Ai vem o sol, as dez, e a fome, violenta,
terrivel esfinge, faca a despedaçar.
E eu pragejo, sem sucesso, aquele banco,
aquela tela, o cheiro de papel,
o perfume da colega, a voz enlouquecida,
da cliente e suas dividas.
E eu só penso em sair dali, me demitir,
viver além, da monetária realidade,
do vai-e-vém, da cidade poluida...
Então, desaba, como um meteoro,
o pequeno ponteiro, do novo relógio,
meu coração bate, alegremente,
eu volto pra casa, ferverosamente,
pra encontrar minha velha,
deitada, entristecida, enraivecida,
atolada em suas primicias, que eu nunca,
nem se Jesus me contasse, entenderia.
Neste momento, eu penso em viajar,
conhecer Paris, algum hotel á beira-mar,
talvez Petrópolis caisse bem, fugir dali,
da habitual realidade de conviver,
com as mesmas pessoas desde o nascer...
Quando o sol desaparece, eu vagueio,
já abatido pelas batalhas, com o mundo entre os dedos,
segurando a linha que falta pra pegar o ônibus errado e desaparecer.
Eu sento na sala, que cheira a giz, verniz, e o professor,
falando e me dizendo, tudo que nunca vou usar e me arrependo,
de não ter ouvido antes.
Ai eu penso em partir, ruir, permanecer ali, até o dia amanhecer.
Viver longe desses diplomas, normas, comas, no qual sou obrigado a me induzir.
Quando chego em meu sossego, vem uma ou duas ligações,
da namorada e dos amigos. Nesta hora, tenho um profundo, absurdo,
medo de morrer e perder tudo isso que faz parte de mim,
mesmo eu não tendo escolhido...
Como pode um pedaço de ferro ser mais forte que a vida de alguém?
Essa sim, é a realidade que tento escapar...
toda maldita hora,
em ponto, as seis,
eu acordo, em prantos,
chorando, por dentro,
e o vento, na minha cabeça,
do mesmo Britânia barulhento.
Eu só penso em dormir, em viver além,
da parda realidade, massacrada pelas dividas,
pelos chefes, pelas estradas;
entupidas, de gente que nem eu....
Ai vem o sol, as dez, e a fome, violenta,
terrivel esfinge, faca a despedaçar.
E eu pragejo, sem sucesso, aquele banco,
aquela tela, o cheiro de papel,
o perfume da colega, a voz enlouquecida,
da cliente e suas dividas.
E eu só penso em sair dali, me demitir,
viver além, da monetária realidade,
do vai-e-vém, da cidade poluida...
Então, desaba, como um meteoro,
o pequeno ponteiro, do novo relógio,
meu coração bate, alegremente,
eu volto pra casa, ferverosamente,
pra encontrar minha velha,
deitada, entristecida, enraivecida,
atolada em suas primicias, que eu nunca,
nem se Jesus me contasse, entenderia.
Neste momento, eu penso em viajar,
conhecer Paris, algum hotel á beira-mar,
talvez Petrópolis caisse bem, fugir dali,
da habitual realidade de conviver,
com as mesmas pessoas desde o nascer...
Quando o sol desaparece, eu vagueio,
já abatido pelas batalhas, com o mundo entre os dedos,
segurando a linha que falta pra pegar o ônibus errado e desaparecer.
Eu sento na sala, que cheira a giz, verniz, e o professor,
falando e me dizendo, tudo que nunca vou usar e me arrependo,
de não ter ouvido antes.
Ai eu penso em partir, ruir, permanecer ali, até o dia amanhecer.
Viver longe desses diplomas, normas, comas, no qual sou obrigado a me induzir.
Quando chego em meu sossego, vem uma ou duas ligações,
da namorada e dos amigos. Nesta hora, tenho um profundo, absurdo,
medo de morrer e perder tudo isso que faz parte de mim,
mesmo eu não tendo escolhido...
Como pode um pedaço de ferro ser mais forte que a vida de alguém?
Essa sim, é a realidade que tento escapar...
2.8.08
Novos Caminhos...
A vida tem se apresentado de formas diferentes nos últimos dias, a constante mutação contrasta com a velha rotina famigerada. O tempo têm sido um fator quase inerente diante de tanta felicidade, tantos problemas, dilemas e outras misérias da alma suburbana desse Rio de Janeiro atolado em balas...
Ela apareceu há muito tempo quando ainda outra ocupava meu coração. Éramos grandes amigos, de uma forma dificil de encontrar entre um homem e uma mulher. Sempre admirei seu jeitinho correto e achava que aquela linha dura poderia me dar um jeito. Mas as vitórias mais tardias são as mais saborosas.
Subitamente aquele ligeiro clima de romance começou a nascer. Iamos aqui e acolá, com as brincadeiras básicas de amigos solteiros. No Shopping, na boate, faziamos programas de casal, mesmo estando apenas "amigando"...
De repente, um beijo acontece, depois de muita conversa, muitas declarações. E um pequeno romance vai surgindo, de forma bombástica tomando ambas as partes e em poucos dias, somos namorados...
E sabe qual o lado mais doce desse amor?
È a simplicidade dos nossos gostos. Ambos somos assim, bem grudezinhos; do tipo que prefere ficar abraçado vendo TV. È o jeito meigo dela de ser, e de como ela fala do trabalho com vontade.
È a forma dela me ligar de madrugada pra saber se a gravação da Banda foi legal.
Ela é, sinceramente, tudo que eu nunca tive em todas as mulheres que já pousaram aqui. Confesso que algumas me fizeram feliz...
E hoje esse amor me dá forças pra continuar brigando na dureza da rotina do dia-a-dia...
Meus dois lados profissionais vem evoluindo, no primeiro, o que está na carteira assinada, estou decidido em mudar os rumos da história. No segundo, que envolve a música, a banda principal vem dando grandes passos e a nova banda mostrando ser tão gloriosa quanto a velha. Deus tem olhado por mim, agora é minha hora de lutar a batalha final pra fazer desse ano, um ano de vitória, como há muito tempo não tinha na minha vida...
Boa Semana
Ela apareceu há muito tempo quando ainda outra ocupava meu coração. Éramos grandes amigos, de uma forma dificil de encontrar entre um homem e uma mulher. Sempre admirei seu jeitinho correto e achava que aquela linha dura poderia me dar um jeito. Mas as vitórias mais tardias são as mais saborosas.
Subitamente aquele ligeiro clima de romance começou a nascer. Iamos aqui e acolá, com as brincadeiras básicas de amigos solteiros. No Shopping, na boate, faziamos programas de casal, mesmo estando apenas "amigando"...
De repente, um beijo acontece, depois de muita conversa, muitas declarações. E um pequeno romance vai surgindo, de forma bombástica tomando ambas as partes e em poucos dias, somos namorados...
E sabe qual o lado mais doce desse amor?
È a simplicidade dos nossos gostos. Ambos somos assim, bem grudezinhos; do tipo que prefere ficar abraçado vendo TV. È o jeito meigo dela de ser, e de como ela fala do trabalho com vontade.
È a forma dela me ligar de madrugada pra saber se a gravação da Banda foi legal.
Ela é, sinceramente, tudo que eu nunca tive em todas as mulheres que já pousaram aqui. Confesso que algumas me fizeram feliz...
E hoje esse amor me dá forças pra continuar brigando na dureza da rotina do dia-a-dia...
Meus dois lados profissionais vem evoluindo, no primeiro, o que está na carteira assinada, estou decidido em mudar os rumos da história. No segundo, que envolve a música, a banda principal vem dando grandes passos e a nova banda mostrando ser tão gloriosa quanto a velha. Deus tem olhado por mim, agora é minha hora de lutar a batalha final pra fazer desse ano, um ano de vitória, como há muito tempo não tinha na minha vida...
Boa Semana
13.7.08
Minha vida é uma música de Indie Rock
Eu sou um cara que costuma ser um cara legal. Daquele tipo que quando tem dois biscoitos, dá um pra menina indefesa faminta do trabalho, ou que cede o lugar a velhinha num ônibus em direção ao Centro em plena manhã de Segunda-feira. Do estilo que ainda pega na mão das amigas ao descer da condução ou que, as vezes, puxa a cadeira para elas sentarem...
Daquela classe que faz piada de tudo e que todo mundo ri em 90% das vezes...
Na verdade eu sou um cara com muitos amigos e colegas, para dar e vender. E amo muito isso...
O que me divirto é com a dualidade da minha mentalidade e de meu humor. Vamos dar os exemplos usando este fim de semana!
Sexta-feira de noite estava andando até o shopping junto do meu amigão , os dois totalmente na fossa e rindo das desgraças de nossa "desgracenta" vida. Acabei chegando em casa feliz e contente. Sábado estava calado e calmo jogando no computador, pela tarde, agitado no ensaio da banda, voltei para a casa cansado e triste. Ai sai com minha amiga loira, fomos no mesmo Shopping dar o famoso "rolé" de quem deve mais de 200 pratas no cartão.
Mas que "rolé" legal! Vim para a casa contente novamente, até que, por volta das 00:00, já estava aqui a devanear meu passado e futuro...
Domingo, ah! Domingo é clássico ficar tristonho.
Agora a velha e boa semana de trabalho recomeça, vamos cobrar, pegar "busões" cheios, nos preocupar, procurar dinheiro nos bolsos e dormir desesperados de sono...
E assim a vida se refaz, sem nada acontecer...
Como numa letra de música de Indie Rock do século XXI
Daquela classe que faz piada de tudo e que todo mundo ri em 90% das vezes...
Na verdade eu sou um cara com muitos amigos e colegas, para dar e vender. E amo muito isso...
O que me divirto é com a dualidade da minha mentalidade e de meu humor. Vamos dar os exemplos usando este fim de semana!
Sexta-feira de noite estava andando até o shopping junto do meu amigão , os dois totalmente na fossa e rindo das desgraças de nossa "desgracenta" vida. Acabei chegando em casa feliz e contente. Sábado estava calado e calmo jogando no computador, pela tarde, agitado no ensaio da banda, voltei para a casa cansado e triste. Ai sai com minha amiga loira, fomos no mesmo Shopping dar o famoso "rolé" de quem deve mais de 200 pratas no cartão.
Mas que "rolé" legal! Vim para a casa contente novamente, até que, por volta das 00:00, já estava aqui a devanear meu passado e futuro...
Domingo, ah! Domingo é clássico ficar tristonho.
Agora a velha e boa semana de trabalho recomeça, vamos cobrar, pegar "busões" cheios, nos preocupar, procurar dinheiro nos bolsos e dormir desesperados de sono...
E assim a vida se refaz, sem nada acontecer...
Como numa letra de música de Indie Rock do século XXI
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